Polícia
PJC prende traficantes que utilizavam república para vender drogas
Dois homens e uma mulher que utilizavam uma república para o comérdio de entorpecentes foram presos em ação da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Polícia Judiciária Civil, realizada nesta terça-feira (12.11), no bairro Sol Nascente, em Cuiabá.
Além das prisões em flagrante, o trabalho resultou na apreensão de várias porções de entorpecentes, objetos de origem ilícita e no cumprimento do mandado de prisão contra um foragido da Justiça.
Dircinei Soares de Oliveira, 36, (que estava com mandado de prisão em aberto), Cleiton Cordeiro Rodrigues, 20, e Maria Cristina Marques da Costa, 43, eram responsáveis pela venda de diferentes substâncias e foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico com aumento de pena por envolver menores de idade.
A prisão dos suspeitos ocorreu durante cumprimento de mandado de busca e apreensão expedido pela 13ª Vara Criminal de Cuiabá com base em investigações da DRE, que identificaram a república como uma conhecida boca de fumo na região.
Em buscas na casa, foi encontrado no quarto da suspeita Maria Cristina cinco porções médias de maconha, um rolo de plástico filme, uma corrente com pingente de folha de maconha e R$ 26 em dinheiro. No quarto de Cleiton, foram apreendidas 02 porções médias de maconha, R$ 290 e dois aparelhos celulares possivelmente de origem ilícita.
No cômodo utilizado por Dircinei, foram encontradas 150 porções pequenas de cocaína já embaladas para venda, uma porção média da mesma substância, uma balança de precisão, além de um relógio e dois aparelhos celulares. Contra o suspeito, também foi constatado um mandado de prisão preventiva em aberto, por homicídio.
Segundo o delegado titular da DRE, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, a república funcionava próximo a Escola Estadual Doutor Hélio Palma de Arruda e os traficantes trabalhavam com uma clientela específica. “Na casa foram encontrados alguns menores de idade, e a suspeita Maria Cristina vendia os entorpecentes na presença de sua filha menor de idade”, disse o delegado.
Diante das evidências, os suspeitos foram conduzidos a DRE, onde após serem interrogados, foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico com aumento de pena por envolver menor de idade.
Mato Grosso Mais
Polícia
Delegado afirma que ‘Angeliquinha’ ordenou 80% dos homicídios de facção em Alta Floresta

Apontada pela Polícia Civil como líder de uma facção criminosa no extremo norte de Mato Grosso, Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como “Angeliquinha”, continuou comandando as atividades do grupo mesmo depois de ser presa e, posteriormente, após fugir do sistema prisional.
A informação foi revelada pelo delegado titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Victor Hugo Caetano de Freitas.
A criminosa foi capturada nesta terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, onde estava foragida desde agosto de 2025.
Segundo o delegado, mesmo fora do Brasil, Angeliquinha mantinha contato com integrantes da facção que estavam hierarquicamente abaixo dela. Veja vídeo
“Ela é a mandante de 80% dos homicídios praticados por facção criminosa na cidade de Alta Floresta e cidades vizinhas. É uma criminosa de altíssima periculosidade e de atuação muito forte na liderança da facção”, afirmou. Veja outro vídeo
Segundo o delegado, Angeliquinha exercia influência sobre diferentes atividades criminosas, como extorsões a garimpos, tráfico de drogas e controle da entrada e saída de armamentos, principalmente em áreas rurais.
“Ela atua lá na liderança completa, é a mulher que lidera toda aquela região, a líder da facção mesmo. Ela faz extorsões a garimpo, controle de tráfico de drogas, controle de entrada e saída de armamento, sobretudo na região de área rural. Ela é a chefe, ela que comanda tudo”, disse.
Ainda conforme Victor Hugo, a influência de Angeliquinha se estendia para dentro da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, onde ela estava presa antes de fugir, em 17 de agosto de 2025. Segundo ele, mesmo dentro da unidade, ela mantinha posição de liderança sobre outras detentas.
“Ela liderava a organização criminosa mesmo presa, mesmo dentro da cadeia. Ela tinha uma hierarquia de superioridade com as outras detentas ali do presídio Ana Maria do Couto”, afirmou.
Após a fuga, segundo a investigação, Angeliquinha continuou exercendo influência sobre a organização criminosa à distância, mantendo contato direto com integrantes enquanto vivia em Santa Cruz de la Sierra.
A Polícia Civil também investiga qual teria sido a participação dela no tráfico de drogas a partir da Bolívia. De acordo com o delegado, havia indícios de que a foragida desempenhava uma função relacionada à entrada, saída e negociação de entorpecentes.
“Temos convicção de que ela teve uma atuação importante para ter ficado lá em Santa Cruz de la Sierra. Vamos investigar qual era a real atuação e posição dela para ter ficado nessa cidade”, explicou.
Família no crime
Ainda segundo Victor Hugo, familiares de Angeliquinha também teriam participado do esquema criminoso, principalmente no repasse de informações e na lavagem de dinheiro.
Na Operação Showdown, deflagrada em março deste ano, foram presos a filha, o genro e o pai de Angeliquinha. A investigação também resultou em outras medidas contra integrantes do núcleo familiar.
“A família dela não pegava em armas e nem mexia com drogas, mas era envolvida no crime dessa forma: levar informações, lavar dinheiro e atuar como o braço direito dela para a facção na cidade de Alta Floresta”, afirmou.
Conforme o delegado, a filha de Angeliquinha, de 20 anos, movimentou cerca de R$ 20 milhões em dois anos, apesar de não possuir renda compatível com os valores.
A Operação Showdown também apurou movimentações financeiras e a existência de bens de luxo ligados à família. Segundo Victor Hugo, parte dos recursos provenientes das atividades criminosas era utilizada para manter o padrão de vida de Angeliquinha, inclusive durante o período em que permaneceu na Bolívia.
Mais de 260 anos
Angeliquinha acumula mais de 260 anos em condenações por crimes como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa, além de ter seis mandados de prisão em aberto.
Ela fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May em agosto de 2025 e foi localizada em Santa Cruz de la Sierra nesta semana, após uma investigação conjunta entre a Polícia Civil de Mato Grosso e autoridades bolivianas.
No momento da prisão, Angeliquinha apresentou um documento brasileiro falso. Segundo a Polícia Civil, ela também teria realizado mais de cinco procedimentos estéticos, principalmente no rosto, para modificar a aparência e dificultar sua identificação.
Após os procedimentos previstos pela Justiça boliviana, Angeliquinha deverá ser recambiada para Mato Grosso e retornar ao sistema prisional para cumprir as penas impostas pela Justiça. (Midianews)
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