Política
Nikolas acolhe Dias na marcha e movimento evidencia força política de Assis

A caminhada política que ruma a Brasília ganhou reforço mato-grossense e discurso inflamado. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) recebeu, no trecho entre Minas Gerais e Goiás, o vereador por Cuiabá, tenente-coronel Dias, que se incorporou ao grupo na chamada “Caminhada pela Justiça e Liberdade”. O encontro foi marcado por declarações de união da oposição e apelos por mobilização popular contra o que classificam como abusos do sistema político e judicial.
Ao comentar a adesão, Nikolas exaltou o deputado federal Coronel Assis (União Brasil-MT), que já participa da marcha desde os primeiros dias, e reforçou o alinhamento entre os parlamentares. Segundo ele, o movimento representa o início de uma mobilização nacional.
“Assis é um grande companheiro, estamos sempre lado a lado na luta pelo Brasil. A chegada do Dias fortalece ainda mais esse movimento. Não é o final, é só o começo. Vamos acordar o Brasil”, declarou.
O vereador cuiabano entrou na caminhada na sexta-feira (23), em Cristalina (GO), após cumprir agendas legislativas, e seguirá os cerca de 125 quilômetros finais até Brasília. A marcha teve início em Paracatu (MG) e soma aproximadamente 250 quilômetros de percurso, com ato final previsto para este domingo (25), na Praça do Cruzeiro do Sul, na capital federal.
Dias comparou a mobilização a episódios históricos de resistência pacífica, citando a “Marcha do Sal”, liderada por Mahatma Gandhi, na Índia colonial. Para ele, a proposta é despertar a população para o que chama de injustiças políticas e institucionais.
“Gandhi mostrou que um ato pacífico é capaz de expor a verdadeira face de um governo. É isso que estamos fazendo: chamando o povo brasileiro para reagir, de forma pacífica, contra as injustiças. Temos força para mudar esse cenário. Isso é só o começo”, afirmou.
Presente desde o segundo dia do trajeto, Coronel Assis destacou a participação de lideranças de Mato Grosso e afirmou que o Estado precisa ocupar espaços simbólicos na história política do país.
“Se uma caminhada pacífica incomoda tanto, é porque estamos no caminho certo. Esse é o lugar de quem quer mudança de verdade. Mato Grosso não pode se omitir desse momento”, disse.
Ao final, Nikolas voltou a convocar apoiadores. “Um abraço para Mato Grosso. Está na hora de acordar o Brasil. Vamos juntos nessa missão de transformar o nosso país”, concluiu.
Política
TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.
O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.
No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.
A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.
Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.
Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.
A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.
Fonte Folhamax
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