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Política

Comissão de Constituição e Justiça delibera mais de 400 propostas no primeiro semestre

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) deliberou 422 proposições no primeiro semestre da 20ª Legislatura, sendo 90 delas apreciadas no último mês de junho. O balanço foi apresentado durante reunião ordinária realizada nesta terça-feira (04), que também apreciou o Projeto de Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO), o PL 1399/2023, que estabelece os critérios para a aplicação de recursos do orçamento de 2024. 

A mensagem encaminhada pelo Poder Executivo sobre a PLDO teve parecer favorável aprovado durante a reunião da CCJR, acatando a emenda número 1. O texto agora será encaminhado para primeira apreciação em Plenário e volta à discussão no segundo semestre, quando os parlamentares deverão apresentar emendas.

O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) explicou que a LDO tem por objetivo definir os parâmetros que depois serão aplicados na Lei Orçamentária Anual (LOA). “Acelerou-se o processo de apreciação e a CCJR apreciou hoje a LDO para que a Casa pudesse votar ainda esta semana. Na segunda votação vamos discutir as emendas que serão apresentadas”, analisou.

O presidente da CCJR e relator da PLDO, deputado Júlio Campos (União), afirmou que os parlamentares estão discutindo o futuro de Mato Grosso por meio da LDO e, ao mesmo tempo, acompanhando as discussões no Congresso Nacional sobre a Reforma Tributária. “Estamos vigilantes pois a proposta da Reforma poderá prejudicar estados que consomem menos, como é caso de Mato Grosso, um grande produtor, porém com índice de consumo menor”, afirmou  Júlio Campos.

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Com relação aos trabalhos da CCJR ao longo do primeiro semestre, o presidente relembrou a atuação dos deputados na apreciação de pautas importantes, como sobre a intervenção do governo do Estado na gestão da saúde pública de Cuiabá, o projeto que proibiu a renomeação de prédios e vias públicas, a chamada “desomenagem”. 

“A Comissão foi muito atuante nos seis primeiros meses, não falhamos nenhuma semana se quer. Apreciamos todas as pautas, algumas de vital importância, como o mais recente deles, o projeto do transporte zero. Prezamos pelo processo democrático, todos os integrantes tiveram oportunidade de relatar projetos, debater e atuar na CCJR”.

O deputado Elizeu Nascimento (PL), que está em seu segundo mandato na ALMT, destacou a importância da CCJR para o entendimento sobre a Casa de Leis, sobre o processo legislativo em si. “Antes de entrar aqui, temos algumas propostas relevantes, mas que nem sempre podem ser aprovadas da maneira em que são apresentadas. Mas ao participar da CCJR como integrante, temos acesso às análises técnicas e passamos a compreender melhor o buscar os contrapontos necessários para adequação das propostas”.

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Confira o  número de matéria apreciadas por mês pela CCJR:

Fevereiro – 32

Março – 111

Abril – 88

Maio – 101

Junho – 90

Total: 422

Fonte: ALMT – MT

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Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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