Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Política

Max Russi cobra Alckmin e denuncia falhas da Energisa: “fornecimento precário trava crescimento”

Deputado exige que governo federal condicione renovação da concessão da Energisa a melhorias urgentes na rede elétrica de Mato Grosso

Parlamentar pressiona Alckmin por solução na crise de energia e alerta que falhas da Energisa afastam investidores de Mato Grosso
Durante a entrega da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) em Cáceres, nesta sexta-feira (24), o deputado estadual Max Russi (PSB) fez um duro apelo ao presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), cobrando que o governo federal imponha condições rígidas à renovação da concessão da Energisa — empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica em Mato Grosso.

“Presidente Alckmin, quero encerrar minha fala fazendo um pedido importante por Cáceres e por todo o estado. O governo federal está conduzindo a renovação da concessão da energia elétrica, que valerá por mais trinta anos, e precisamos ter qualidade nesse serviço, já que ele é um investimento essencial para o nosso desenvolvimento”, afirmou Russi.

O parlamentar afirmou que o fornecimento precário de energia tem sido um dos principais obstáculos ao crescimento econômico de Mato Grosso, comprometendo a instalação de novas indústrias e a geração de empregos. Segundo ele, empresas interessadas em investir na ZPE de Cáceres deixaram de avançar em seus projetos por falta de infraestrutura energética confiável.

Leia Também:  Deputados limpam a pauta de vetos. Dos 34 votados, cinco foram derrubados

“A qualidade da entrega tem sido um dos grandes gargalos do nosso estado. Mato Grosso tem honrado o Brasil e ajudado a balança comercial, sendo campeão em produção de soja, milho, algodão e gado. Muita gente quer investir aqui, mas o fornecimento precário de energia tem travado o crescimento”, criticou.

Russi reforçou que a renovação da concessão da Energisa, prevista para decisão da Aneel até abril de 2026, deve estar condicionada a metas concretas de melhoria no sistema de distribuição.

Com constantes registros de apagões e oscilações na rede elétrica, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso instalou, em setembro, uma Comissão Especial para acompanhar o processo de renovação e propor alternativas ao atual modelo de concessão.

Na última quinta-feira (23), uma audiência pública reuniu deputados, empresários e o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Fernando Mosna, para discutir as principais falhas da Energisa e o impacto negativo sobre o setor produtivo estadual.

*Com informações de Olhar Direto

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

Leia Também:  STF e Câmara podem analisar decreto das armas nesta semana

A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

Leia Também:  Após 2 dias foragido, ex-governador de Mato Grosso se entrega à Justiça

Fonte Folhamax

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA