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Saúde

Filha e mãe morrem vítimas da covid-19 com um dia de diferença em MT

Uma jovem e a mãe dela morreram vítimas da Covid-19 com apenas um dia de diferença em Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá.

Clayane dos Santos Veloso tinha 27 anos. Ela teria contraído a doença enquanto cuidava da mãe, Juraci Gonçalves dos Santos, de 47 anos.

Clayane era vendedora ambulante, não tinha filhos e era casada. Ela morreu no domingo (7) e a mãe dela na segunda-feira (8).

Segundo a prefeitura, Clayane foi internada no dia 27 de fevereiro na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Primavera do Leste. No dia 1º de março a saúde dela se agravou e ela foi transferida para a UTI do Hospital e Pronto Socorro de Cuiabá.

Já Juraci, trabalhava como cozinheira em uma fazenda. Ela foi internada no dia no dia 20 de fevereiro na UPA e transferida para a UTI do Hospital e Maternidade São Lucas, em Primavera, onde morreu na tarde de segunda-feira.

Covid-19 em Primavera do Leste
Primavera do Leste contabiliza 151 mortes por Covid-19.

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E sete dias, Primavera do Leste registrou um aumento de 10% em mortes causadas pelo novo coronavírus. Em dois meses o crescimento foi de 33%.

Só no fim de semana seis moradores da cidade perderam a vida por causa da doença.

No dia 8 de janeiro Primavera do Leste registrava 112 óbitos pelo novo coronavírus. Um mês depois esse número subiu para 125, ou seja, um aumento de 11%.
O que preocupa também é que nesse mesmo período o número de pessoas hospitalizadas mais do que triplicou: de 16 passou para 72 internados. Atualmente 95% dos leitos de UTI Covid estão ocupados na cidade.

G1 MT

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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