Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Investigação Polícial

Vítima afirma ter sido estuprada 4 vezes em 12h por investigador na delegacia

A vítima de estupro supostamente cometido pelo investigador Manoel Batista da Silva, 52, relata ter sofrido quatro ataques no intervalo de 12 horas em que permaneceu na delegacia de Sorriso (420 km ao Norte). No período, ela teria sido retirada da cela em todas as ocasiões e ameaçada pelo agressor para que não gritasse. A descrição foi feita por seu advogado, Walter Rapuano, em rede social, no fim da tarde desta segunda-feira (2).

No relato, o jurista narra que a cliente foi detida no dia 8 de dezembro de 2025 e submetida à audiência de custódia em 9 de dezembro. Após a sessão, ela foi levada pelo próprio suspeito para o exame de praxe na Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Naquela data, ela passou a noite sendo violentada pelo investigador. O advogado não detalhou o motivo da detenção da vítima.

Em todos os episódios, a mulher era levada para uma sala vazia sob ameaças de que, caso gritasse, o agressor mataria sua filha pequena. Segundo Rapuano, a vítima não sabia o nome do policial, mas repassou as características físicas que permitiram sua identificação. No dia 10 de dezembro, ela foi transferida para a cadeia feminina de Arenápolis, onde ficou até ser solta, no dia 12.

Leia Também:  Sorriso: Bandidos invadem conta bancária e furtam R$ 700 reais de bolsa família

Logo após deixar o cárcere, a mulher relatou os abusos ao advogado, que acionou as autoridades. No dia 13, a vítima e o marido foram ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) denunciar os crimes. Na mesma data, ela realizou o exame de corpo de delito, onde o perito adiantou a existência de vestígios de material genético do abusador.

O caso foi encaminhado ao delegado responsável, testemunhas foram ouvidas e o material genético de todos os policiais lotados na delegacia foi coletado. O resultado do DNA ficou pronto no dia 30 de janeiro e, somado a outras provas, feito o pedido de prisão preventiva do investigador, cumprido no último domingo (1º).

Em nota, a defesa e a vítima frisam que esperam que o autor seja responsabilizado com o rigor da lei. Reivindicam também que “o tratamento de mulheres submetidas à prisão seja revisto pela Polícia Civil, notadamente no que tange à presença de uma policial do sexo feminino para realizar todo e qualquer procedimento que envolva mulheres presas”.

“Para aqueles que têm a certeza da impunidade pelos cargos que ocupam, ainda há pessoas com coragem para combater estes e outros crimes”, afirmou a defesa. (Gazeta Digital)

Leia Também:  Carga adulterada e grãos furtados são alvo de operação que apura possível elo com facção em MT
Propaganda

Investigação Polícial

Operação do MPMT investiga ex-prefeito de Pontes e Lacerda e contratos que chegam a R$ 5,78 milhões

Investigação apura possíveis irregularidades em licitações, movimentações financeiras e contratos firmados durante a antiga gestão municipal; medidas incluem buscas, quebra de sigilos e bloqueio de bens

O Ministério Público de Mato Grosso deflagrou uma operação para aprofundar investigações envolvendo contratos públicos firmados pela Prefeitura de Pontes e Lacerda durante a gestão do ex-prefeito Alcino Pereira Barcelos.

A ação é conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária e envolve o cumprimento de medidas judiciais contra agentes públicos e pessoas ligadas à iniciativa privada.

A investigação apura possíveis crimes de fraude em licitações, lavagem de dinheiro e associação criminosa, além de movimentações financeiras consideradas suspeitas pelos órgãos de controle.

Entre os pontos analisados estão contratos celebrados entre o município e a empresa Concretubos Pré-Moldados Ltda.

As suspeitas ainda estão em fase de investigação e não representam, por si só, comprovação de responsabilidade criminal dos envolvidos.

Contratos chegam a R$ 5,78 milhões

Segundo as informações divulgadas sobre a operação, foram identificados sete contratos entre a empresa investigada e a Prefeitura de Pontes e Lacerda.

Cinco deles, firmados entre 2022 e 2023, somariam aproximadamente R$ 4,7 milhões em valores originais.

Com a atualização monetária, o montante chegaria a cerca de R$ 5,78 milhões.

