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Saúde

Geração de jovens que quer beber menos impulsiona mercado de cervejas sem álcool

Isso porque a empresa da jovem, a Nirvana Brewery, localizada em Londres, só produz cervejas sem álcool.

No cardápio há sete tipos deferentes da bebida, de pale ale a stout, até uma com chá verde. Nenhuma delas, entretanto, capaz de deixar os clientes bêbados.

Um década atrás, bares como o Nirvana talvez fossem incompreendidos ou ridicularizados. Sim, a cerveja sem álcool existe há bastante tempo – uma das pioneiras, a Kaliber, da cervejaria Guinness, foi lançada em 1986 -, mas costumavam vender pouco e, por isso, não chegavam a ganhar destaque no portfólio das marcas.

Em geral, elas eram do estilo pale lager, de um dourado pálido, e não muito agradáveis ao paladar dos bebedores – que quase sempre se restringiam ao motorista da rodada ou a grávidas.

Mas tudo isso mudou nos últimos anos, diante de um aumento expressivo no volume de cervejarias artesanais dos dois lados do Atlântico e do crescimento no número de pessoas que decidem beber menos ou eliminar completamente o álcool da vida.

Um década atrás, bares como o Nirvana talvez fossem incompreendidos ou ridicularizados. Sim, a cerveja sem álcool existe há bastante tempo – uma das pioneiras, a Kaliber, da cervejaria Guinness, foi lançada em 1986 -, mas costumavam vender pouco e, por isso, não chegavam a ganhar destaque no portfólio das marcas.

Em geral, elas eram do estilo pale lager, de um dourado pálido, e não muito agradáveis ao paladar dos bebedores – que quase sempre se restringiam ao motorista da rodada ou a grávidas.

Mas tudo isso mudou nos últimos anos, diante de um aumento expressivo no volume de cervejarias artesanais dos dois lados do Atlântico e do crescimento no número de pessoas que decidem beber menos ou eliminar completamente o álcool da vida.

Não surpreende, portanto, que uma quantidade cada vez maior de cervejarias artesanais como a Nirvana venha optando por produzir apenas cervejas sem álcool ou com baixo teor alcoólico.

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“Abrimos o negócio em 2017 e já estamos fabricando perto de meio milhão de garrafas por ano”, diz Becky, de 29 anos.

“Há pouco tempo começamos a exportar para a Escandinávia e para a Suíça e estamos de olho nos mercados da Ásia e da América do Sul.”

A jovem conta que o pai é alcoólatra em recuperação – e ela queria que ele também pudesse frequentar seu bar e beber uma boa cerveja. “Pra muitas cervejarias a bebida sem álcool é algo complementar, que vem depois, mas nós queríamos que este fosse nosso único foco.”

Mas o que é exatamente uma cerveja sem álcool? A pergunta pode soar estúpida, mas no Reino Unido ela não tem uma resposta tão óbvia – é preciso olhar para dois percentuais que parecem semelhantes, mas são bem diferentes.

Em boa parte da União Europeia e nos Estados Unidos, uma cerveja é considerada sem álcool quando tem teor alcoólico igual ou menor que 0,5%.

Já no Reino Unido, esse percentual limite é menor, de 0,05%. Lá, uma cerveja com 0,5% de álcool só pode ser chamada de “desalcoolizada”. Como a terminologia não é das mais simpáticas, a maior parte das cervejarias britânicas opta por classificar as bebidas como “de baixo teor alcoólico”.

As cervejas estrangeiras com teor alcoólico entre 0,05% e 0,5%, entretanto, podem sem vendidas como “sem álcool” no Reino Unido – elas não precisam adaptar o rótulo às normas locais.

“Um sujeito não consegue ficar bêbado com uma cerveja com 0,5% de álcool não importa o quanto ele beba”, diz Rob Fink, cofundador da Big Drop Brewing Company.

