Investigação Polícial
Homem foi morto em ritual de ‘pacto por riqueza’; dois são presos em MT
A polícia começou a desvendar a trama que resultou na morte de João Victor Nascimento Alves Moreira, 31, na madrugada de quinta-feira (23), em Tesouro (379 km ao sul de Cuiabá). Inicialmente, Rodrigo Junio Martins Prusch, 22, assumiu a culpa e alegou que João tentou beijá-lo, por isso, o matou.
Mas, horas depois, Rafael Domingos de Souza, 19, foi preso e também assumiu a autoria do crime. Em sua alegação, diz que a morte foi resultado de um ritual, onde uma entidade teria pedido por “sangue de sacrifício humano”. Para a polícia, a versão do beijo não é verdadeira.
João foi encontrado morto na manhã de quinta, caído em uma das ruas da cidade. Havia muito sangue espalhado pelo local, evidenciando que o ato foi bastante violento. Nesse primeiro momento, a Polícia Militar chegou em Rodrigo. Ele foi preso no trabalho e confirmou participação no crime.
Relatou que eles estavam bebendo e passaram por dois bares da cidade. Depois, foram até a casa do suspeito, onde continuaram bebendo. Em determinado momento, segundo Rodrigo, João teria tentado beijá-lo. Eles entraram em luta corporal e o suspeito o esfaqueou.
João teria tentado correr e caiu na rua já sem sinais vitais. Rodrigo jogou a faca usada no crime e o celular da vítima no meio de um matagal. Ele ainda furtou o dinheiro que estava na carteira da vítima.

Vídeo chega no 2º suspeito e polícia descobre ritual
Conforme apurado pela reportagem do Gazeta Digital, a equipe de investigadores da Polícia Civil assumiu os trabalhos na cena do crime e, durante diligências, encontrou um vídeo que mostra Rodrigo, João e um terceiro suspeito saindo do bar e indo para outro. Os policiais conseguiram chegar até o homem.
Trata-se de Rafael Domingos de Souza, 19, que acabou confessando a participação na trama. Contou que incorporou uma entidade e que ela tinha pedido por sangue em troca de um ‘pacto da riqueza’. E que, segundo ele, era preciso de um sacrifício humano.
Afirmou ainda que acendeu uma vela para a entidade na porta do bar. Vale ressaltar que Rafael não conhecia João e nem mesmo Rodrigo. Os 3 estavam no mesmo bar e acabaram se aproximando no local. Depois de lá, eles foram para casa de Rodrigo, onde o crime aconteceu.

João foi esfaqueado no pescoço e perdeu muito sangue. Depois eles arrastaram a vítima até uma encruzilhada, onde ele seria deixado. Porém, João ainda tinha sinais vitais e conseguiu se levantar e correr por mais alguns metros, onde foi atacado com mais facadas.
Ele morreu na lateral de uma residência. Polícia foi até o bar onde o trio estava e, de fato, encontrou os restos de uma vela no local. Rafael foi preso e junto com Rodrigo, está à disposição da Justiça. Caso segue em andamento. (Gazeta Digital)
Investigação Polícial
Membros de facção criminosa são alvos de operação; contas bancárias foram bloqueadas em MT

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (15), a Operação Catalunha, para cumprimento de 20 mandados judiciais contra integrantes de facção criminosa instalada no município de Tangará da Serra.
Foram cumpridos 16 mandados de prisão preventiva, além de bloqueio de diversas contas bancárias utilizadas para movimentação e ocultação de valores oriundos do tráfico de drogas.
As ordens foram decretadas pelo Poder Judiciário da Comarca de Tangará da Serra, com parecer favorável do Grupo de Atuação Especializado no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) contra alvos na região do bairro Barcelona.
Durante os trabalhos de para cumprimento dos mandados os policiais civis apreenderam grande quantia em dinheiro e drogas, até o momento duas pessoas foram presas em flagrante delito.
A Operação Catalunha contou com a participação de 60 policiais civis, 15 viaturas e o apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) reforçando a atuação integrada das forças de segurança no combate ao crime organizado.
A ação da Polícia Civil em Tangará da Serra faz parte de uma estratégia contínua de repressão qualificada, com foco na desarticulação de grupos criminosos e na responsabilização penal de seus integrantes.
Investigação
As diligências iniciaram em janeiro de 2026, conduzidas pela equipe de inteligência da Delegacia Regional e da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra. O objetivo foi apurar a atuação de uma organização criminosa estruturada, voltada ao tráfico de drogas e à associação para o tráfico no município.
Ao longo das diligências foram reunidas provas robustas que demonstram a existência de um grupo com organização hierarquizada e divisão de tarefas bem definida, atuando de forma coordenada na prática dos crimes.
O avanço significativo das investigações ocorreu após o cumprimento de mandado de busca e apreensão ocorrido em dezembro de 2025. A partir dessa ação, os investigadores obtiveram elementos decisivos que permitiram identificar outros integrantes e aprofundar as apurações.
Os indícios apontaram que todos os alvos possuem envolvimento direto com o tráfico de drogas, desempenhando funções que vão desde a comercialização e logística até o financiamento e suporte operacional das atividades ilícitas.
Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias dos investigados, medida que visa enfraquecer financeiramente a organização criminosa e interromper o fluxo de recursos provenientes do tráfico.
Para o delegado responsável pelo caso, Ivan Albuquerque, a operação representa um importante avanço no combate ao crime na região. “A operação desmantelou um grupo criminoso. É um avanço significativo no enfrentamento ao crime organizado. O tráfico de drogas não vai prosperar nesta região”, afirmou.
Renorcrim
A operação integra o planejamento estratégico da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas), que visa traças estratégicas de inteligência de combate de forma duradoura à organizações criminosas.
A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A Rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
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