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Saúde

Hipertensão: falta de diagnóstico ainda é o maior desafio para a saúde

Quase um terço dos brasileiros é hipertenso. Só que a maioria não sabe disso. Sem sintomas e sem acompanhamento médico regular, só descobrem a hipertensão quando desenvolvem uma doença mais grave. O cardiologista José Knopfholz (CRM 19193), diretor clínico do Centro de Qualidade de Vida da Clinipam, é quem alerta: “quando o diagnóstico de hipertensão é tardio, há riscos maiores para a saúde. Infartos do coração, AVC, aneurismas, lesões oculares e problemas renais são alguns exemplos”.

Os dados revelam o que a falta de cuidado com a saúde esconde. Segundo a Organização Mundial de Saúde, 51% das mortes por derrame e 45% daquelas associadas a problemas cardíacos são decorrentes da hipertensão. Para ampliar a conscientização, o Ministério da Saúde incluiu uma data no calendário de médicos e pacientes: 26 de abril, dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão. O diagnóstico é feito a partir da medição realizada em consultas e check-ups médicos, explica Knopfholz: “a pressão acima de 14 X 9 já é considerada alta. Recomendamos fazer a medição duas vezes na mesma consulta e, se preciso, alguns dias depois”. Isso porque há fatores que interferem na aferição e não necessariamente caracterizam a doença – estresse, problemas emocionais e a ansiedade típica da visita ao médico podem elevar os índices.

Tratamento é tão simples quanto o diagnóstico

O diretor clínico do CQV da Clinipam explica que, embora seja uma doença crônica, a hipertensão pode ser tratada de várias formas e o paciente pode levar uma vida normal após iniciar os cuidados. “O tratamento é individualizado e geralmente combina medicações com mudanças no estilo de vida. Prática regular de atividades físicas e novos hábitos alimentares fazem parte das recomendações”, destaca Knopfholz, que aponta outros vilões da hipertensão. “Sobrepeso, sedentarismo e consumo excessivo de sal são fatores de risco, em especial para quem já têm predisposição genética à doença”. Segundo o médico, a carga hereditária serve como sinal de alerta: quem tem pais hipertensos deve medir a pressão com mais frequência e todos deveriam fazer a aferição, pelo menos, uma vez ao ano.

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Hábitos saudáveis melhoram a saúde geral de hipertensos

Para conviver com uma doença que carrega para a vida, não há remédio melhor do que adotar um hábitos mais saudáveis. Cardápio balanceado, corpo em movimento e buscar momentos de relaxamento melhoram o bem-estar dos hipertensos, diz Knopfholz. “O acompanhamento é fundamental por toda a vida, porque a pessoa pode ter outros fatores de risco para doenças cardio e cerebrovasculares. Nosso papel é indicar as medidas mais adequadas e auxiliar pacientes a melhorar a saúde de forma mais ampla”.

Com o quadro de hipertensão instalado, surge o desafio de modificar hábitos de uma vida inteira. Mas há muita gente pensando nisso no Centro de Qualidade de Vida da Clinipam. Criado há 10 anos, o CQV tem um conjunto de programas voltados à promoção de saúde e bem-estar dos beneficiários. Atende pacientes hipertensos, que contam com apoio em várias frentes e aprendem a conviver com a pressão alta sem medo, com cuidados e muito mais qualidade de vida.

No grupo da Cozinha Experimental, sob a orientação de nutricionistas e culinaristas, os participantes são estimulados a mudar a alimentação, priorizando itens são benéficos à saúde e aprendendo a prepará-los em casa, com receitas simples e saborosas. Além das aulas de culinária, o CQV também trabalha com programas para tratamento da obesidade. São avaliações regulares, palestras e atividades físicas, sempre com o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar. O cardiologista José Knopfholz diz que estes tratamentos complementares são essenciais: “o sobrepeso e a obesidade são grandes fatores de risco para hipertensos. A maioria dos casos de AVC e infarto do coração, por exemplo, são decorrentes da pressão alta. Podem ser evitados com diagnóstico e a participação nestes programas”.

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Poucos sintomas, grandes riscos

O diretor clínico do Centro de Qualidade de Vida faz mais um alerta: mesmo quem recebe o diagnóstico deixa os cuidados de lado depois de um tempo. Exceto em casos mais graves, quando há o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, oculares ou nos rins, a maior parte dos hipertensos permanece sem sintomas. “Praticamente uma em cada 3 ou 4 pessoas tem pressão alta. É um dado alarmante. Muitas pessoas que têm o diagnóstico não tratam, por ser uma doença silenciosa. Por isso reforçamos a importância da busca pelo diagnóstico. Quem não faz a medição regularmente passa muitos e muitos anos sem saber que é hipertenso e as lesões já se estabeleceram. Será preciso tratar outras doenças mais graves. Prevenção continua sendo o melhor remédio”, finaliza José Knopfholz.

G1

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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