Polícia
PM prende casal de estelionatários vendendo retalhos de roupas de cama como produto original em Nova Mutum/MT
A Polícia Militar prendeu um casal de 24 e 25 anos, suspeitos de aplicar golpe na população através da venda de kits de roupas de cama da marca Teka, com valor mais atrativo, várias pessoas caíram no golpe, um casal que estaria envolvido no golpe foi detido em um posto de combustível na manhã deste sábado (03), por volta das 11h00, no centro de Nova Mutum/MT.
A PM recebeu denúncia de que estaria ocorrendo o crime de estelionato próximo a um supermercado no centro da cidade, e que teriam algumas pessoas (ciganos) aplicando golpe na população, através da venda de kits de roupas de cama da marca Teka, que na verdade eram retalhos de panos e espuma.
A guarnição realizou diligências e localizou um dos veículos, uma caminhonete Ford Ranger, de cor prata, placas de Andradas/MG, em um posto de combustível no centro. Foi feita abordagem e na carroceria foi localizado vários kits de roupas de cama.
Uma das vítimas relatou que havia comprado um kit na data de ontem por R$ 690,00 (seiscentos e noventa reais), através do cartão de crédito, e ao chegar em casa, abriu o kit e se deparou com vários retalhos de pano e espumas no pacote.

Uma outra vítima relatou que efetuou um pix no valor de 1.000,00 (mil reais), segundo ele os suspeitos foram até sua residência e ofereceram o produto, e após deixarem o local, a vítima foi abrir o kit e se deparou com retalhos de pano e estumas.
Diante dos fatos as vítimas, o casal de suspeitos e o material apreendido, foram encaminhados a Delegacia Judiciária Civil, para as devidas providências.
Uma das vítimas relatou que além da caminhonete apreendida com o casal, existe outras pessoas em outros veículos aplicando golpe no município.
A Polícia Civil passa a investigar o caso.
Djeferson Kronbauer
Polícia
Suspeito morre em confronto com a Polícia Civil durante operação em MT

Um homem de 30 anos, identificado como Ian dos Santos, morreu nesta quarta-feira (26), em Sinop (MT), em um confronto com a Polícia Civil durante a Operação Dissolução Forçada. A ação tem foco no combate direto à prática do crime de lavagem de dinheiro realizado por integrantes e pessoas jurídicas ligadas ao Comando Vermelho, suspeitos de movimentarem valores milionários entre os anos de 2024 e 2025.
Segundo apurado pelo
, os policiais foram até a casa de Ian para cumprir mandados de busca e apreensão. Ao perceber a presença dos agentes, o suspeito tentou fugir, reagiu e saiu com uma arma de fogo em mãos. Os agentes revidaram e Ian acabou baleado. O suspeito não resistiu aos ferimentos.
Conforme o delegado Getúlio Daniel, responsável pelas investigações, Ian tinha passagens criminais desde que era menor de idade. “Já tinha uma pena definitiva em seu desfavor de 13 anos e era investigado de ser integrante dessa organização criminosa [Comando Vermelho]. Na residência dele também havia drogas. Além de homicida, era traficante. É um criminoso, que desde muito tempo vinha praticando esses crimes com violência ou grave ameaça”, detalha o delegado.
“Quem se interessa em fazer parte desse tipo de ‘vínculo social’, o cemitério ou a cadeia é o destino final. Esse rapaz talvez teve várias oportunidades de sair desse vínculo social que ele tinha com esses criminosos. Hoje, certamente, o limite dele chegou”, acrescenta.
A operação
Nesta quarta, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, 24 bloqueios de contas bancárias entre pessoas físicas e jurídicas de até R$12 milhões e suspensão das atividades comerciais de seis empresas, foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Sinop, com base em investigações da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) do município.
A investigação, conduzida pela Draco Sinop, identificou que a facção criminosa atuava em crimes de tráfico de drogas, lavagem de capitais e delitos correlatos,. Os elementos apurados apontam que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 12 milhões entre os anos de 2024 e 2025.
As medidas patrimoniais e as suspensões de atividade empresarial têm como objetivo interromper o fluxo financeiro utilizado pelo grupo para dar aparência lícita a recursos oriundos das práticas ilícitas.
Os procedimentos decorrentes das prisões e apreensões, incluindo boletins de ocorrência, autos circunstanciados e requisições periciais, estão sendo lavrados e encaminhados à Draco Sinop, com foco no avanço das investigações.
Nome da operação
Dissolução forçada faz referência ao principal objetivo da operação, a identificação de pessoas jurídicas que são utilizadas de modo exclusivo ou prioritário para Lavagem de Dinheiro, realizando a cessação imediata de suas atividades, dissolvendo sua criação fraudulenta.
A operação tem foco ainda na descapitalização dos envolvidos, uma vez que o sequestro do patrimônio e da estrutura financeira das facções é tão relevante quanto às prisões, pois compromete a capacidade de reorganização do grupo e reinvestimento dos valores ilícitos.
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