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Saúde

O homem cujo sangue ficou branco de tanta gordura

Köhler trabalha no Hospital Universitário de Colônia, na Alemanha, onde um paciente chegou sentindo náuseas, vômito e dor de cabeça.

Além disso, seu estado de alerta diminuía aos poucos.

O homem, de 39 anos cuja identidade não foi revelada, sofre de diabetes, mas nos dias anteriores à ida ao hospital não tinha tomado seus remédios de uso contínuo.

De acordo com o relato do caso, publicado nesta semana na revista Annals of Internal Medicine, o homem foi submetido imediatamente a um tratamento intensivo, onde os testes revelaram que seu sangue tinha “síndrome de hiperviscosidade devido ao nível extremamente alto de triglicérides”.

Uma das coisas que mais chamou a atenção dos médicos foi a cor do sangue do paciente.

“Inicialmente, o tom era mais claro que o sangue venoso escuro normal”, diz Köhler. “Parecia mais sangue arterial, mas com um brilho branco.”

“Após a sedimentação, uma parte branca se separou do sangue saudável, que permaneceu na parte inferior (do recipiente).”

Köhler disse ao site Live Science que o sangue adquiriu uma “cor leitosa”.

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Os triglicérides são um tipo de gordura que vem de alimentos como a manteiga e óleos, embora níveis elevados possam ter outras causas, como doenças genéticas, obesidade, uso de drogas ou álcool e cigarro em excesso.

Tratamento alternativo

Em casos como este, os médicos usam uma máquina para retirar a gordura do sangue e, assim, reduzir sua viscosidade.

No entanto, a situação deste paciente era tão extrema que os filtros para sugar a gordura entupiram diversas vezes.

Os médicos tiveram de agir rapidamente para remover o excesso de gordura, restaurar o pH do sangue e, assim, estabilizar o paciente.

“Tivemos de procurar alternativas”, disse Köhler à BBC Mundo.

Assim, ao ver que o procedimento padrão falhou, Köhler e sua equipe recorreram à flebotomia, isto é, extrair o sangue e substituí-lo por sangue de um doador.

“Não tivemos escolha”, diz Köhler. “Precisávamos levar o paciente a um estado em que os procedimentos padrão para remover os lipídios do sangue fossem novamente possíveis”.

A técnica funcionou e eles conseguiram baixar os níveis de triglicérides do paciente.

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“Até onde sabemos, este é o primeiro caso de hipertrigliceridemia severa que precisou de flebotomia para salvar o paciente depois que o procedimento padrão falhou”, diz Köhler.

Combinação de fatores

O médico contou à BBC News Mundo que o homem agora não tem “sintomas residuais”, teve alta e recebe atendimento ambulatorial.

De acordo com a hipótese de Köhler, os altos níveis de gordura no sangue do paciente foram causados ​​por uma combinação de resistência à insulina, obesidade, dieta inadequada e diabetes que não foi tratada adequadamente.

BBC

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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