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‘Mutirão da Catarata’ devolve a visão a pacientes de Diamantino

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“Eu não podia ler mais, tinha que trazer o papel bem pertinho para poder enxergar”, contou a aposentada Nilce de Carvalho Garcia de 77 anos. Ela foi um dos 22 pacientes diagnosticados com catarata pela atenção básica de saúde de Diamantino. Todos os pacientes fizeram a cirurgia de catarata no Pronto Atendimento Municipal Dr. Leônidas Nascimento Vidigal nesta sexta-feira (13.05). A realização do procedimento é inédita no município e possível devido ao Programa Mais MT Cirurgias da Secretaria de Estado de Saúde – SES/MT em parceria com a Prefeitura de Diamantino.

Na antessala de cirurgia, o morador do bairro Buriti, Osvaldo Souza de 71 anos, que trabalhava com serviços gerais até poucos meses antes da pandemia do novo coronavírus, quando após um mal-estar devido a visão turva o tirou de suas atividades laborais.

“Eu trabalhava limpando quintais, fazendo todo o tipo de serviço e precisava enxergar bem para não deixar nada para trás, foi quando percebi que a visão estava cada dia mais embaçada, até que um dia durante o trabalho tive um mal-estar, vindo parar no Pronto Atendimento e achando que ficaria cego”, relatou.

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Osvaldo ainda contou que teve seu procedimento cirúrgico marcado, porém cancelado devido à pandemia da Covid-19, quando em todo o país foi interrompida a realização de procedimentos ambulatoriais e cirurgias eletivas.

Responsável pelos procedimentos realizados no dia de hoje, o médico oftalmologista Antônio Sardinha explicou que a “catarata” é a densificação do cristalino ocular ocasionado pelo envelhecimento, porém podem também estar associadas a alterações metabólicas, ou até mesmo em crianças por hereditariedade e pontua que o procedimento é rápido e indolor, tendo resultados imediatos pós-cirúrgico.

“Este tipo de catarata é denominada de catarata senil, que está relacionada a idade. Conforme a pessoa vai envelhecendo o cristalino também envelhece e vira a catarata. Então tiramos esse cristalino doente e colocamos uma lente intraocular, que faz com que a pessoa volte a enxergar e até mesmo em muitos casos fazendo com que a pessoa deixe de usar óculos para longe”, explica.

A cirurgia, detalhou o médico, demora entre 5 a 10 minutos e o tempo de recuperação depende de cada pessoa, do uso dos colírios com antibiótico e corticoide e também do repouso que é o mais importante, já no mesmo dia ela consegue enxergar bem.

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Redução da fila de espera pela cirurgia

Conforme explica Ludmilla Carris, enfermeira do município de Diamantino, o mutirão em parceria com a SES/MT, através do Programa Mais MT Cirurgias, tem o objetivo de reduzir uma demanda reprimida para a realização de consultas e procedimentos oftalmológicos desde o ano de 2015 que se estendia até junho de 2021.

“Constatamos que entre o período de 2015 a junho de 2021, havia uma demanda reprimida por consultas oftalmológicas em Diamantino, e a destinação de recursos através do programa do Governo do Estado nos colocou em condições de realizar estes procedimentos e também de consultas”, afirmou.

O mutirão se estende neste final de semana com consultas oftalmológicas, agendadas para este sábado (14) e domingo (15) na Estratégia de Saúde da Família – ESF Central, a partir das 07h00 com parada para almoço e retorno às 13h00, onde espera-se que sejam atendidas 150 pessoas, pré-agendadas, incluindo os retornos dos procedimentos efetuados hoje.

Haron Álvares

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Osteoporose e os implantes dentais

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Cirurgia guiada para implantes dentários
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Cirurgia guiada para implantes dentários

Pacientes com osteoporose podem sim receber implantes dentários, como explica Dr Bruno Puglisi. 

A taxa de sucesso é semelhante a de pacientes sem a doença. Entretanto, isso não exclui a necessidade de se seguir todas as etapas antes do procedimento.

O que é a osteoporose?

É mais comum em mulheres acima dos 45 anos (por questões hormonais), a osteoporose trata-se de uma doença caracterizada pelo enfraquecimento dos ossos, deixando os mesmos mais frágeis e, portanto, aumentando o risco de ocorrerem fraturas em consequência a traumas. Por exemplo: sentar numa cadeira ou subir uma escada, traumas estes que acometem principalmente os ossos da bacia, do fêmur e do antebraço.

E, dependendo do grau da doença, essa redução pode afetar diversas partes do corpo, inclusive os ossos maxilares. A questão é que alguns remédios utilizados para combater a osteoporose podem causar problemas à saúde bucal, como problemas de cicatrização após a cirurgia de implante dental.

O procedimento adotado pelo cirurgião dentista é, acima de tudo, avaliar as condições do paciente, tempo de uso e tipo de bisfosfonato (o medicamento que é utilizado). 

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Dentro dessa avaliação, o cirurgião dentista poderá entrar em contato com o médico responsável pela indicação do tratamento da osteoporose, a fim de planejar a possível interrupção do mesmo por no mínimo 6 meses. 

O importante é realizar acompanhamento constante, por meio de exames específicos, que deverão ser repetidos até que se encontre uma condição com menos risco cirúrgico.

É importante salientar que essa medicação (bifosfonato) se mantém no tecido ósseo por até 8 anos após a interrupção e, dependendo da quantidade e do tipo de medicamento tomado, os riscos para o surgimento de um problema poderão levar uma década ou mais para serem eliminados. 

Sendo assim, em casos de extrações de urgência nos quais a interrupção prévia do medicamento não pode ser realizada, o risco do surgimento de necrose no osso do paciente pode aumentar seriamente.

O cirurgião dentista pode empregar medidas preventivas para diminuir esse risco. Em relação ao sucesso cirúrgico do implante, é importante que o paciente tenha controle da própria saúde como um todo, pois, fatores como diabetes sem controle, problemas gengivais presentes, deficiência de vitamina D e outros, também podem contribuir para a perda precoce dos implantes. 

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A higienização oral completa, realizada de forma criteriosa com escovação e fio dental, além de visitas periódicas ao dentista, diminui o risco de problemas orais de forma significativa , sendo a melhor maneira de reduzir a necessidade de tratamentos invasivos odontológicos.

Fonte: IG SAÚDE

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