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Deputados recebem visita do chefe do Ermat

O chefe do Escritório de Representação de Mato Grosso (Ermat) em Brasília (DF), ex-deputado Dr. Leonardo Ribeiro Albuquerque, participou de reunião na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta quarta-feira (24), na sala do Colégio de Líderes, para apresentar aos parlamentares a estrutura e o funcionamento do escritório na capital federal. De acordo com Dr. Leonardo, o Ermat assegura apoio logístico, administrativo e institucional a todos que vão à capital federal para encaminhar assuntos de interesse do Estado.

“É uma grande missão estar à frente desse Escritório. É como se fosse uma embaixada de Mato Grosso lá em Brasília, um braço da Casa Civil, junto com a Procuradoria do Estado. Por isso, estou aqui na Casa de Leis para colocar à disposição dos deputados o ERMAT em suas diversas demandas, seja nas articulações políticas, questões de logísticas ou estruturais”, afirmou.

A presidente em exercício da ALMT, deputada Janaina Riva (MDB), agradeceu a visita do ex-deputado e agora chefe do Ermat, que mostrou como é o funcionamento do escritório. “O parlamento poderá contar com esse espaço e atender as demandas dos deputados em Brasília em um ambiente específico. Hoje, o Estado está em condições de oferecer esse apoio institucional aos colegas deputados e para população”. 

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Segundo a deputada Janaina Riva, “o que muita gente não sabe, e que é pouco divulgado, é que o Ermat dá suporte a pacientes que são atendidos em hospitais de Brasília, um apoio logístico necessário a quem precisa”.

Leonardo Ribeiro Albuquerque disse ainda que “uma das funções Escritório é articular e acompanhar a tramitação e o desenvolvimento de programas, projetos, convênios, termos de cooperação e emendas parlamentares de interesse de Mato Grosso, que envolvam recursos federais, além de processos jurídicos de interesse do Estado em órgãos como o Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Tribunal de Contas da União (TCU), projetos nos ministérios e outros órgãos públicos até matérias de interesse do Congresso Nacional”.

Estiveram presentes na reunião o primeiro- secretário da ALMT, deputado Max Russi (PSB), e os deputados Reck Junior (PSB), Dr. João (MDB), Gilberto Cattani (PL), Valter Miotto (MDB), Gilberto Figueiredo (União Brasil), Nininho (PSB) e Dilmar Dal Bosco (União Brasil).

Fonte: ALMT – MT

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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