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Política

Avallone destina R$ 500 mil em emendas para a capacitação profissional de mulheres


Foto: Ronaldo Mazza

A capacitação profissional é uma ‘vacina’ contra o desemprego que afetou especialmente as mulheres durante a pandemia. É também um eficiente inibidor da violência doméstica, na medida em que reduz ou elimina a dependência econômica delas diante dos parceiros. Muitas mulheres ainda se veem obrigadas a conviver com situações de violência devido às necessidades que vivenciam, fruto da dependência financeira e da falta de acesso ao mercado de trabalho.

“A capacitação técnica para mulheres dos segmentos mais carentes por meio de cursos profissionalizantes gratuitos, ajuda a mudar esta realidade que ainda afeta milhares de mato-grossenses”, afirma o deputado Carlos Avallone (PSDB), que está destinando mais de R$ 500 mil reais em emendas parlamentares para financiar programas de capacitação e qualificação profissional de mulheres, especialmente as em situação de vulnerabilidade.

“O Dia Internacional da Mulher é uma oportunidade para jogar mais luz à discussão sobre as políticas públicas de capacitação e para a efetivação de programas que beneficiem metade da população de Mato Grosso, já que as mulheres são 48,95% dos mato-grossenses. Minha responsabilidade como parlamentar é criar condições para que milhares de mulheres melhorem de vida, com reflexos positivos em todo o ambiente familiar”, justificou o deputado.

Neste ano de 2022 o deputado vai reforçar o Projeto Qualificar, destinando mais R$ 400 mil para atender os municípios da Baixada Cuiabana, com foco estendido para o segmento do turismo e para os assentamentos rurais. Em Santo Antônio de Leverger, por exemplo, serão ofertados cursos para aproveitar o impacto econômico da construção das orlas dos municípios, e na zona rural cursos para as necessidades específicas das assentadas. “Fizemos adequações no Qualificar atendendo às recomendações técnicas da SETASC-MT, por meio da Coordenadoria de Qualificação Profissional e de Apoio ao Empreendedorismo, aumentando a oferta de cursos de qualificação profissional”, explicou Avallone.

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No ano passado o deputado destinou R$ 106 mil para cursos de capacitação de mulheres que começam a ser ministrados neste mês de março, abril e maio em bairros da capital, utilizando os equipamentos sociais e espaços públicos como salões paroquiais, escolas e sedes de associações de moradores. Os cursos serão presenciais e com módulo prático: fotografia e edição de vídeo no celular, maquiagem profissional para Iniciantes, alongamento de cílios e designer de sobrancelha; corte de cabelo masculino e feminino, depilação profissional, unha de gel, doces gourmet e salgados artesanais. O público-alvo são as mulheres e jovens em situação de desemprego e vulnerabilidade social. Os cursos serão ofertados pelo Instituto Kuradomodo, a partir da contratação de profissionais por meio de processo seletivo a cargo da Coordenadora Pedagógica.

Antídoto contra dependência econômica – Estudos mostram que a dependência econômica e ganhos insuficientes são dois dos fatores que mais afetam a permanência das mulheres em situações de violência, perpetuando as desigualdades entre homens e mulheres. Daí a importância das ações de capacitação, que fortalecem as mulheres na medida em que passam a exercer atividades produtivas e reduzem a dependência diante dos parceiros, já que muitos usam esta condição para cometer  violências. Muitas mulheres aceitam a violência diante do medo de desamparar seus filhos, já que não têm qualificação profissional que lhes garanta a necessária independência.

A pandemia também agravou esta situação. Embora os impactos econômicos e sociais da covid-19 afetem todas as pessoas, eles são ainda mais severos para as mulheres. Muitos segmentos da economia formal  diretamente afetados por quarentenas e bloqueios têm participação muito alta da força de trabalho feminina. As mulheres também constituem uma grande porcentagem da economia informal, também duramente afetada pela redução da circulação de pessoas. Além disso, as condições necessárias para combater a covid  – isolamento, distanciamento social, restrições à liberdade de deslocamentos – são, perversamente, condições que alimentam as mãos de agressores desencadeando abusos de violência doméstica.

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Avallone também vai destinar emendas parlamentares para as Casas de Apoio à Mulher, reforçando as políticas públicas de atendimento, proteção e acolhimento das mulheres nos municípios. O objetivo é garantir acolhimento a mulheres vítimas de discriminação e violência, além de promover encorajamento e capacitação para geração de emprego e renda.

Outro projeto de lei do deputado Avallone pretende garantir que as linhas diretas e os serviços para todas as vítimas de abuso doméstico sejam considerados “serviços essenciais” a exemplo do que já ocorre em países desenvolvidos. “A prevenção da violência de gênero é necessária, em primeiro lugar, para que ela não ocorra. Mas quando ela ocorre, e esta é a nossa triste realidade, o atendimento às mulheres vítimas deve ser considerado serviço essencial, assegurando a prioridade que esta situação dramática exige”, explicou o parlamentar.

O deputado também está apoiando o Projeto de Resolução 92/2021 proposto pela nossa única deputada estadual, Janaína Riva (DEM), que cria no âmbito do Parlamento a Procuradoria Especial da Mulher. O projeto em tramitação tem como principais objetivos discutir e alavancar políticas públicas para mulheres no estado; proteger os direitos das mulheres, principalmente contra violências e discriminações; fiscalizar, acompanhar e articular a execução de programas do governo que visem a promoção da igualdade de gênero, entre outros objetivos. Esta iniciativa, conforme justifica a deputada, “é uma demonstração concreta de que a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso considera prioridade a conquista da igualdade entre mulheres e homens nas atividades políticas, econômicas e culturais”.

Fonte: ALMT

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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