Saúde
Centro de Triagem entregou mais de 12 mil kits de medicamentos para tratamento da Covid-19

O Centro de Triagem na Arena Pantanal fica localizado na Av. Agrícola Paes de Barros, s/n – Verdão, em Cuiabá – Foto por: Christiano Antonucci
A farmácia do Centro de Triagem já entregou 12.243 kits de medicamentos para o tratamento de pacientes com diagnóstico positivo ou suspeito da Covid-19. No total, cinco remédios fazem parte da lista que ficam disponíveis para serem retirados pelos pacientes: azitromicina, cloroquina, dipirona, dexametasona e ivermectina. Esses medicamentos são liberados apenas com apresentação de receita prescrita pelo médico após consulta.
A coordenadora do setor de farmácia, Cristiane de Oliveira Rodrigues, explicou que para cada fase da doença é receitado um tipo de medicamento para o tratamento do paciente, seja positivo ou suspeito do novo coronavírus.
“Os remédios são receitados de acordo com a fase da doença. As vezes o paciente chega aqui no Centro apenas com sintomas de leves dores no corpo, mesmo sendo positivo ou negativo para doença ele recebe uma dipirona para tratar febre e dores. Caso o paciente tenha o resultado positivo para doença, o médico já inicia o tratamento com azitromicina na fase inicial, ivermectina e cloroquina”.
Ainda de acordo com explicações da farmacêutica, para os pacientes que estão na fase inflamatória – considerado período de maior atenção, quando o doente apresenta comprometimento dos pulmões devido ao ataque do vírus, é receitado dexametasona, “que deve ser ingerido um comprimido e meio durante dez dias”, diz a coordenadora.
Dados da coordenadoria da farmácia mostram que dos 4.546 mil pacientes com diagnósticos positivo para Covid-19, 5.225 mil receberam dexametasona. A paciente Rosane de Lima, moradora do bairro Tijucal, faz parte da lista de pacientes que foram ao Centro de Triagem Covid-19 para realizar o teste e que recebeu a medicação para o tratamento da doença.
“Eu procurei atendimento no posto de saúde, o médico fez os exames, mas quando eu pedi por um kit de remédios ele não quis passar. Por isso acabei vindo aqui para o Centro de Triagem para fazer o teste e consulta e conseguir algo para o tratamento”, explicou Rosane.
É importante destacar que toda medicação só pode ser ingerida após indicação médica devido aos efeitos colaterais. No caso do medicamento cloroquina, pode causar arritmia cardíaca no paciente.
Dados de atendimentos
Durante o período de 22 julho a 01 de setembro, o Centro de Triagem Covid-19 atendeu, 23.996 pacientes com a realização de testes para o diagnóstico do novo coronavírus. A unidade montada na Arena Pantanal tem auxiliado os municípios da Baixada Cuiabana na atenção básica para o enfrentamento da pandemia com tratamento precoce da doença.
Do total, 4.546 pessoas tiveram o resultado positivo para o coronavírus, 11.753 negativo e 7.697 foram considerados suspeitos de estarem com a doença. Foram realizadas 1.763 tomografias, importante exame de avaliação dos pulmões dos pacientes infectados.
A farmácia do Centro de Triagem da Covid-19 entregou aos pacientes 12.243 kits de medicamentos para o tratamento precoce da doença. Esses medicamentos foram receitados após realização de consulta com os médicos que atuam na unidade.
Como funciona o Centro de Triagem
O atendimento no Centro de Triagem funciona de segunda-feira a domingo, das 7h às 17h. São entregues até 800 senhas por dia, sendo 500 emitidas pela internet, através do link: triagem.mt.gov.br, e 300 senhas presenciais, entregues no local, das 6h às 6h45.
É obrigatório o uso de máscaras de proteção e as equipes do Corpo de Bombeiros monitoram o local para garantir a organização do espaço durante a entrega das senhas.
Serviço
O Centro de Triagem na Arena Pantanal fica localizado na Av. Agrícola Paes de Barros, s/n – Verdão, em Cuiabá.
Governo de Mato Grosso
Saúde
MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.
Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.
A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.
“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.
O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.
Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.
O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.
Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.
As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.
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