Saúde
5 dicas para voltar à rotina depois da pandemia
Os meses de isolamento por causa da pandemia do coronavírus podem deixar algumas consequências na vida da população mesmo quando a rotina voltar ao normal. As pessoas tiveram que se adaptar a um novo modo de vida em meio à incertezas sobre a saúde. A volta à vida normal, mesmo quando os casos da doença diminuírem consideravelmente, pode ser difícil para algumas pessoas, principalmente àquelas que experimentaram acometimentos psicológicos durante o período, como aumento do estresse e da ansiedade. Veja abaixo 5 dicas para lidar melhor com isso!
1 – Dê atenção à sua saúde mental
A pandemia com certeza trouxe muitas preocupações para a população. Além do aspecto de saúde, a situação pode deixar consequências psicológicas. Pessoas que tiveram a doença ou mesmo que perderam algum amigo ou familiar podem sentir isso com mais intensidade, mas a parcela da população que ficou muito tempo dentro de casa também está sujeita a ter problemas de ansiedade, estresse e até mesmo sintomas depressivos. Em outros casos, o medo de contrair o vírus pode trazer importante sensação de insegurança para a pessoa que precisa sair de casa, revelando sinais que podem indicar um transtorno de pânico. É importante se auto avaliar e observar como os familiares, especialmente crianças e idosos, estão lidando com isso. O apoio de um psicólogo pode ajudar bastante nesse momento.
2 – Não se esqueça de hábitos importantes adquiridos durante a pandemia
O estado de pandemia trouxe para a rotina algumas hábitos relacionados à higiene e cuidados gerais com a saúde. Alguns deles podem trazer benefícios para a vida em geral, desde a limpeza correta das mãos e até não entrar em casa com os calçados sujos da rua. Na volta à vida normal, pode ser interessante manter alguns deles, sem obsessão ou cobranças. Avalie o que melhor funciona para você e sua casa!
3 – Recupere a rotina de exercícios físicos aos poucos
Provavelmente um dos maiores impactos que a população em isolamento social observou foi a diminuição das práticas de exercícios físicos. Até mesmo aquela caminhada do ponto de ônibus até o trabalho deixou de fazer parte da rotina. Se você não se adaptou a fazer exercícios em casa, com certeza o seu corpo vai sentir. Volte aos treinos de maneira gradual e sem forçar muito para evitar lesões e muitas dores musculares. Não se cobre também: pode ser que demore um pouco para recuperar a sua resistência e forma física.
4 – Faça um check-up de saúde
A falta de exercícios físicos, baixa de vitamina D, alimentação desregulada e estresse podem causar problemas mais sérios à saúde. Considere fazer um check-up de saúde quando a situação estiver normalizada. Se você teve Covid-19, é importante fazer um acompanhamento regular para verificar o seu estado geral de saúde. Como a ação do vírus ainda é muito recente, não há dados muito específicos sobre os efeitos à longo prazo da doença.
5 – Só volte à normalidade completa depois da vacina
Por mais que você volte a trabalhar no escritório, por exemplo, e haja uma diminuição considerável dos casos de Covid-19 no país, a situação ainda não está totalmente controlada até que a população esteja devidamente imunizada contra o coronavírus. Algumas pesquisas já estão em andamento e com bons resultados: a expectativa é que o mundo tenha uma vacina comprovada pelo menos até o início de 2021. Até lá, é importante que você ainda tome cuidados importantes, como evitar aglomerações, higienizar as mãos com frequência, usar máscaras e manter o distanciamento social.
CUIDADOS MIL
Saúde
Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.
Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.
O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.
Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.
Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.
Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.
A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.
O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.
Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.
Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.
Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.
Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.
Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.
*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
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