Os investigadores buscam esclarecer se houve favorecimento indevido nas contratações e se existiam relações entre agentes públicos e pessoas ligadas às empresas beneficiadas.

Também estão sendo analisados possíveis vínculos familiares, empresariais e funcionais entre os envolvidos.

Coaf identificou movimentações suspeitas

Outro ponto da investigação envolve relatórios produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf.

As informações divulgadas apontam para movimentações financeiras classificadas como suspeitas e que agora fazem parte do conjunto de elementos analisados pelo Ministério Público.

Leia Também:  Justiça bloqueia bens de dupla suspeita de desviar R$ 10 milhões do Grupo Bom Futuro

Esse tipo de movimentação, no entanto, não significa automaticamente a existência de crime.

A investigação deverá verificar a origem dos recursos, o destino dos valores e se existe alguma relação com os contratos públicos que estão sendo analisados.

Compra de fazenda entra na investigação

A operação também apura uma negociação envolvendo a aquisição da propriedade rural denominada Estância Rancho Fundo pelo ex-prefeito Alcino Barcelos.

Segundo as informações divulgadas, a negociação teria estabelecido como forma de pagamento a entrega de 100 cabeças de gado da raça Nelore.

Os investigadores, porém, não teriam localizado registros oficiais de movimentação pecuária compatíveis com a transação apresentada.

Esse ponto também deverá ser esclarecido ao longo da investigação.

Justiça autoriza quebra de sigilos e bloqueio de bens

Entre as medidas autorizadas pela Justiça estão mandados de busca e apreensão, acesso a dados telemáticos e quebra de sigilos bancário, fiscal e financeiro.

Também foi determinada a indisponibilidade de bens, direitos e valores de investigados.

A operação conta com apoio de outros órgãos públicos, entre eles a Polícia Civil e estruturas de controle do Estado.

Essas medidas têm como objetivo preservar provas e permitir o avanço das investigações.

Elas não representam condenação antecipada dos investigados.

Antiga gestão já é alvo de outras apurações

A nova investigação se soma a outros procedimentos relacionados a contratos realizados durante a antiga administração municipal.

O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso já abriu procedimentos para analisar possíveis irregularidades em contratos de prestação de serviços de motoristas destinados às secretarias municipais de Educação, Saúde e Assistência Social.

Leia Também:  Inscrições para o Enem 2024 começam hoje

Relatórios técnicos apontaram possíveis sobrepreços em determinados procedimentos licitatórios, o que levou à abertura de Tomadas de Contas Especiais para aprofundar os fatos, identificar eventuais responsáveis e calcular possíveis prejuízos aos cofres públicos.

Outro procedimento também passou a analisar contrato relacionado a obras de drenagem executadas no município.

Nesse caso, técnicos levantaram a possibilidade de pagamentos acima dos serviços efetivamente realizados, situação que também permanece sob análise dos órgãos de controle.

Procedimentos são independentes

Apesar de os diferentes casos envolverem contratos realizados durante o mesmo período administrativo, as investigações possuem objetos distintos.

O Ministério Público concentra sua apuração nos possíveis aspectos criminais, movimentações financeiras e eventuais irregularidades em licitações.

Já o Tribunal de Contas analisa principalmente a aplicação dos recursos públicos, eventual existência de sobrepreço, dano ao erário e responsabilidade administrativa.

Por isso, os valores mencionados nos diferentes procedimentos não devem ser somados automaticamente como se representassem um único prejuízo confirmado ao município.

Investigação entra em nova fase

Com o cumprimento das medidas judiciais, a investigação entra agora em uma nova etapa.

Documentos, dados bancários, movimentações financeiras e materiais apreendidos deverão ser analisados para verificar se as suspeitas encontradas possuem respaldo suficiente para o avanço da apuração.

Caso sejam identificados elementos considerados suficientes, o Ministério Público poderá apresentar denúncia à Justiça.

Até a conclusão das investigações e de eventual processo judicial, permanece válida a presunção de inocência dos investigados.

O caso deverá continuar sendo acompanhado pelos órgãos de controle diante do volume financeiro dos contratos analisados e da existência de outras apurações envolvendo a antiga administração municipal.

Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA