Política
ELMT oferece “intensivão” de português e espanhol para o Enem nos dias 25, 26 e 27
Foto: Ronaldo Mazza
A Escola do Legislativo (ELMT) promove nos dias 25, 26 e 27 deste mês um curso intensivo de português e espanhol para o Enem. Servidores, familiares e público em geral podem participar das aulas do “intensivão”, que contará com duas turmas, uma matutina e outra vespertina.
As inscrições estão abertas até o dia 25 e podem ser feitas online. “As inscrições são feitas pelo site da Assembleia Legislativa, no ícone da Escola do Legislativo. É bem simples, faz o cadastro e a inscrição no curso. É importante dizer que o convite é para toda a comunidade e o curso totalmente gratuito”, explica a gerente pedagógica da ELMT, Bianca Carvalho. Segunda ela, quem tiver dificuldades para realizar esse processo pode fazer a inscrição diretamente na Escola do Legislativo, até mesmo poucos minutos antes do início da aula.
Os professores da ELMT Joelson John da Silva, de espanhol, e Talita Bandeira de Figueiredo, de português, são os responsáveis pelas aulas. “A gente vai analisar questões de edições anteriores do Enem. Vamos trabalhar com foco no melhor desempenho na resolução das questões num menor tempo”, adianta Joelson John da Silva. “Nosso objetivo é contemplar quem não teve tempo para estudar, para se preparar e ir mais seguro fazer a prova”, explica o professor.
Para Talita “é importante para pessoas que vão fazer a prova saberem como é o Enem, que tipo de questão cai, como proceder para ler os textos, fazer a interpretação e escolher a melhor alternativa. Isso vale também para quem tem um bom conhecimento de português, mas não conhece a prova. A gente vai relembrar alguns conceitos importantes, conteúdos que caem com mais frequência e ver de que forma isso é cobrado no Enem”, completa.
Os interessados podem escolher se inscrever na turma da manhã ou da tarde. No período matutino, as aulas serão das 9h às 10h (espanhol) e das 10h30 às 11h30 (português). Já para a turma do vespertino, o horário é de 14h às 15h (espanhol) e de 15h30 às 16h30 (português). É possível ainda optar por assistir apenas às lições de uma das disciplinas. A duração do curso é de três dias: 25 (terça), 26 (quarta) e 27 (quinta).
Fonte: ALMT
Política
TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.
O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.
No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.
A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.
Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.
Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.
A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.
Fonte Folhamax
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