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Saúde

Conselho de Medicina de MT pede que pacientes atendidos na ‘Caravana da Transformação’ denunciem erros médicos

Foto: Gcom-MT/Divulgação

Os pacientes atendidos pela “Caravana da Transformação”, projeto desenvolvido pelo governo anterior em Mato Grosso, devem procurar a sede do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) para protocolar denúncias.

O conselho, diante dos fatos relatados pela imprensa sobre os supostos erros médicos ocorridos nas cirurgias oftalmológicas realizadas durante o programa governamental denominado “Caravana da Transformação”, tem instaurado sindicâncias administrativas para averiguar a existência de indícios de irregularidades éticas.

Segundo o governo do estado, foram realizadas cerca de 60 mil cirurgias em 14 cidades. Em reportagem exibida no programa Fantástico, da Rede Globo, idosos afirmam ter enfrentado problemas de visão em virtude das cirurgias de catarata. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público Estadual (MPE) e culminou na Operação Catarata.

Para que essa análise seja a mais abrangente possível, o conselho orienta aos pacientes que passaram pelo procedimento cirúrgico por meio do programa, e que pretendem ter sua situação avaliada, a procurar a sede do CRM, situado no Centro Político e Administrativo, em Cuiabá, para apresentar sua denúncia, podendo enviá-la também por escrito, com identificação e assinatura através dos Correios.

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A presidente do conselho, Hildenete Monteiro Fortes, pede também aos profissionais médicos que ao atenderem pacientes com queixas relacionadas conversem e orientem a apresentarem a denúncia junto ao CRM.

Conforme a assessoria jurídica do conselho, a sindicância é sigilosa e os dados do paciente serão resguardados do acesso de terceiros que não tenham relação com o caso.

G1 MT

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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