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Saúde

Herpes em bebês: quais os perigos e como evitar

O vírus que causa o herpes atinge cerca de 4 bilhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Alguns casos de herpes em bebês, pelo contato direto com outras pessoas, têm se destacado neste início de 2019 e chamam atenção para os cuidados com a saúde dos recém-nascidos.

Existem dois tipos de vírus do herpes: varicela-zóster (VVZ) e o vírus do herpes simples, que pode ser dos tipos 1 ou 2. O médico infectologista Guilherme Fernandes explica que herpes-zósteré causado pelo mesmo vírus da catapora: “é uma outra doença, apesar de também trazer riscos para o bebê”. Já o herpes simples tipo 1 é o responsável pela maioria dos casos de herpes oral e ataca principalmente a face, os olhos e a região dos lábios. Quando a criança é infectada, há uma sensação de ardência e bolinhas começam a aparecer, logo se rompendo e formando crostas, que coçam, ardem e podem causar febre. Demoram de 7 a 10 dias para sarar e são altamente contagiosas.

Apesar de ser relativamente comum em adultos, o vírus é muito perigoso para os bebês, já que seu sistema imunológico é muito frágil e suas defesas são muito baixas. O vírus do herpes invade o sistema nervoso e produz encefalite – inflamação no cérebro – por isso, mesmo que haja apenas algumas bolinhas no rosto do bebê, pode haver lesão cerebral ou alguma outra complicação mais grave.

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O bebê pode receber visitas?

Todos querem conhecer o mais novo integrante da família ou dos amigos, por isso, quem estiver saudável pode fazer uma visita sim, mas quem estiver com alguma virose ou doença deve esperar até estar curado. A médica pediatra Márcia Mizrahy explica que os problemas de saúde que podem acontecer com o bebê estão sempre relacionados a doenças e contaminações levadas pelas visitas. “Pessoas gripadas, que estão em tratamento de infecção, que tiveram contato com outras pessoas doentes e que ainda podem estar em período de incubação devem evitar visitar os bebês”.

Na hora da visita, os pais devem conversar com as pessoas para evitar pegar o bebê no colo e orientá-las a lavar bem as mãos e preferir ambientes arejados. A pediatra ainda aconselha a mãe a ficar em um ambiente mais reservado na hora da amamentação: “O ideal é que estes cuidados sejam tomados pelo menos até que o bebê receba as primeiras vacinas”.

Tribuna de Minas

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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