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Governo lança licitação para pavimentar 68 km e ligar Distrito do Espigão do Leste à BR-158

Governo lança licitação para pavimentar 68 km e ligar Distrito do Espigão do Leste à BR-158 – Foto por: Secom-MT
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), abriu processo licitatório para contratação de empresa de engenharia para executar a pavimentação de 68,96 quilômetros da MT-109, na região do Araguaia em Mato Grosso.
Serão asfaltados 68,9 quilômetros da MT-109, no trecho que vai do entroncamento da MT-322/BR-080, em São Felix do Araguaia, até o entroncamento da MT-412, em Canabrava do Norte. Essa obra vai interligar o Distrito do Espigão do Leste até a cidade vizinha de Canabrava do Norte e a BR-158.
De acordo com o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, a pavimentação é de extrema importância para a região do Araguaia, pois vai favorecer o escoamento de toda a produção do distrito diretamente na rodovia federal que corta todo o Brasil.
O distrito desponta no cenário do agronegócio e já se tornou referência como a principal produtora de grãos da região Norte Araguaia. “Essa é uma solicitação antiga da região, que é muito produtiva. Ali no Araguaia o fomento ao agronegócio é muito grande. Essa obra representa a queda de mais um obstáculo ao crescimento e desenvolvimento de toda aquela região e de Mato Grosso”, afirmou o secretário.
A obra é resultado de uma cooperação firmada pelo Governo do Estado com as prefeituras de São Félix do Araguaia e Canabrava do Norte. Por meio da cooperação, a Sinfra está licitando a pavimentação, excluindo alguns serviços complementares que serão executados diretamente pelas prefeituras. O valor de referência da Sinfra para a licitação é de R$ 57,6 milhões.
E a formalização de cooperações com prefeituras é exemplo do novo modelo que o Governo do Estado adotou para atender mais regiões com serviços de infraestrutura, através da união de esforços com os municípios, segundo o governador Mauro Mendes afirmou quando da formalização da cooperação com os municípios.
“Um modelo que vai trazer economicidade, aumentando a capacidade de investimento. Os contratos que nós estamos licitando estão com valores muito mais baixos do que aqueles que eram licitados em administrações anteriores. É dinheiro público sendo bem aplicado e isso rende, dá resultado”, garantiu.
Conforme o edital de licitação, o processo será na modalidade Regime Diferenciado de Contratação (RDC), do tipo menor preço. A sessão pública de abertura das propostas será realizada no dia 10 de dezembro, às 9h, na sala de reuniões da própria Sinfra. A licitação também é transmitida em tempo real pelo canal do Youtube da Sinfra.
Tanto o projeto executivo, quanto demais documentações complementares, assim como o edital, encontram-se disponíveis no site da Sinfra para consulta. Eventuais esclarecimentos de dúvidas quanto ao edital poderão ser solicitados, preferencialmente, via e-mail [email protected].
GOV DE MT
Agro Notícias
União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.
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