Investigação Polícial
Mulher marcada com símbolo nazista relata tortura e diz que terá que remover a própria pele

Uma mulher vítima de violência extrema afirmou que precisará passar por cirurgias para remover da pele a marca deixada durante um ataque brutal. “Tenho que trocar a minha pele”, relatou, ao descrever o trauma sofrido após ser torturada e marcada com um símbolo nazista.
O crime levou à prisão de três suspeitos: o namorado da vítima, Leonardo Duartes, de 22 anos, e o casal para quem ela trabalhava, Jackson Tadeu Vieira, de 38, e Laysa Carla Leite Machinsky, de 25 anos.
Eles foram detidos no domingo (15) e tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia. O caso é investigado pela Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM).
Em entrevista, a vítima relatou momentos de terror ao ser atraída até a casa dos patrões sob o pretexto de receber pagamento. No local, segundo ela, foi surpreendida por uma emboscada envolvendo o próprio namorado.
“Eles me bateram com socos, cotoveladas, joelhadas, taco de sinuca e cabo de vassoura. Colocaram uma faca no meu pescoço. Eu achei que ia morrer”, contou.
A mulher disse que foi mantida sob ameaça e agredida repetidamente. Em meio às agressões, sofreu queimaduras com uma faca quente, utilizadas para marcar seu corpo.
De acordo com o relato, ela conseguiu fugir após ser liberada sob ameaça de morte. Em estado de choque, buscou ajuda em uma rodoviária e foi encaminhada ao hospital, onde recebeu atendimento.
A vítima sofreu lesões na cabeça, olho e braço e deverá passar por pelo menos três cirurgias, incluindo procedimentos para retirada da pele atingida. Além do tratamento físico, ela também iniciou acompanhamento psicológico.
“Eu nunca imaginei que fariam isso comigo. Eu fui lá como uma funcionária, para receber meu pagamento”, disse.
A motivação do crime ainda é investigada. Segundo a vítima, os agressores não explicaram o motivo das agressões e, durante o ataque, chegaram a rir da situação.
Em depoimento, um dos suspeitos alegou que houve uma discussão que evoluiu para agressões, versão que será apurada pela polícia. Ele não explicou a origem das queimaduras.
O caso segue sob investigação e os três presos permanecem à disposição da Justiça.
G1
Investigação Polícial
Operação mira empresa que simulava exportações de grãos para sonegar R$ 4,4 milhões em MT

O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT) deflagrou, hoje (12), a Operação Joio para investigar um esquema de sonegação fiscal que causou prejuízo estimado de R$ 4,4 milhões aos cofres públicos. As investigações indicam que uma empresa do setor de comércio de cereais simulava exportações para evitar o pagamento de impostos. Na prática, eram emitidas notas fiscais com informações falsas, indicando compradores no exterior inexistentes.
Apesar dos registros, as mercadorias não saíam do país. Com isso, o grupo se beneficiava indevidamente da isenção tributária nas exportações e deixava de recolher o ICMS ao Estado.
Ao todo, são cumpridas 11 ordens judiciais, sendo quatro mandados de busca e apreensão e sete quebras de sigilo telemático. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Tangará da Serra e são cumpridas no município, com apoio da Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz).
Durante a operação, os agentes apreenderam aparelhos eletrônicos e documentos fiscais, contábeis e empresariais. O objetivo é reunir provas sobre a atuação de pessoas físicas e jurídicas investigadas no esquema.
O valor devido, já identificado pela Secretaria de Fazenda (Sefaz-MT) e inscrito em dívida ativa pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT), chega a R$ 4.470.635,67. Os envolvidos podem responder por crimes como sonegação fiscal, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Segundo o delegado da Defaz, José Ricardo Garcia Bruno, a operação reforça o trabalho conjunto das instituições no combate a fraudes. “A ação demonstra o compromisso em enfrentar crimes tributários e recuperar recursos que deixaram de chegar ao Estado”, afirmou.
O promotor de Justiça Washington Eduardo Borrére destacou que esse tipo de crime impacta diretamente a população. “A sonegação reduz a arrecadação e compromete investimentos em serviços públicos essenciais”, disse.
O Cira-MT é composto pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT), Controladoria-Geral do Estado (CGE), Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), Polícia Civil e Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT). As instituições atuam de forma coordenada e permanente no combate à sonegação fiscal em Mato Grosso.
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