Saúde
Crianças podem ter pressão alta?
Sim. Crianças também podem ser hipertensas. Como a elevação da pressão arterial pode começar silenciosamente, sem nenhum sinal ou sintoma associado, vale a pergunta: quando se preocupar com a pressão arterial das crianças? Quando fazer a primeira aferição?
Importante saber: crianças devem ter sua pressão arterial aferida a partir dos 3 anos de idade, pelo menos uma vez por ano.
O manguito utilizado para a aferição da pressão em crianças é menor que os dos adultos. Há vários tamanhos, que precisam se adequar aos bracinhos que vão crescendo. O tamanho ideal é aquele que cobre aproximadamente 2/3 do braço, contando do ombro ao cotovelo. Os valores de referência da pressão arterial nas crianças também variam com as idades e há tabelas específicas – utilizadas no mundo inteiro, como as curvas de crescimento- para que possa avaliar corretamente se a criança está normotensa.
Nos adultos, a causa da elevação da pressão arterial nem sempre é conhecida. É o que chamamos de hipertensão essencial.
Nas crianças, por outro lado, a pressão elevada correlaciona-se a normalmente a alguma patologia de base que mais frequentemente acomete os sistemas renal, cardiovascular, pulmonar ou endócrino. Isso significa que a elevação da pressão arterial nas crianças com frequência é secundária a alguma doença. Por isso, merece sempre uma investigação maior para que se possa detectar a causa e orientar corretamente o tratamento.
Bem Estar
Saúde
MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.
Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.
A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.
“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.
O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.
Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.
O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.
Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.
As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.
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