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Polícia

Suspeita de homicídio em Sinop é presa em flagrante pela Polícia Civil

Uma mulher, suspeita de cometer um homicídio na tarde desta terça-feira (18.10), em Sinop, foi presa em flagrante pela Polícia Civil, horas após o crime, quando tentava fugir para a cidade de Santa Carmem. A prisão contou com apoio da Polícia Militar. 

Rosimeire de Lima Pinho, de 34 anos, foi encontrada morta dentro de sua casa, no Loteamento Alto da Glória, em Sinop, no final da manhã de terça-feira.

A equipe de policiais civis da Central de Flagrantes foi comunicada sobre o crime ao chegar no local, que foi isolado pela Polícia Militar, foi confirmado o óbito da vítima, que estava em um quarto da casa, onde havia uma grande quantidade de sangue e aparentando que no local teria havido uma luta corporal. O corpo já apresentava rigidez cadavérica, apontando que o homicídio teria acontecido ainda na madrugada.

A equipe da Politec-MT foi acionada e realizou a perícia na residência e encaminhou o corpo para necropsia.

Rosimeire tinha cortes nos braços e mãos, demonstrando sinais de defesa, ferimentos no tórax e nas costas.

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Diligências

A equipe de investigação apurou que a vítima trabalhava em um bar e no dia anterior ao crime ficou no local até o fechamento e depois foi embora sozinha, levando consigo uma garrafa de bebida dizendo que receberia uma pessoa em sua casa.

Na casa de Rosimeire, os investigadores observaram que havia copos com restos de bebidas, cinzeiros e cachimbos, normalmente usados no consumo de drogas.

A equipe continuou com as diligências e conseguiu chegar à identificação da suspeita, de 35 anos. A mãe da mulher informou que a filha chegou em casa com um corte no braço, em virtude de luta corporal com a vítima, e teria procurado esconderijo em sua residência, mas a mãe não permitiu.

Durante as buscas, os policiais receberam a informação de que a suspeita disse que iria para a cidade de Santa Carmem. Os investigadores acionaram a Polícia Militar do município vizinho, que fez uma barreira e conseguiu abordar a suspeita, que estava acompanhada de um familiar.

Os policiais civis seguiram até Santa Carmem e conduziram a suspeita para a Central de Flagrantes de Sinop.

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Ela estava com um corte grande no braço esquerdo e foi encaminhada ao hospital regional para suturar o ferimento. A suspeita informou que teria ocorrido uma luta corporal com a vítima, que a atacou com uma faca, e ela reagiu tomando a arma cortante e revidou o ataque. Ela disse ainda que não houve motivo aparente para a briga e as duas estavam bebendo e usando drogas.

A mulher foi autuada e presa em flagrante pelo crime de homicídio e, após os procedimentos policiais, será encaminhada a uma unidade prisional feminina.

Fonte: PJC MT

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Polícia

Delegado afirma que ‘Angeliquinha’ ordenou 80% dos homicídios de facção em Alta Floresta

 

Apontada pela Polícia Civil como líder de uma facção criminosa no extremo norte de Mato Grosso, Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como “Angeliquinha”, continuou comandando as atividades do grupo mesmo depois de ser presa e, posteriormente, após fugir do sistema prisional.

A informação foi revelada pelo delegado titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Victor Hugo Caetano de Freitas.

A criminosa foi capturada nesta terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, onde estava foragida desde agosto de 2025.

Segundo o delegado, mesmo fora do Brasil, Angeliquinha mantinha contato com integrantes da facção que estavam hierarquicamente abaixo dela. Veja vídeo

“Ela é a mandante de 80% dos homicídios praticados por facção criminosa na cidade de Alta Floresta e cidades vizinhas. É uma criminosa de altíssima periculosidade e de atuação muito forte na liderança da facção”, afirmou. Veja outro vídeo

Segundo o delegado, Angeliquinha exercia influência sobre diferentes atividades criminosas, como extorsões a garimpos, tráfico de drogas e controle da entrada e saída de armamentos, principalmente em áreas rurais.

“Ela atua lá na liderança completa, é a mulher que lidera toda aquela região, a líder da facção mesmo. Ela faz extorsões a garimpo, controle de tráfico de drogas, controle de entrada e saída de armamento, sobretudo na região de área rural. Ela é a chefe, ela que comanda tudo”, disse.

Ainda conforme Victor Hugo, a influência de Angeliquinha se estendia para dentro da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, onde ela estava presa antes de fugir, em 17 de agosto de 2025. Segundo ele, mesmo dentro da unidade, ela mantinha posição de liderança sobre outras detentas.

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“Ela liderava a organização criminosa mesmo presa, mesmo dentro da cadeia. Ela tinha uma hierarquia de superioridade com as outras detentas ali do presídio Ana Maria do Couto”, afirmou.

Após a fuga, segundo a investigação, Angeliquinha continuou exercendo influência sobre a organização criminosa à distância, mantendo contato direto com integrantes enquanto vivia em Santa Cruz de la Sierra.

A Polícia Civil também investiga qual teria sido a participação dela no tráfico de drogas a partir da Bolívia. De acordo com o delegado, havia indícios de que a foragida desempenhava uma função relacionada à entrada, saída e negociação de entorpecentes.

“Temos convicção de que ela teve uma atuação importante para ter ficado lá em Santa Cruz de la Sierra. Vamos investigar qual era a real atuação e posição dela para ter ficado nessa cidade”, explicou.

Família no crime

Reprodução

Angélica Saraiva de Sá - Angeliquinha

A criminosa “Angeliquinha”, que foi presa na Bolívia

Ainda segundo Victor Hugo, familiares de Angeliquinha também teriam participado do esquema criminoso, principalmente no repasse de informações e na lavagem de dinheiro.

Na Operação Showdown, deflagrada em março deste ano, foram presos a filha, o genro e o pai de Angeliquinha. A investigação também resultou em outras medidas contra integrantes do núcleo familiar.

“A família dela não pegava em armas e nem mexia com drogas, mas era envolvida no crime dessa forma: levar informações, lavar dinheiro e atuar como o braço direito dela para a facção na cidade de Alta Floresta”, afirmou.

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Conforme o delegado, a filha de Angeliquinha, de 20 anos, movimentou cerca de R$ 20 milhões em dois anos, apesar de não possuir renda compatível com os valores.

A Operação Showdown também apurou movimentações financeiras e a existência de bens de luxo ligados à família. Segundo Victor Hugo, parte dos recursos provenientes das atividades criminosas era utilizada para manter o padrão de vida de Angeliquinha, inclusive durante o período em que permaneceu na Bolívia.

Mais de 260 anos

Angeliquinha acumula mais de 260 anos em condenações por crimes como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa, além de ter seis mandados de prisão em aberto.

Ela fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May em agosto de 2025 e foi localizada em Santa Cruz de la Sierra nesta semana, após uma investigação conjunta entre a Polícia Civil de Mato Grosso e autoridades bolivianas.

No momento da prisão, Angeliquinha apresentou um documento brasileiro falso. Segundo a Polícia Civil, ela também teria realizado mais de cinco procedimentos estéticos, principalmente no rosto, para modificar a aparência e dificultar sua identificação.

Após os procedimentos previstos pela Justiça boliviana, Angeliquinha deverá ser recambiada para Mato Grosso e retornar ao sistema prisional para cumprir as penas impostas pela Justiça. (Midianews)

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