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Deputado de MT defende redução e otimização de recursos do duodécimo

O deputado estadual João Batista (PROS) foi entrevistado no Bom dia Mato Grosso desta terça-feira (19). Ele falou sobre os trabalhos na Assembleia Legislativa, entre outros assuntos. Batista apresentou um projeto de redução e otimização dos recursos do duodécimo.

“Nós tentamos fazer essa discussão. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por exemplo, tem condição de reduzir o duodécimo. Agora, pergunta se eles querem abrir mão. Por lei, eles têm direito. O Ministério Público tem mais de R$ 360 milhões de duodécimos por ano. A ALMT que também não aceita reduzir o duodécimo”, comentou o deputado.

Batista lembrou que no começo do ano a ALMT e o governo usaram parte do dinheiro desse repasse para a compra de ambulâncias para os municípios.

“Existe essa possibilidade de fazer isso de novo e usar esse recurso. Que esse recurso seja investido, por exemplo, em delegacias que serão fechadas ou na Santa Casa”, afirmou.

O deputado critica a distribuição do duodécimo para os outros órgãos e a própria Assembleia Legislativa.

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“A Defensoria Pública, por exemplo, é um dos órgãos que atende principalmente população de baixa renda, tem um orçamento que é praticamente 1/3 do MPE. Não deveria e não poderia haver uma partilha melhor? A própria ALMT não poderia ceder um pouco do seu orçamento?”, apontou.

G1 MT

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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