Mato Grosso
Poder Judiciário de Mato Grosso
Mizizi significa “Raízes” na língua Swahili, que é falada em mais de 14 países da África e Oriente Médio. Agora também nomina um espaço para cultivar a beleza afro das mulheres da região do bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. O empreendimento é da Associação de Responsabilidade Social (Ares) e conta com algumas parcerias. O lugar vai oferecer serviços a preços populares, além de cursos de capacitação acolhendo, inclusive, pessoas egressas do sistema prisional e comunidade LGBTQIA+. A inauguração do “Mizizi Espaço Afro” foi realizada no sábado (28 de outubro) e contou com a presença da artista Adriana Bombom, que agora é a embaixadora do salão.
A presidente da Associação de Magistrados de Mato Grosso (Amam), Maria Rosi Borba, voluntária da Ares, é a madrinha do projeto e destacou a importância do espaço para fomentar o desenvolvimento econômico, social e cultural da comunidade. “O Mizizi é um lindo projeto de integração e de valorização da beleza negra. Como magistrada, eu sei que não é só punir. Eu sei que nós temos que cumprir o nosso trabalho. Nós precisamos agir como prevenção em movimentos como esse, qualificando mão de obra, levando às pessoas, oportunidade. O que estamos criando aqui são oportunidades”, enfatizou.
A primeira mulher negra a ser presidente do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT), desembargadora Adenir Carruesco, que toma posso no dia 15 de dezembro, prestigiou a inauguração e disse apoiar integralmente o projeto. “É uma honra estar aqui porque esse projeto é de inclusão social, oportunidades e principalmente, que traz para a comunidade mais vulnerável, as mulheres pretas, uma emancipação estética, que é o negro se ver como lindo. E também por ser um projeto de acolhimento das pessoas que estiveram privadas da liberdade. Não poderia deixar de vir e me colocar à disposição. O Tribunal de Justiça do Trabalho sempre foi parceiro nessas ações sociais. No TRT temos pensado um projeto para acolher as pessoas que vêm do sistema prisional porque elas precisam dessa oportunidade. Se nós queremos fazer uma sociedade forte e inclusiva, nós temos que abraçar essas pessoas.”
Ivair Almeida, cabeleireiro formado pelo curso da Seara de Luz e um dos criadores do projeto, é o coordenador do salão e explicou que o atendimento especializado em beleza afro não é acessível às mulheres da região. “Estamos numa comunidade periférica onde não temos acesso à serviços especializados em beleza afro. O projeto vai atender as mulheres da comunidade e capacitá-las para que tenham uma renda e vida digna.”
A mulher trans Dani Lobato, é egressa do sistema prisional, atendida pela Associação Mais Liberdade e atuará no Mizizi como maquiadora e trancista. Ela afirmou que é uma honra voltar a trabalhar. “Faz dois meses e meio que saí e já estou trabalhando. Quando estava dentro da unidade eu não tinha um caminho. Eu tinha medo. Aí conheci o Sandro da Mais Liberdade, que visitava as unidades e dava aulas. Quando eu saí, ele me acolheu e agora estou trabalhando”, contou ela que já era cabeleireira antes de ser privada de liberdade e fazer parte da associação, que auxilia pessoas LGBTQIA+ a romperem o ciclo de pobreza e marginalização.Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT
Cidades
Mato Grosso deixa de destruir maquinários apreendidos e passa a destiná-los aos municípios

Mato Grosso deu um passo importante na política ambiental ao adotar uma nova destinação para maquinários apreendidos em fiscalizações. A partir de agora, os equipamentos não serão mais destruídos, mas repassados às prefeituras para utilização em obras e na manutenção de estradas, principalmente nas regiões que atendem a agricultura familiar.
A mudança foi formalizada por meio de um memorando de intenções firmado pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), em parceria com o Governo do Estado, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e o Ministério Público Estadual.
A iniciativa representa uma mudança de paradigma na gestão dos bens apreendidos, transformando equipamentos que antes eram inutilizados em ferramentas de apoio ao desenvolvimento local. Na prática, os maquinários passam a contribuir diretamente com a infraestrutura dos municípios, fortalecendo o escoamento da produção e o atendimento às comunidades rurais.
Segundo o presidente da AMM, Hemerson Máximo, conhecido como Maninho, a medida é resultado da atuação conjunta da entidade com os municípios e demonstra que é possível alinhar preservação ambiental com desenvolvimento econômico.
“Estamos transformando o que antes era perdido em benefício direto para a população. Proteger o meio ambiente e defender Mato Grosso caminham juntos”, destacou.
Com a iniciativa, o estado busca dar mais eficiência à política ambiental, ao mesmo tempo em que reforça a estrutura dos municípios e amplia o apoio à agricultura familiar.
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