Política
Pivetta assume Governo por 14 dias durante viagem de Mauro Mendes ao Japão
Apontado como um dos nomes mais fortes na disputa pelo Governo de Mato Grosso em 2026, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu o comando do Estado nesta sexta-feira (6), durante a viagem internacional do governador Mauro Mendes (União Brasil). Pivetta ficará à frente do Executivo por 14 dias, até o retorno de Mendes, previsto para o dia 19 de junho.

A interinidade de Pivetta ocorre em um momento estratégico, pois ele é amplamente cotado como pré-candidato ao governo estadual nas eleições de 2026. O governador Mauro Mendes já declarou apoio irrestrito à sua candidatura, destacando a experiência e o preparo de Pivetta para dar continuidade aos avanços conquistados nos últimos anos .
Essa é a 14ª vez que o republicano ocupa o cargo de governador desde o início da atual gestão, em 2019. A frequência e confiança depositada em sua atuação reforçam as especulações de que ele deve ser o nome apoiado por Mauro Mendes para a sucessão estadual.
Enquanto isso, Mauro Mendes lidera uma comitiva oficial em missão internacional ao Japão, Coreia do Sul e Israel. O objetivo é estreitar laços comerciais, buscar novas tecnologias e atrair investimentos ao estado. A viagem inclui visitas à Expo Osaka — considerada a maior feira de cultura e tecnologia do mundo — e reuniões com representantes de grandes corporações sul-coreanas.
“Mato Grosso tem aquilo que o mundo mais precisa. Somos um gigante na produção de alimentos e um gigante na preservação, com 60% do território intacto. Vamos apresentar todas essas potencialidades para atrair novos investimentos, empregos e desenvolvimento aos mato-grossenses”, afirmou Mendes antes do embarque.
A comitiva é composta pelos secretários de Estado Fábio Garcia (Casa Civil), Rogério Gallo (Fazenda), César Roveri (Segurança Pública), Basílio Bezerra (Planejamento e Gestão) e Laice Souza (Comunicação), além do ajudante de ordens Ricardo Almeida Mendes, do tradutor Rafael Bonate de Almeida e da primeira-dama Virginia Mendes, que custeará suas despesas com recursos próprios.
Também participam da missão os deputados estaduais Beto Dois a Um (PSB) e Nininho (PSD), além do procurador de Contas Allyson Alencar.
Atualmente, Japão e Coreia do Sul são mercados estratégicos para Mato Grosso. Juntos, os dois países compram mais de US$ 1 bilhão em produtos do estado, com destaque para milho, soja, carne e algodão — um total de 16 categorias de exportação.
Política
TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.
O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.
No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.
A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.
Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.
Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.
A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.
Fonte Folhamax
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