Saúde
Morte por dengue em Diamantino e chikungunya em Vila Bela acende alerta em MT

Mato Grosso confirmou a primeira morte por chikungunya no Brasil em 2026, segundo dados do painel oficial do Ministério da Saúde divulgados nesta sexta-feira (20). O óbito foi registrado no município de Vila Bela da Santíssima Trindade/MT. A identidade da vítima não foi informada.
De acordo com o Ministério, a morte ocorreu em decorrência de complicações provocadas pela doença. Um segundo óbito suspeito está sob investigação em Sinop, no norte do estado.
Casos caem em relação a 2025
Apesar do registro da morte, os números atuais indicam cenário menos grave que o observado no mesmo período do ano passado. Entre 1º de janeiro e 19 de fevereiro de 2026, Mato Grosso notificou 321 casos de chikungunya.
No mesmo intervalo de 2025, o estado enfrentava um surto mais intenso, com mais de 17 mil casos prováveis e 26 mortes confirmadas.
Ao longo de todo o ano passado, Mato Grosso acumulou 50,2 mil casos prováveis e 68 mortes por chikungunya, conforme balanço oficial.
Dengue também registra óbito
O estado também confirmou uma morte por dengue em 2026, registrada no município de Diamantino/MT.
Desde o início do ano, Mato Grosso contabiliza mais de 2 mil casos notificados de dengue. Ainda assim, o cenário atual é significativamente inferior ao de 2025, quando, no mesmo período, foram registrados mais de 35 mil casos e 23 mortes.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o estado encerrou 2025 com 35.990 casos prováveis de dengue e 24 mortes confirmadas.
Vigilância reforçada
Especialistas alertam que, embora os números estejam mais baixos neste início de ano, o período chuvoso favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika.
A recomendação das autoridades é intensificar medidas preventivas, como eliminação de água parada, uso de repelente e atenção aos sintomas, especialmente febre alta e dores articulares intensas, características da chikungunya.
O monitoramento epidemiológico segue em andamento, enquanto o estado busca evitar a repetição do cenário crítico enfrentado em 2025.
Saúde
Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.
Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.
O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.
Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.
Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.
Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.
A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.
O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.
Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.
Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.
Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.
Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.
Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.
*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
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