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Saúde

Igualdade de gênero traz mais saúde para meninas

No geral, a taxa de mortalidade entre meninos é ligeiramente maior do que a das meninas – fato que está ligado a uma vantagem biológica do sexo feminino.

Porém, uma investigação da Universidade Queen Mary, na Inglaterra, concluiu que, em países com alta desigualdade de gênero, a mortalidade infantil entre garotas de até 5 anos se torna maior.

O Brasil é uma das nações que não se saíram bem na análise: seu resultado foi um dos piores da América do Sul.

Algumas explicações são ventiladas pelos estudiosos: menos valorizadas, as meninas teriam acesso restrito a educação e serviços de saúde e estariam mais expostas à violência. Além disso, a maior valorização dos homens na sociedade contribuiria para que as mães de garotas ficassem mais sujeitas à desnutrição após o parto.

A antropóloga Natália Helou Fazzioni, do Rio de Janeiro, acredita que a baixa diversidade na política também tem seu papel. “Quando ocupam cargos públicos, mulheres tendem a olhar mais para ações voltadas à promoção da igualdade de gênero”, justifica.

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Lute contra as diferenças

O combate à desigualdade entre meninos e meninas deve começar cedo

Seja exemplo: As crianças reproduzem discursos e hábitos dos pais. A mudança se inicia em casa.

Tarefas para todos: Dividir os serviços domésticos na infância influencia o comportamento no futuro.

Meninos choram, sim: Reprimir emoções não é uma boa. Estimule-os a expressar seus sentimentos.

Aposte em livros, filmes e jogos: Encontre formas lúdicas de ensinar sobre a igualdade de gênero.

Abril

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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