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Saúde

Fique alerta : cigarro eletrônico pode causar doença pulmonar grave e fatal

Os cigarros eletrônicos, também conhecidos como e-cigarro, vape ou juul, estão na moda no mundo inteiro. Pessoas que querem parar de fumar, ou que nunca fumaram – como os nossos jovens adolescentes contemporâneos – encontraram nos e-cigarros uma fonte de prazer e por isso seu uso tem aumentado progressivamente. Parece que está havendo um certo glamour em acender; ou melhor, em “ligar” um vape ou um juul.

Muito cuidado, porém! O CDC (Center for Disease Control) e o FDA ( Food and Drug Administration) dos Estados Unidos, instituições cuja credibilidade dispensam apresentações, fizeram um alerta grave: os cigarros eletrônicos podem ser responsáveis por uma doença pulmonar que pode levar à insuficiência respiratória e eventualmente óbito. Até o dia 30 de agosto, foram notificados 354 casos em 29 estados americanos.

Não se sabe ainda a causa exata desta doença pulmonar. Não se acredita que a causa esteja ligada às substâncias como aromatizantes, nicotina ou THC, por exemplo. Estas substâncias já são usadas há muitos e muitos anos, por várias gerações, e seus principais efeitos tóxicos são bastante estudados e conhecidos.

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Entende-se que os líquidos que veiculam as drogas inaladas é que podem, de alguma forma, estar causando a doença respiratória. Para lembrar, o cigarro eletrônico possui, em seu corpo, um aparelho vaporizador que contem nicotina, THC ou aromatizantes – por exemplo – e um veículo líquido, que pode ser o propilenoglicol. Quando acionado, o líquido é evaporado e inalado junto com a substância principal. Este líquido que está em estudo, posto que sua fabricação pode variar de local para local, de fornecedor para fornecedor e ser duvidosa em relação à segurança de seus componentes.

Estudos realizados nos Estados Unidos com os cartuchos utilizados nos e-cigarros demonstraram que em muitos deles, de variadas marcas diferentes, havia substâncias não especificadas, potencialmente tóxicas ou cancerígenas e com concentrações duvidosas, que poderiam ser deletérias para a saúde das pessoas.

Por esta razão, o CDC e o FDA desaconselham e desencorajam o uso destes dispositivos, até que os estudos evoluam e possam nos dizer qual ou quais são as substâncias que devem ser evitadas.

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Não custa lembrar que a comercialização dos cigarros eletrônicos está proibida aqui no Brasil pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A justificativa é que não há indícios suficientes que atestem a segurança destes aparelhos e de seus produtos inalados para a saúde das pessoas. No entanto, muitos brasileiros os compram no exterior e os utilizam aqui.

Siga as recomendações e dê um tempo nos cigarros eletrônicos até que os estudos esclareçam a causa desta grave doença pulmonar.

Cuidado: nem sempre “glamour” é sinônimo de saúde.

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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