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O desafio da hora do banho para pacientes com demência

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A hora do banho pode se tornar uma fonte de estresse para o idoso que sofre de demência e sua família. Claro que, além do mau odor, a falta de higiene está associada ao risco de infecções urinárias e problemas de pele, mas é importante avaliar se há uma real necessidade de banho diário completo quando a pessoa apresenta restrições cognitivas.

Muitos cuidadores alegam que é mais fácil quando a atividade integra a rotina, mas há algumas do site Dailycaring para tornar o ambiente aconchegante:

• Feche portas e basculantes para que o lugar tenha uma temperatura cálida.

• Diminua um pouco a luz.

• Se puder, use um fundo musical suave.

• Faça uma adaptação: use a palavra spa, ou hora do relaxamento.

Entretanto, em dias conturbados, uma alternativa é usar toalhas úmidas e mornas para limpar embaixo dos braços, virilhas, pés e genitais. Comece pelo rosto e vá descendo, deixando as partes íntimas, que são as mais críticas, por último. O idoso pode ficar coberto, enquanto o cuidador vai descobrindo apenas a parte do corpo que está sendo limpa. Depois de evacuar, é fundamental garantir a higiene do local, usando lenços umedecidos ou um chuveirinho – e não apenas o papel higiênico. Se a pessoa utilizar fraldas geriátricas, a recomendação é checar a cada duas horas se é preciso trocá-las.

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As dificuldades não se restringem ao banho, porque o idoso com demência também pode se recusar a mudar de roupa. Se há perda de memória e comprometimento da capacidade de julgamento, ele não vai se lembrar que já faz um bom tempo que está vestido com as mesmas peças. Outros fatores podem contribuir para a resistência, como dores ou fadiga excessiva, que tornam a troca um processo doloroso.

No entanto, evite usar a lógica como argumento: repetir que aquela blusa ou camisa está fedendo só vai deixá-lo na defensiva. Você pode esperar que adormeça para trocá-lo, ou comprar peças iguais para que não perceba a mudança. Aliás, simplificar o guarda-roupa pode ajudar muito: cores sólidas das quais ele ou ela goste e que combinem entre si, sempre fáceis de vestir.

Assim como na questão do banho, às vezes é preciso ver a situação por uma outra perspectiva. Se a roupa não estiver suja, talvez realmente não haja necessidade de efetuar a troca. Se a vestimenta estiver confortável, ela pode ser usada de dia e servir de pijama à noite, ainda mais se o idoso não tiver ido à rua. Por fim, questione-se sobre seu próprio desconforto: talvez esteja na hora de descartar algumas convenções sociais e priorizar o bem-estar do seu ente querido.

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Vacina da Fiocruz Minas e UFMG avança em testes de laboratório

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Um estudo para o desenvolvimento de uma vacina contra a covid-19 pelo Instituto René Rachou (Fiocruz Minas) e pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) concluiu, com “resultados bastante animadores”, a etapa de prova de conceito, informou ontem (12) a Agência Fiocruz. Tal etapa faz parte dos estudos pré-clínicos, em laboratório, e indica se a vacina tem potencial para produzir resposta imune e proteção contra a doença.

Cientistas do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Vacinas (INCTV) da Fiocruz Minas e do Centro de Tecnologia em Vacinas da UFMG trabalham no desenvolvimento deste imunizante, desde março de 2020. Segundo os pesquisadores, a vacina não apenas protegeu os camundongos usados na prova de conceito, como também evitou qualquer manifestação clínica da doença.

A pesquisa agora seguirá nos estudos pré-clínicos, com testes em macacos, considerados fundamentais para que se possa avançar em direção aos testes clínicos, em humanos. Nos primatas não-humanos, os pesquisadores vão investigar se a resposta imune causada pela vacina tem capacidade de produzir anticorpos contra o novo coronavírus.

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O início dos testes em humanos pode ocorrer ainda neste ano, segundo os pesquisadores responsáveis pelo estudo. Porém, essa etapa requer a produção de um lote piloto da vacina dentro de rigorosos critérios de boas práticas e controle de qualidade, o que exigirá maior volume de recursos financeiros.

O pesquisador Ricardo Gazzinelli, coordenador do INCTV, explica que a plataforma tecnológica usada na vacina consiste na combinação de duas proteínas, entre elas a proteína S, utilizada pelo novo coronavírus para invadir as células do hospedeiro. Essas proteínas são combinadas em uma proteína “quimera”, que obteve os resultados positivos na prova de conceito.

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Saúde

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