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Saúde

“Nano agulha” pode facilitar edição de genes

Com uma nova técnica desenvolvida pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, os cientistas poderiam fazer com que a engenharia genética de qualquer tipo de planta, em particular a edição de genes com CRISPR-Cas9, seja simples e rápida. Eles utilizam uma “nano agulha” para “brincar com os genes da planta” de maneira mais eficiente.

Os pesquisadores explicam que modificar a genética de uma planta requer a obtenção de DNA de suas células e que é muito fácil fazer com células animais, mas com plantas é um assunto diferente. “As plantas não têm apenas uma membrana celular, mas também uma parede celular”, diz Markita Landry, professora assistente de engenharia química e biomolecular da Universidade da Califórnia.

Os cientistas tentaram diferentes maneiras de obter DNA e outras moléculas biológicas importantes através da parede celular. Os dois principais são a inserção de DNA em bactérias, que podem infectar células de plantas, ou atirando ouro revestidas com DNA microscópico na célula de planta, utilizando uma pistola de genes. Ambos os métodos têm limitações, já que as armas genéticas não são muito eficientes e algumas plantas são difíceis, se não impossíveis, de infectar com bactérias.

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Com a nova técnica, uma fita de DNA é pequena o suficiente para passar pela parede celular da planta, mas não é rígida o suficiente. “Você pode pensar nisso como uma corda”, diz Landry. “Se você tentar empurrar uma corda através de uma esponja, ela realmente não vai funcionar, mas se você pegar uma agulha sólida e tentar empurrá-la através de uma esponja, isso funcionará muito melhor”, completa.

A ideia de usar nanotubos de carbono para obter DNA em células vegetais é intrigante para os cientistas, mas “eu acho que eles têm algumas maneiras de fazer isso realmente interessante”, finaliza.

Agrolink

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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