Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Política

Alcolumbre diz que resistência à privatização da Eletrobras é ‘muito grande’ no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse nesta quarta-feira (06) que a resistência dos senadores é “muito grande” em relação à privatização da Eletrobras.

Nesta terça-feira (5), o presidente Jair Bolsonaro assinou o projeto de lei que viabiliza a privatização da estatal. A proposta precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

O texto estabelece que a União ficará com menos de 50% das ações da empresa e não prevê mais as ações especiais com poder de veto, as chamadas “golden share”.

“Vamos aguardar para ver qual é o desenrolar da tramitação dessa matéria na Câmara. Mas, no Senado, a resistência é muito grande e não mudou nada do que eu tinha anunciado. A resistência é grande de muitos parlamentares”, declarou Alcolumbre.

Para o presidente do Senado, caso haja 50 parlamentares contra o projeto, este nem será pautado para votação. O senador relatou reunião que teve com a bancada do Norte e do Nordeste em que os congressistas se posicionaram contrários à medida.

“Na reunião que eu tive, e informei ao governo, foi uma reunião da bancada do Norte e do Nordeste. Tínhamos 50 senadores. A manifestação de vários senadores dos 50 foi no sentido de serem contrários a essa privatização da Eletronorte, eu externei. O governo quis mandar. Agora, vai ser o debate. Se tiver 50 senadores contra, não tem nem como pautar porque já vai estar derrotada”, afirmou Alcolumbre.

Leia Também:  Com aval de Mauro, Fabio e Beto, União deve lançar Toninho à Prefeitura de Nova Brasilândia

A Eletrobras é uma sociedade de economia mista e de capital aberto, cujas ações são controladas pelo governo federal. A estatal coordena empresas do setor elétrico como a Eletronorte.

Atualmente, a Eletrobras controla subsidiárias que atuam nas áreas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, uma empresa de participações (Eletrobras Eletropar), o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Eletrobras Cepel) e ainda detém metade do capital de Itaipu Binacional, em nome do governo brasileiro.​​

G1

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

Leia Também:  Maia deixa para Bolsonaro sancionar ou vetar projeto que anistia partidos

A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

Leia Também:  Programa "Palavra Literária" conta a história de Lucinda Persona

Fonte Folhamax

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA