Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Polícia

Marido acusado de encomendar morte de enfermeira se torna réu por feminicídio em MT

Ronaldo da Rosa, de 32 anos, se tornou réu no processo que apurar a morte da mulher dele, Zuilda Correia Rodrigues, de 43 anos. A decisão da juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 1ª Vara Criminal Sinop, a 503 km de Cuiabá, é do dia 25 deste mês. Ele foi indiciado por feminicídio, por motivo fútil, de forma cruel e sem possibilidade de defesa para a vítima.

O policial militar afastado Marcos Vinícius Pereira Ricardi também se tornou réu. Ele é suspeito de executar o crime a mando do Ronaldo, para quem ele trabalhava, em um estabelecimento comercial. Ele também foi indiciado pelo mesmo crime.

Zuilda, que trabalhava como enfermeira, desapareceu na noite do dia 27 de setembro. No dia seguinte, o marido dela, Ronaldo, foi até a delegacia e registrou uma boletim de ocorrência para comunicar o desaparecimento.

Entretanto, as investigações apontaram o envolvimento dele no crime. O filho da vítima disse à polícia que o relacionamento do casal não estava indo bem e Ronaldo não aceitava a separação.

Leia Também:  Polícia Civil cumpre mandados com foco na apreensão de armas de fogo com autores de violência doméstica

Dias depois, o policial Marcos Vinícius foi preso suspeito de participar do desaparecimento. Ele teria confessado que teria matada a enfermeira à mando do marido. Ele teria afirmado ainda que a intenção era dar um susto nela, mas a situação teria saído do controle.

Ele também teria apontado o local onde teria escondido o corpo. A vítima foi encontrada, no dia 8 deste mês, a aproximadamente 1,5 quilômetro do local em que foi jogado, uma tubulação de bueiro localizada nas proximidades de um centro de eventos do município.

O corpo estava em avançado estado de decomposição, sem um dos braços e sem a cabeça. No entanto, a família reconheceu as roupas da vítima.

G1

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Polícia

Delegado afirma que ‘Angeliquinha’ ordenou 80% dos homicídios de facção em Alta Floresta

 

Apontada pela Polícia Civil como líder de uma facção criminosa no extremo norte de Mato Grosso, Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como “Angeliquinha”, continuou comandando as atividades do grupo mesmo depois de ser presa e, posteriormente, após fugir do sistema prisional.

A informação foi revelada pelo delegado titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Victor Hugo Caetano de Freitas.

A criminosa foi capturada nesta terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, onde estava foragida desde agosto de 2025.

Segundo o delegado, mesmo fora do Brasil, Angeliquinha mantinha contato com integrantes da facção que estavam hierarquicamente abaixo dela. Veja vídeo

“Ela é a mandante de 80% dos homicídios praticados por facção criminosa na cidade de Alta Floresta e cidades vizinhas. É uma criminosa de altíssima periculosidade e de atuação muito forte na liderança da facção”, afirmou. Veja outro vídeo

Segundo o delegado, Angeliquinha exercia influência sobre diferentes atividades criminosas, como extorsões a garimpos, tráfico de drogas e controle da entrada e saída de armamentos, principalmente em áreas rurais.

“Ela atua lá na liderança completa, é a mulher que lidera toda aquela região, a líder da facção mesmo. Ela faz extorsões a garimpo, controle de tráfico de drogas, controle de entrada e saída de armamento, sobretudo na região de área rural. Ela é a chefe, ela que comanda tudo”, disse.

Ainda conforme Victor Hugo, a influência de Angeliquinha se estendia para dentro da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, onde ela estava presa antes de fugir, em 17 de agosto de 2025. Segundo ele, mesmo dentro da unidade, ela mantinha posição de liderança sobre outras detentas.

Leia Também:  Prédio da Diretoria Geral passará por manutenção na manhã de quinta-feira

“Ela liderava a organização criminosa mesmo presa, mesmo dentro da cadeia. Ela tinha uma hierarquia de superioridade com as outras detentas ali do presídio Ana Maria do Couto”, afirmou.

Após a fuga, segundo a investigação, Angeliquinha continuou exercendo influência sobre a organização criminosa à distância, mantendo contato direto com integrantes enquanto vivia em Santa Cruz de la Sierra.

A Polícia Civil também investiga qual teria sido a participação dela no tráfico de drogas a partir da Bolívia. De acordo com o delegado, havia indícios de que a foragida desempenhava uma função relacionada à entrada, saída e negociação de entorpecentes.

“Temos convicção de que ela teve uma atuação importante para ter ficado lá em Santa Cruz de la Sierra. Vamos investigar qual era a real atuação e posição dela para ter ficado nessa cidade”, explicou.

Família no crime

Reprodução

Angélica Saraiva de Sá - Angeliquinha

A criminosa “Angeliquinha”, que foi presa na Bolívia

Ainda segundo Victor Hugo, familiares de Angeliquinha também teriam participado do esquema criminoso, principalmente no repasse de informações e na lavagem de dinheiro.

Na Operação Showdown, deflagrada em março deste ano, foram presos a filha, o genro e o pai de Angeliquinha. A investigação também resultou em outras medidas contra integrantes do núcleo familiar.

“A família dela não pegava em armas e nem mexia com drogas, mas era envolvida no crime dessa forma: levar informações, lavar dinheiro e atuar como o braço direito dela para a facção na cidade de Alta Floresta”, afirmou.

Leia Também:  Braço direito de facção criminosa é preso pela Polícia Civil em Diamantino

Conforme o delegado, a filha de Angeliquinha, de 20 anos, movimentou cerca de R$ 20 milhões em dois anos, apesar de não possuir renda compatível com os valores.

A Operação Showdown também apurou movimentações financeiras e a existência de bens de luxo ligados à família. Segundo Victor Hugo, parte dos recursos provenientes das atividades criminosas era utilizada para manter o padrão de vida de Angeliquinha, inclusive durante o período em que permaneceu na Bolívia.

Mais de 260 anos

Angeliquinha acumula mais de 260 anos em condenações por crimes como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa, além de ter seis mandados de prisão em aberto.

Ela fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May em agosto de 2025 e foi localizada em Santa Cruz de la Sierra nesta semana, após uma investigação conjunta entre a Polícia Civil de Mato Grosso e autoridades bolivianas.

No momento da prisão, Angeliquinha apresentou um documento brasileiro falso. Segundo a Polícia Civil, ela também teria realizado mais de cinco procedimentos estéticos, principalmente no rosto, para modificar a aparência e dificultar sua identificação.

Após os procedimentos previstos pela Justiça boliviana, Angeliquinha deverá ser recambiada para Mato Grosso e retornar ao sistema prisional para cumprir as penas impostas pela Justiça. (Midianews)

Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA