Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Política

Câmara Aprova Projeto que Aumenta Pena para Quem Cometer Feminicídio

Na noite de ontem (11), a Câmara dos Deputados deu um importante passo no combate à violência de gênero ao aprovar o Projeto de Lei 4266/2023. O projeto visa endurecer as penas para os crimes de feminicídio, estabelecendo uma nova faixa de punição que eleva a pena mínima de 12 para 20 anos e a máxima de 30 para 40 anos de reclusão.

Além do aumento das penas, o projeto introduz mudanças significativas na forma como o feminicídio é tratado pela lei. O crime passará a ser enquadrado em um artigo específico, em vez de ser classificado como homicídio qualificado. Essa alteração tem como objetivo refletir a gravidade e a especificidade da violência de gênero, enviando uma mensagem clara de intolerância à prática.

Outra modificação importante é o aumento do tempo que o condenado deve cumprir no regime fechado para ter a possibilidade de progressão para o regime semiaberto, que passará de 50% para 55% da pena. Além disso, o projeto impede a concessão de liberdade condicional para os condenados por feminicídio, reforçando o caráter punitivo da legislação.

Leia Também:  Funcionários usam jato de água para afastar anta, que se deita para "tomar banho" em MT; veja vídeo.

O deputado federal Nelson Barbudo (PL-MT), um dos principais defensores da pauta, destacou a importância da aprovação do projeto. “O aumento da pena para feminicídio é uma resposta firme e necessária à violência que tantas mulheres enfrentam diariamente. Em Mato Grosso, estamos fazendo nossa parte para proteger as vítimas e garantir que os responsáveis por esses crimes enfrentem as consequências de suas ações”, afirmou Barbudo.

A colaboração entre o deputado e a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, tem sido crucial no combate à violência contra as mulheres no estado. Virginia, conhecida por seu importante trabalho dedicado na defesa das mulheres, firmou parceria com o deputado Nelson Barbudo, que tem buscado o endurecimento das leis para quem comete crimes contra mulheres. Juntos, têm promovido diversas iniciativas para garantir maior segurança e justiça para as mulheres no estado.

Virginia Mendes lidera campanhas e programas voltados à proteção das mulheres e à conscientização sobre a violência doméstica, reforçando a importância de políticas públicas eficazes. Sua contribuição, juntamente com o apoio do deputado, é vista como um passo significativo para fortalecer as medidas contra o feminicídio e apoiar as vítimas na busca por justiça.

Leia Também:  Jovem é morto a tiros enquanto jogava baralho em casa em MT

“Fiquei muito feliz com a notícia. Sou grata pelo apoio do deputado Nelson Barbudo. Essa luta é de todos, e ter o apoio que ele tem nos dado é extremamente importante e aumenta a nossa esperança de que outros homens no Congresso Nacional sigam o seu exemplo, assim como toda a sociedade, independentemente do gênero”, afirmou a primeira-dama de MT, Virginia Mendes.

O PL 4266/2023, agora aprovado na Câmara, representa um marco na luta contra a violência de gênero e pode ter um impacto positivo em todo o Brasil. A expectativa é de que a nova lei contribua para um ambiente mais seguro e justo para as mulheres, demonstrando o comprometimento do Legislativo com a erradicação da violência e a promoção dos direitos humanos.

Fonte: NortãoOnline

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

Leia Também:  Polícia cumpre 31 mandados contra 'piratas da soja' que roubavam cargas em MT

A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

Leia Também:  Agências bancárias fecham nesta quinta e voltam a funcionar na sexta

Fonte Folhamax

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA