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Saúde

Prefeitura de Brumadinho recomenda cuidados com a saúde da população

A Prefeitura de Brumadinho divulgou hoje (1) uma lista de cuidados que pessoas afetadas pela ruptura da barragem do Mina Córrego do Feijão devem ter com a saúde. Com o rompimento, uma onda de lama contaminada destruiu casas, matou ao menos 110 pessoas e deixou a água do Rio Paraopeba imprópria para consumo humano e animal.

Entre as recomendações estão evitar o contato com a lama e com a água do Rio Paraopeba e prestar atenção a sintomas como dor abdominal, vômitos e diarreia. Devem procurar as unidades de saúde pessoas que, além dos sintomas já citados, sintam dores de cabeça, febre, cansaço físico e mental, irritação da pele, coceira, vermelhidão, inchaço, manchas, queimaduras, alterações no nível de consciência e sonolência.

Quem notar algum desses problemas, tiver ansiedade ou angústia ou tiver sofrido acidentes deve informar a unidade de saúde se teve contato direto ou indireto com a água do rio ou a lama.

Não é recomendado qualquer contato com a água ou a lama, incluindo o consumo de alimentos que tenham tido esse contato, ainda que estejam embalados ou enlatados. Além disso, não se deve pescar ou comer peixes provenientes do rio e usar apenas água potável para higiene pessoal e preparo de alimentos.

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Nem mesmo remédios lacrados expostos à lama podem ser aproveitados. Caso algum medicamento tenha tido contato com a lama, ele deve ser entregue a uma unidade de saúde para descarte.

Já utensílios domésticos devem ser lavados com água e sabão e desinfetados. A prefeitura recomenda utilizar 200 ml de água sanitária e 800 ml de água limpa para deixar esses utensílios de molho por uma hora. Depois desse processo, eles devem ser enxaguados com água limpa.

A Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais recomenda ainda que seja que a população respeite uma área de 100 metros das margens do Rio Paraopeba e não utilize a água para nenhuma finalidade.

EBC

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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