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Mato Grosso

8 de Março: Judiciário semeia paz ao garantir direitos de mulheres vítimas de violências

O dia começa agitado na casa da profissional liberal Raquel Cochan, de 46 anos. Ela auxilia o filho de 7 anos a tomar banho, prepara o café da manhã, arruma a casa, leva o menino para escola e segue para o trabalho. À noite, a rotina não para. Ajuda o garoto com a tarefa escolar, prepara a janta e só então assiste à aula do curso de terapia, na modalidade de Educação a Distância (EAD).
 
Os desafios diários de Raquel não são diferentes dos enfrentados por tantas outras mulheres no Brasil, que muitas vezes são desvalorizados e considerados menores pela sociedade. Para ela, independentemente do cargo que ocupe na sociedade, todo papel feminino deve ser motivo de orgulho neste 8 de Março, Dia Internacional da Mulher.
 
A data ganha contornos especiais para Raquel, que recorreu ao Poder Judiciário de Mato Grosso para que seus direitos como mulher fossem respeitados. Em 2018, ela foi vítima de uma tentativa de feminicídio, sobreviveu, recomeçou a vida, e mesmo assim, o ex-companheiro a ameaçava.
 
Raquel relata que vivia em um relacionamento abusivo que começou com pressão psicológica e evoluiu para agressão física. Em 19 de maio de 2018, seu então companheiro a atacou com seis facadas no pescoço e na mão.
 
Recomeçar não foi fácil, mas Raquel sabia que precisava se reerguer por causa de seu filho. “Eu tive que começar do zero. Meu filho ficou com meus pais, e eu fui procurar emprego em uma agência. Comecei fazendo diárias lá mesmo e, depois, comecei a fazer eventos. Com o tempo, percebi que não estava bem psicologicamente, porque sofri um grande abalo emocional. Busquei ajuda de um psiquiatra, de um psicólogo, fiz terapia e, aos poucos, fui me levantando”, relembra. “Eu precisava ser forte para criar meu filho. Eu tinha que equilibrar minhas emoções, me estruturar e ficar bem para transmitir isso a ele. E eu consegui”, comemora.
 
A virada de chave para Raquel só ocorreu depois de receber alta dos profissionais que a atenderam. “Primeiro, me recuperei, cuidei da minha saúde e só então procurei pelos meus direitos”, afirma. “Após a separação, eu bloqueei todo mundo das redes sociais. Mas um dia, encontrei um primo que não via há cerca de 25 anos. Tiramos uma foto e ele postou nas redes sociais. Meu ex-companheiro viu e voltou a me ameaçar. Então, eu disse: agora chega! Não dava mais para continuar assim”, relembra.
 
“Fui até a Defensoria Pública e entrei com um pedido de Medida Protetiva na Vara de Violência Doméstica. Quem assumiu o meu caso foi a juíza Ana Graziela”, conta Raquel. “Consegui garantir a medida protetiva, a guarda unilateral do meu filho – ele só passa as férias com o pai – e as pensões alimentícias para mim e para o meu filho”, completa.
 
A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, afirmou que a Justiça Estadual está empenhada em semear a paz e a satisfação das pessoas que buscam ajuda no Judiciário. “O Poder Judiciário trabalha para mulheres como a Raquel. E para você, mulher mato-grossense, o judiciário estará sempre disponível para garantir todos os seus direitos”, declarou.
 
Hoje, Raquel sabe que não está só e que pode contar com o Judiciário para seguir com sua rotina de mãe e mulher trabalhadora. “Com a medida protetiva me senti mais segura. Eu sei que tem pessoas ao meu lado, caso ocorra qualquer intercorrência, posso acionar a polícia e serei atendida”.
 
Atualmente, Raquel está em um novo relacionamento, emagreceu sete quilos e está se qualificando para se tornar terapeuta e ajudar outras mulheres a alcançarem seus objetivos. “Muitas mulheres que passam por relacionamentos abusivos acham que não têm mais vida, mas eu digo: existe vida após a violência doméstica, basta acreditar”, incentiva Raquel. “Não aceite nada menos do que você merece. Existe a Lei e o Poder Judiciário. Vá atrás dos seus direitos e seja feliz, porque nós mulheres nascemos para ser felizes”.
 
 
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição das imagens: Imagem 1 – Foto retangular colorida mãe e filho estão sentados em um sofá e ela aponta a página de um livro para ele.
Imagem 2 – Foto retangular colorida da presidente do TJMT sorrindo. Ela usa blusa preta e terno branco.
 
 
Alcione dos Anjos/ TV.jus
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Cidades

Mato Grosso deixa de destruir maquinários apreendidos e passa a destiná-los aos municípios

Mato Grosso deu um passo importante na política ambiental ao adotar uma nova destinação para maquinários apreendidos em fiscalizações. A partir de agora, os equipamentos não serão mais destruídos, mas repassados às prefeituras para utilização em obras e na manutenção de estradas, principalmente nas regiões que atendem a agricultura familiar.

A mudança foi formalizada por meio de um memorando de intenções firmado pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), em parceria com o Governo do Estado, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e o Ministério Público Estadual.

A iniciativa representa uma mudança de paradigma na gestão dos bens apreendidos, transformando equipamentos que antes eram inutilizados em ferramentas de apoio ao desenvolvimento local. Na prática, os maquinários passam a contribuir diretamente com a infraestrutura dos municípios, fortalecendo o escoamento da produção e o atendimento às comunidades rurais.

Segundo o presidente da AMM, Hemerson Máximo, conhecido como Maninho, a medida é resultado da atuação conjunta da entidade com os municípios e demonstra que é possível alinhar preservação ambiental com desenvolvimento econômico.

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“Estamos transformando o que antes era perdido em benefício direto para a população. Proteger o meio ambiente e defender Mato Grosso caminham juntos”, destacou.

Com a iniciativa, o estado busca dar mais eficiência à política ambiental, ao mesmo tempo em que reforça a estrutura dos municípios e amplia o apoio à agricultura familiar.

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