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Governadores irão a Brasília discutir Previdência com Guedes, Marinho, Maia e Alcolumbre

Foto: Alan Santos/PR

Governadores envolvidos na aprovação da reforma da Previdência irão a Brasília no próximo dia 20 discutir a proposta com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o secretário de Previdência, Rogério Marinho, e com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre.

A informação foi confirmada ao blog pelo governador de São Paulo, João Doria. Ao G1, também confirmada pela assessoria de Paulo Guedes.

Na última terça (5), Davi Alcolumbre afirmou à GloboNews que vai “cobrar” empenho dos governadores junto às bancadas dos estados para a proposta ser aprovada.

Para o presidente do Senado, os governadores estão “desesperados” com a situação fiscal e por isso precisam “incorporar o sentimento” a favor da reforma.

De acordo com o Tesouro Nacional, no ano passado, o sistema previdenciário registrou déficit de R$ 290,2 bilhões.

Segundo o governador de São Paulo, João Doria, que coordena a articulação com os governadores, a reunião ocorrerá na sede da OAB Nacional.

G1 Política

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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