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Saúde

4 problemas comuns de saúde que você pode aliviar com plantas

Por exemplo: ressaca depois de uma noite de embriaguez, indigestão após uma refeição pesada, uma picada ou um simples arranhão na pele.

Em vez de apelar a remédios, há muita gente que prefere utilizar plantas e ervas, muitas delas criadas em casa ou no jardim. Usandas de modo apropriado, elas podem ajudar a amenizar dores e mal estar.

Alys Fowler, horticultor e ex-apresentador do programa Gardener’s World (“Mundo do Jardineiro”, em tradução livre), da BBC, e autor de um livro sobre plantas medicinais, escreveu uma coluna para o jornal britânico The Guardian explicando como aliviar algumas das doenças mais comuns usando apenas plantas.

É bom lembrar que essas dicas são úteis para tratar problemas menores . Caso você se sinta em dúvida ou se o problema persistir e se tornar mais grave, é sempre melhor consultar um médico.

Além disso, como afirma Fowler, antes de usar qualquer planta para fins medicinais, é importante identificá-la corretamente, em especial se você a tirou de algum localidade silvestre.

Se você tem dúvidas, é melhor não utilizar a planta, porque pode se tratar até de uma espécie venenosa.

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1. Cortes leves, arranhões e feridas superficiais

Nestes casos, Fowler recomenda fazer um emplastro (esmagando as folhas e, em alguns casos, as raízes da planta limpas) de tanchagem (Plantago major) e tanchagem-menor (Plantago lanceolata), também conhecida como língua-de-ovelha, ervas rasteiras bastante comuns na região Sul do Brasil.

Essa pasta, diz o horticultor, ajuda na cura da ferida e também alivia a coceira produzida por insetos.

De acordo com um estudo publicado na revista científica Advances in dermatology and allergology (“Avanços na dermatologia e alergologia”, em tradução livre), esta planta tem propriedades anti-inflamatórias, além de ajudar na limpeza da pele.

2. Contusões e dores musculares

Para estes casos – e também para as ocasiões em que um movimento mal feito causa dor muscular – Fowler sugere um emplastro de Symphytum officinale – conhecida no Brasil como confrei ou consólida.

Esta planta, nativa da Europa, mas hoje presente em muitos lugares, é ideal para essas situações.

Fowler recomenda cobrir a área machucada com papel filme para que não deixe manchas na roupa.

3 – Problema de estômago e ressaca

Na opinião do horticultor, nada melhor do que um chá de hortelã (Agatache rugosa) para remediar uma ressaca pós embriaguez: a erva acalma a dor de cabeça e ajuda a melhorar o mal estar no estômago.

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Ele dá outras recomendações: chá de folhas de limão ou erva-cidreira (Melissa officinalis).

Fowler explica que essas plantas ajudam a melhorar a sensação de náusea, indigestão e também relaxam o corpo.

No entanto, ele diz que as pessoas que sofrem de problemas na tireoide não devem consumir essas plantas regularmente, pois pode haver efeitos colaterais.

4. Inchaço e indigestão

“As sementes de erva-doce, cominho e endro são carminativas e ajudam na digestão”, escreveu Fowler em sua coluna no The Guardian.

É possível fazer infusão com as sementes esmagadas. Fowler explica que é importante cobrir o chá (com uma tampa no bule ou num prato, se preparado em um copo) para manter suas propriedades da planta intactas.

De acordo com um folheto informativo do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, tanto o chá de erva-doce como o chá de camomila e hortelã-pimenta podem ajudar a combater a flatulência.

BBC

 

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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