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Governador faz balanço de três anos durante sessão solene


Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), em discurso nesta quarta-feira (2), durante sessão solene de instalação da 4ª Sessão Legislativa da 19ª Legislatura da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), fez um rápido balanço dos três anos de gestão à frente do governo, destacou o momento crítico em que assumiu o comando estadual e o fato, segundo ele, de que Mato Grosso hoje é o Estado que realiza o maior investimento de sua história e o maior entre os entes federados.

Mendes começou seu discurso mostrando a pandemia. “Essa pandemia deixou algumas sequelas, trouxe transtornos, mas certamente alguns aprendizados”, disse o governador que saldou, na ocasião, “todos os que lutaram para salvar vidas no Estado. Quero fazer uma saudação aqui a todos que lutaram contra o coronavírus em Mato Grosso. Meu pesar aos que perderam amigos e entes queridos. Meu agradecimento à ciência, aos cientistas. Está mais do que comprovado que foi a vacina que nos trouxe um alívio nesta pandemia”, afirmou.

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O governador fez questão de destacar que foram três anos de desafios. “Começamos com enormes desafios. Tínhamos os salários atrasados, toda a nossa cadeia de fornecedores estava corrompida. O Estado não tinha credibilidade para comprar e pagar conforme pactuava”, disse Mendes. Segundo o governador, foram necessárias a adoção de medidas duras de equilíbrio fiscal e o papel da Assembleia Legislativa foi decisivo. “Quero registrar o meu cumprimento a todos os deputados da legislatura passada. Ali começamos a reescrever a história desse Estado”, disse Mendes.

Conforme o governador, “graças ao apoio da nossa atual base que conseguimos construir o equilíbrio fiscal e hoje o Estado realiza o maior investimento de sua história e o maior entre os entes federados”.

O governador de Mato Grosso adotou, durante sua fala na Assembleia, a maior parte do tempo para apontar os feitos do seu governo, com ênfase na saúde, educação, infraestrutura e segurança pública. O governador também falou da reinstituição dos incentivos fiscais, sobre o pacote de redução de impostos, congelamento do IPVA, redução de taxas na Secretaria de Meio Ambiente, destacou os feitos da área social, cultura e esporte e agricultura familiar.

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Fonte: ALMT

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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