Polêmica
Fiscalização gera confusão e artesã entra em confronto com agentes no Centro de Cuiabá

Uma ação de fiscalização da Secretaria Municipal de Ordem Pública de Cuiabá terminou em confusão na manhã desta quinta-feira (15), na Rua 13 de Junho, região central da Capital. Agentes apreenderam mercadorias de ambulantes e o episódio ganhou destaque após uma artesã tentar impedir a retirada dos produtos, entrando em confronto direto com os fiscais.
A artesã Edilaine Almeida, que trabalha há cerca de 20 anos com bordado ponto cruz e crochê, chegou a protagonizar uma espécie de “cabo de guerra” para evitar a apreensão. Durante a abordagem, ela segurava uma folha com o Salmo 91 e contestou a ação. “Eu não sou ambulante, eu sou artesã. Eu sou há 20 anos”, afirmou em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real.
Edilaine também relembrou a história da categoria e criticou a falta de espaços adequados. “Desde quando o Roberto França acabou com a feira de artesanato, nós artesãos fomos trabalhar na rua”, reclamou.
A fiscalização ocorreu na esquina da Rua 13 de Junho com a Travessa Desembargador Lobo, local que, segundo a Prefeitura, é o único autorizado para ambulantes. De acordo com os fiscais, a artesã tinha ciência de que não poderia ocupar a esquina. Outras bancas conseguiram deixar o local antes da apreensão.
Entre os próprios ambulantes, houve divergências. Noracil de Almeida defendeu o rigor da fiscalização. “Tem que fazer certo. Já foi combinado que é para todo mundo voltar no seu devido local”, disse.
Já o presidente do Sindicato dos Camelôs, Augusto Ferreira, criticou duramente o espaço provisório oferecido pelo município. “Aqui está difícil para vender. Lá ninguém entra”, afirmou, referindo-se à travessa onde os trabalhadores foram realocados.
A insatisfação foi reforçada pelo ambulante Renato de Matos, que apontou problemas estruturais. “Não está bom, não. Está fraco, ninguém entra”, disse, citando mau cheiro e água parada. Ele também afirmou que parte da estrutura foi custeada pelos próprios trabalhadores. “Essa tenda grande nós colocamos com o nosso bolso”, relatou.
A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, afirmou que a fiscalização será contínua e que o objetivo principal é liberar as calçadas. “A fiscalização vai continuar, o diálogo vai continuar, a orientação vai continuar”, garantiu.
Segundo ela, os produtos apreendidos passam por processo administrativo, com direito à defesa e eventual restituição. No entanto, alertou que muitas mercadorias não possuem nota fiscal e podem ser incineradas. “Nosso ponto de ataque não é quem está vendendo, é a desobstrução das calçadas”, explicou.
Sobre as reclamações de esgoto, a Prefeitura informou que não se trata de esgoto a céu aberto, mas de água parada causada pelo descarte irregular de lixo, e que o local já passou por troca de grelhas e será novamente limpo.
A administração municipal reforçou que não tolerará ocupação irregular das calçadas e que o reordenamento do Centro busca garantir o direito de ir e vir, além de melhores condições de trabalho para ambulantes regularizados.
Fonte Folhamax
Polêmica
Morador encontra carro queimado e é ameaçado de morte por vizinha

Uma mulher de 56 anos foi detida Polícia Militar, acusada de incendiar um veículo e ameaçar o proprietário com uma faca na madrugada deste domingo (7), no bairro Costa Verde, em Várzea Grande.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada pelo Corpo de Bombeiros, que combatia um incêndio em um VW Polo preto. Os militares informaram que haviam identificado e detido a suspeita de atear fogo no automóvel.
No local, uma testemunha relatou aos policiais que a mulher teria incendiado o veículo pertencente ao seu tio, um homem de 55 anos. Segundo o relato, quando o proprietário chegou ao endereço, a suspeita passou a ameaçá-lo utilizando uma faca.
Ainda conforme a ocorrência, vizinhos avisaram à mulher que a polícia havia sido acionada. Ao perceber a aproximação das equipes, ela tentou fugir, mas caiu durante a fuga.
Com a queda, a suspeita sofreu fratura no braço direito e diversas escoriações nos braços e pernas. Ela foi socorrida e encaminhada ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande, onde permaneceu internada sob cuidados médicos.
As circunstâncias e a motivação do crime serão investigadas pela Polícia Civil.
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