“Para você ter uma ideia, uma banana madura ou uma fatia de pão podem conter 0,5% de álcool.”

“Isso é importante, porque é possível fazer cerveja de excelente qualidade com um teor alcoólico de 0,5%, mas é bem mais difícil fazer o mesmo com teor alcoólico de 0,05% – é preciso arrancar o álcool quase que completamente, o que acaba comprometendo muito do sabor”, afirma o produtor.

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Também baseada em Londres, a cervejaria de Fink só produz cervejas com baixo teor ou sem álcool – e exporta 40% da produção para Noruega, Dinamarca, Finlândia, Suécia e Canadá.

Comparada à europeia, a indústria mundial de cerveja sem álcool ainda está engatinhando, diz Bill Shufelt, um dos fundadores da cervejaria americana Athletic Brewing. Mas está expandindo rápido.

Quando montou sua empresa em Connecticut em 2017 com a proposta de produzir apenas bebida sem álcool, o cervejeiro ouviu de muita gente que estava louco.

“As pessoas faziam piada – mas isso sempre mudava quando elas experimentavam nossas cervejas.”

A Athletic vende hoje seus produtos em todo o país e recentemente começou a exportar também para o Reino Unido.

Lá, o aumento do consumo de cervejas com baixo teor ou sem álcool também vem sendo puxado pelas gerações mais jovens, diz o jornalista britânico Jeff Evans, especializado em cerveja.

“Bebedores mais jovens têm uma relação diferente com o álcool”, afirma. “Eles bebem quando estão afim, mas muitas vezes não se importam de se divertir sem álcool”

“Eles também estão mais ligados à indústria de cervejas artesanais, marcada pela experimentação e pelo foco no sabor. Junte as duas coisas e a combinação é o que estamos vendo hoje: uma expansão do setor de bebidas de baixo teor alcoólico ou álcool zero.”

A isso ele acrescenta ainda o fato de que as cervejarias têm cada vez mais conseguido desenvolver métodos de fabricação que preservam o sabor da bebida sem álcool e criar bebidas que são uma “excelente alternativa” às tradicionais.

A participação das cervejas sem álcool no Brasil ainda é pequena, mas o mercado também tem assistido à chegada de novos rótulos em paralelo ao crescimento das cervejarias artesanais – que saltaram de 70 para 700 no país nos últimos 10 anos, de acordo com a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva).

BBC

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Mato Grosso

Falta de atendimento especializado amplia desafios de famílias com crianças neurodivergentes afirma Max Russi

 

Psicólogos, fonoaudiólogos e equipes multiprofissionais são fundamentais para o desenvolvimento infantil; dificuldade de acesso é maior nos municípios do interior

Garantir atendimento adequado às crianças neurodivergentes ainda é um desafio para muitas famílias em Mato Grosso, especialmente nos municípios do interior, onde a oferta de psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais especializados é mais limitada.

O tema ganhou destaque após o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), defender a ampliação da rede de atendimento às crianças neurodivergentes e seus familiares. A declaração foi feita durante encontro com psicólogos, assistentes sociais e servidores, realizado em Cuiabá.

Segundo o parlamentar, a dificuldade para conseguir atendimento especializado tem aparecido de forma recorrente em agendas realizadas pelo interior do estado. Entre os profissionais apontados como necessários estão psicólogos, fonoaudiólogos e outros especialistas que atuam no acompanhamento de crianças com diferentes condições do neurodesenvolvimento.

Crianças neurodivergentes podem apresentar necessidades distintas relacionadas à comunicação, aprendizagem, comportamento, interação social, autonomia e desenvolvimento motor. Por isso, o acompanhamento precisa considerar as características e necessidades de cada criança, podendo envolver diferentes áreas profissionais.

Atendimento especializado pode fazer diferença

O cuidado adequado durante a infância pode contribuir para o desenvolvimento da comunicação, da autonomia, da aprendizagem e da participação da criança nos ambientes familiar, escolar e social.

Em muitos casos, o acompanhamento envolve diferentes profissionais, formando uma rede capaz de atender necessidades específicas de cada criança.

A dificuldade surge quando esses serviços não estão disponíveis perto de onde a família mora.

Nos municípios menores, pais e responsáveis muitas vezes precisam buscar atendimento em outras cidades, enfrentar longos deslocamentos ou recorrer à rede particular. Para famílias de menor renda, esses obstáculos podem dificultar ainda mais a continuidade do acompanhamento.

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Interior enfrenta maior dificuldade

Durante o encontro realizado em Cuiabá, Max Russi afirmou que a situação é especialmente preocupante fora dos grandes centros.

“Precisamos avançar nessa política pública. É uma necessidade do nosso estado. Se temos dificuldades na capital, imagine no interior, onde é ainda mais difícil encontrar profissionais. Precisamos construir algo que consiga chegar aos municípios de Mato Grosso”, afirmou.

A proposta defendida pelo deputado é discutir uma política pública estadual que possa complementar o atendimento oferecido pelas prefeituras e ampliar a presença de profissionais especializados nos municípios.

A ideia ainda está em fase de discussão e, até o momento, não foi apresentado publicamente um programa estadual específico com orçamento, quantidade de profissionais ou cronograma de implantação detalhado.

Famílias também precisam de suporte

A falta de atendimento não afeta apenas a criança. Toda a rotina familiar pode ser alterada.

Pais e responsáveis podem precisar reduzir jornadas de trabalho, deixar empregos ou reorganizar completamente a rotina para acompanhar consultas, terapias e avaliações.

O impacto costuma ser ainda maior entre famílias com menor renda, que têm menos condições de custear atendimentos particulares ou viajar frequentemente para outros municípios.

Max Russi destacou justamente essa dificuldade ao defender maior participação do Estado no atendimento.

“Quanto mais humilde a família, maior é a dificuldade. Muitas mães não conseguem trabalhar porque não têm onde deixar o filho, não conseguem o tratamento, o laudo ou o cuidado necessário. Nós precisamos enfrentar isso”, declarou.

Rede precisa envolver saúde, educação e assistência

O atendimento às crianças neurodivergentes não depende apenas da área da saúde.

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Escolas, profissionais da educação, serviços de assistência social e unidades de saúde precisam atuar de forma integrada para que as necessidades das crianças sejam identificadas e acompanhadas.

A participação da família também é essencial. Pais e responsáveis convivem diariamente com a criança e podem contribuir com informações importantes sobre comportamento, comunicação, aprendizagem e desenvolvimento.

Por isso, profissionais da área defendem que políticas públicas sejam construídas levando em consideração a realidade das próprias famílias e de quem trabalha diretamente no atendimento.

Durante o encontro, também foi defendida a necessidade de uma escuta mais próxima dos profissionais envolvidos na assistência às pessoas neurodivergentes e com deficiência.

Desafio é transformar discussão em política permanente

A discussão sobre o atendimento às pessoas neurodivergentes já vinha sendo abordada anteriormente por Max Russi. Em julho, durante visita a um projeto social em Cuiabá, o parlamentar afirmou que políticas voltadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e seus familiares deveriam integrar as discussões dos programas de governo.

Agora, o debate volta ao centro das atenções com a defesa de uma estrutura estadual mais ampla.

Para as famílias, ampliar a presença de profissionais especializados pode significar menos deslocamentos, redução de despesas e maior continuidade no acompanhamento das crianças.

Para o poder público, o desafio será transformar a demanda em uma rede permanente, com capacidade para chegar também aos municípios menores e garantir que a distância dos grandes centros não seja um obstáculo para o acesso ao cuidado especializado.

A proposta defendida por Max ocorre durante o período eleitoral de 2026. O deputado é candidato à reeleição e tem apresentado o tema entre as pautas discutidas em suas agendas de campanha.

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