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Política

Botelho pede consenso entre Janaina e Beto na disputa pela primeira-secretaria

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), pediu consenso entre Janaína Riva (MDB) e Beto Dois a Um (União Brasil) na disputa pelo cargo de primeiro-secretário da Mesa Diretora e evitar um racha no Poder Legislativo.

“Espero que não [haja um racha]. Inclusive, eu tenho pregado para que os deputados busquem entendimento. Até hoje, desde a minha eleição [como presidente] que fizemos em 2016, estamos trabalhando com o consenso. Então, estou pregando tanto para o deputado Beto Dois a Um como para a deputada Janaína que trabalham para tentar o consenso e fazer o convencimento dos deputados em cima de propostas republicanas”, disse.

Na última semana, um jantar com a presença de metade dos parlamentares da Assembleia, na casa do dr. Eugênio (PSB), chegou ao consenso para colocar Max Russi (PSB) como o próximo presidente da Assembleia no biênio 2025-2026, após meses de articulação para convencer o deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) a retirar a intenção da disputa. Ele deve ficar com a vice-presidência.

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O foco da disputa do momento é do cargo de primeira-secretaria, que controla as despesas da Assembleia e as pautas das sessões plenárias. Janaina Riva era cotada até então para o cargo, mas Beto Dois a Um (União Brasil) entrou na jogada e tem se movimentado para conseguir apoio dos colegas parlamentares. Conforme publicado pelo Olhar Direto, Beto tem apoio de sete deputados.

Como resposta, Janaina organizou um jantar, na noite da última terça, para consolidar o apoio dos deputados. A deputada tem oito nomes. Outros cinco parlamentares estão em indefinição.

Enquanto Janaina e Beto se articulam para definir o apoio dos indecisos, Botelho espera que os dois entrem em um consenso para evitar um racha dentro da Assembleia, com grupos rivalizando entre si.

Para a imprensa, Botelho afirmou que chamou Max e orientou que, para junto com ele, não interferir ou apoiar um nome específico. “Os [deputados] que sobram é que decidam. Nós vamos ficar de fora”, disse.

As eleições para a Mesa Diretora devem ocorrer no início de setembro.

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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