Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Política

Mourão vê ‘desgaste prematuro’ em debate sobre novo imposto e demissão de Cintra

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, disse nesta quarta-feira (11) que vê um “desgaste prematuro” nas discussões sobre a criação de um novo imposto na proposta de reforma tributária em elaboração pelo governo.

A polêmica sobre o projeto levou à demissão do secretário da Receita Federal, Marcos Cintra.

“Todo o desgaste prematuro em torno disso aí não leva a nada porque tudo vai ser decidido no Congresso. Se o Congresso quiser, vai ocorrer. Se não quiser, não vai ocorrer. Acho que a gente se desgasta prematuramente em alguns assuntos que, né… deixa a turma discutir”, declarou Mourão.

O vice exerce a Presidência da República desde o último domingo (8), quando o presidente Jair Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia em São Paulo. Segundo o Palácio do Planalto, Bolsonaro deve reassumir o cargo na próxima sexta (13).

De acordo com Mourão, Bolsonaro ainda não decidiu sobre o novo imposto, que incidiria sobre transações financeiras e vem sendo comparado à antiga Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

Mesmo internado, o presidente avaliou que a discussão “se tornou pública demais antes de passar por ele”, nas palavras do vice.

Leia Também:  Governador faz balanço de três anos durante sessão solene

“Aí, esse troço transbordou. Já estava sendo discutido em rede social, essas coisas todas. Aí, o presidente não gostou”, disse Mourão, que almoçou com o ministro da Economia, Paulo Guedes, horas antes do anúncio.

G1

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

Leia Também:  ALMT concede título de cidadão mato-grossense a Flávio Dino e Alexandre de Moraes

A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

Leia Também:  Governador faz balanço de três anos durante sessão solene

Fonte Folhamax

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA