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Saúde

Bebidas muito quentes aumentam o risco de câncer na boca, língua e esôfago

Ingerir bebidas muito quentes (acima de 65ºC) pode aumentar o risco de câncer de esôfago. É o que sugerem alguns estudos. Fumar e ingerir bebidas alcoólicas ainda são as principais causas desse tipo de câncer. Entretanto, a maioria dos casos da doença ocorrem em continentes onde é comum o consumo de bebidas muito quentes.

“O alimento quente, mesmo tendo tolerância, é um fator agressor. Ele pode levar eventualmente até a doenças mais sérias, como câncer de cavidade oral ou de língua”, explica o otorrinolaringologista Ali Mahmoud. O câncer de boca e de língua é mais comum em lugares onde as pessoas tomam bebidas quente, como na região sul.

Para minimizar os riscos, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) orienta as pessoas a consumirem bebidas com temperatura inferior a 60ºC. Para chegar nessa temperatura, desligue o fogo quando iniciar a formação de bolhas gasosas no fundo da panela ou chaleira e espere cinco minutos antes de colocá-la na garrafa térmica ou consumir a bebida.

Como a temperatura afeta a saúde?

Quem nunca ouviu que quem está com dor de garganta não pode beber gelado? Mas isso é verdade? “É melhor evitar a bebida gelada. Quando a garganta está inflamada, as defesas do organismo estão trabalhando para tratar essa inflamação”, explica a consultora e pediatra Ana Escobar.

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Também é mito que as bebidas quentes aliviam a dor de garganta. O calor faz uma vasodilatação e pode diminuir a inflamação, mas nem sempre isso acontece. “É sempre melhor consumir bebidas em temperatura ambiente, nem muito quentes e nem muito frias”.

Quem tem estomatite deve optar por bebida em temperatura ambiente, nem quente e nem gelada. “A estomatite são lesões na mucosa da boca causadas, em geral, por vírus. Essas lesões deixam as terminações nervosas mais expostas e bebidas muito geladas ou quentes podem causar dor”, alerta a pediatra.

E você sabe qual a relação do sorvete com operação na garganta? O sorvete faz parte da recuperação da retirada das amígdalas, por exemplo. Como o local fica inflamado, inchado e dolorido, o sorvete ou o gelo são um excelente anti-inflamatório e analgésico. Eles aliviam a dor e diminuem a inflamação.

Bem Estar

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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