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Francischini vai a Maia por Previdência e diz que reforma ‘depende de Guedes para tramitar’

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Felipe Francischini (PSL-PR), tem um encontro marcado nesta quarta-feira (20) pela manhã com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na residência oficial.

Francischini quer discutir, entre outros assuntos, o relator da previdência na CCJ. E disse que vai “sentir” se Maia sabe se a reforma dos militares chegará nesta quarta-feira, como previsto.

Nesta terça (19), o presidente da CCJ fechou com líderes partidários um cronograma para a Previdência. Ao blog, ele afirmou que a “reforma depende de Paulo Guedes [ministro da Economia] para tramitar”.

“Foi unânime a posição dos coordenadores da comissão, que querem a vinda de Paulo Guedes para explicar a reforma. Falei com o Major Vitor Hugo [líder do governo na Câmara] e ficou marcado para terça-feira (26) que vem, às 14h. A reforma depende de Paulo Guedes para tramitar, combinamos com os partidos que só vamos apresentar relatório após a vinda dele”, disse o deputado.

Irritação com Maia

Na manhã desta quarta, fontes militares do governo ouvidas pelo blog se disseram incomodados com a declaração de Maia sobre a reforma da previdência dos militares. Nesta terça, Maia disse que os “militares chegaram para o fim da festa”.

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Uma fonte do Planalto afirmou ao blog que “não é momento de cisão, muito pelo contrário”, e que a “brincadeira” com qualquer categoria é ruim. “Mesma coisa seria desdenhar dos trabalhadores rurais”, disse a fonte.

O grupo reforça que os militares sempre estiveram comprometidos com o Brasil, e que a proposta de agora vem sendo estudada desde o governo Michel Temer e em conjunto com a equipe econômica daquela época, que tem vários integrantes de hoje, como Mansueto Almeida, Leonardo rolim e Paulo Tafner.

G1 Política

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Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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