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Eleições

Rosa Neide volta à Câmara Federal com votação expressiva e reforça trajetória iniciada em Diamantino

Ex-vereadora de Diamantino e ex-secretária de Estado de Educação, professora conquistou mais de 140 mil votos e ficou entre os nomes de maior votação de Mato Grosso

A professora Rosa Neide (PT) confirmou nas eleições de 2026 que continua sendo um dos nomes de maior força eleitoral em Mato Grosso. Eleita deputada federal com 140.351 votos, ela terminou a disputa como a segunda candidata mais votada para a Câmara Federal no Estado, atrás apenas de Coronel Fernanda (PL), que recebeu 205.064 votos.

O resultado representa o retorno de Rosa Neide à Câmara dos Deputados e também evidencia uma trajetória política construída ao longo de décadas, especialmente na educação e no município de Diamantino, onde deu alguns de seus primeiros passos na vida pública.

Antes de chegar ao Congresso Nacional, Rosa Neide foi vereadora por Diamantino entre 2001 e 2004. Também exerceu a função de secretária municipal de Educação no município. Posteriormente, ganhou espaço na administração estadual, ocupando cargos de secretária-adjunta e de secretária de Estado de Educação de Mato Grosso. Registros oficiais da Câmara dos Deputados apontam que ela comandou a Secretaria Estadual de Educação em diferentes períodos, incluindo 2010 a 2011 e 2013 a 2014.

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Pedagoga e mestre em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Rosa Neide construiu boa parte de sua carreira profissional e política ligada ao ensino público. Além de professora, participou de entidades representativas da categoria e ocupou diferentes funções dentro da estrutura educacional do Estado.

De Diamantino para Brasília

A ligação com Diamantino é um capítulo importante da trajetória da deputada eleita. Foi no município que Rosa Neide atuou como professora, secretária municipal de Educação e vereadora, antes de ampliar sua participação política para o cenário estadual e nacional.

Em 2018, ela conquistou pela primeira vez uma cadeira na Câmara Federal, recebendo 51.015 votos e exercendo mandato entre 2019 e 2023. Durante sua passagem por Brasília, participou de comissões relacionadas principalmente à educação, defesa dos direitos das mulheres e cultura.

Agora, em 2026, a votação de mais de 140 mil eleitores representa um crescimento expressivo em relação à primeira eleição para deputada federal e mostra que sua base política se expandiu para diferentes regiões de Mato Grosso.

A votação correspondeu a aproximadamente 7,37% dos votos válidos para deputado federal no Estado, segundo dados eleitorais publicados após a totalização.

Votação coloca Rosa Neide entre principais forças eleitorais de MT

O desempenho também coloca Rosa Neide novamente entre os principais nomes da política mato-grossense para os próximos anos. Mesmo pertencendo a um campo político que enfrenta forte concorrência de candidatos de centro e de direita em Mato Grosso, a professora conseguiu alcançar uma votação estadual expressiva e garantir o retorno à Câmara.

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Após a confirmação do resultado, Rosa Neide atribuiu a vitória aos eleitores e apoiadores que participaram de sua campanha. Ela afirmou receber os votos com “gratidão e responsabilidade” e destacou que pretende voltar ao Congresso priorizando áreas como educação, saúde, mulheres e trabalhadores.

A eleição também representa a continuidade de uma carreira que começou no interior de Mato Grosso. De professora e vereadora em Diamantino, passando pelo comando da Educação estadual até chegar ao Congresso Nacional, Rosa Neide chega novamente a Brasília respaldada por uma das maiores votações registradas para deputado federal no Estado em 2026.

Com o novo mandato, a expectativa agora se volta para a forma como a parlamentar utilizará sua experiência administrativa e política para ampliar a representação de Mato Grosso no Congresso e, especialmente, manter a educação — área que marcou toda a sua trajetória profissional — entre as principais bandeiras de atuação.

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Eleições

Impulsionamento vira uma das grandes despesas das eleições e leva milhões das campanhas para plataformas digitais

Candidatos já destinaram mais de R$ 167 milhões à Meta em 2026; crescimento da publicidade nas redes aumenta os custos das campanhas e concentra recursos em grandes empresas de tecnologia

As eleições de 2026 consolidaram uma mudança definitiva na forma de fazer campanha política no Brasil. Se antes boa parte dos recursos era destinada à televisão, rádio, material gráfico, equipes de rua, eventos e produção de conteúdo, agora uma parcela cada vez maior do dinheiro eleitoral está sendo direcionada para o impulsionamento nas redes sociais.

Levantamentos realizados durante a campanha apontaram que candidatos de todo o país já haviam destinado mais de R$ 167 milhões à Meta, empresa responsável por Facebook e Instagram.

O valor chama atenção porque mostra que o impulsionamento deixou de ser uma despesa complementar e passou a ocupar posição central nos orçamentos eleitorais.

Milhões gastos apenas para ampliar alcance

Na disputa presidencial, essa transformação ficou ainda mais evidente.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia desembolsado aproximadamente R$ 9,39 milhões em impulsionamento nas plataformas da Meta.

Já Flávio Bolsonaro havia destinado cerca de R$ 6,83 milhões para a mesma finalidade.

Somados, os dois candidatos chegaram a mais de R$ 16 milhões somente em publicidade digital no Facebook e Instagram.

Lula havia gasto cerca de 37% a mais que Flávio nesse tipo de estratégia.

Os números mostram o tamanho da nova realidade eleitoral: além de produzir conteúdos, manter equipes de comunicação e percorrer o país, os candidatos precisam reservar milhões de reais apenas para garantir que suas mensagens apareçam para um número maior de eleitores.

Redes sociais passaram a disputar o orçamento das campanhas

O crescimento do impulsionamento tem impacto direto sobre a divisão dos recursos eleitorais.

Dinheiro que antes poderia ser utilizado na contratação de profissionais de comunicação, produtoras, gráficas, rádios, jornais, portais, equipes de rua e empresas locais agora disputa espaço com grandes plataformas digitais.

Isso não significa que o marketing digital seja desnecessário. Pelo contrário.

A capacidade de segmentar anúncios por localização, idade, interesses e comportamento tornou as redes sociais ferramentas extremamente atraentes para as campanhas.

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O problema é que o uso cada vez mais intenso dessa estratégia aumenta os custos eleitorais.

Na prática, cria-se uma verdadeira corrida por visibilidade.

Se um candidato investe pesado no impulsionamento, seus adversários também passam a sentir a necessidade de ampliar seus gastos para não desaparecer do ambiente digital.

Alcance orgânico perdeu espaço

Outro fator que explica o crescimento dos investimentos é a redução do alcance orgânico das publicações.

Ter milhares ou até milhões de seguidores não significa necessariamente conseguir falar com todos eles.

As plataformas utilizam algoritmos para decidir quais conteúdos serão mostrados para cada usuário. Dessa forma, mesmo candidatos com grande número de seguidores podem precisar pagar para ampliar o alcance de suas publicações.

O resultado é uma dependência crescente do impulsionamento.

Campanhas que decidem não investir podem enfrentar dificuldades para disputar atenção com adversários que destinam milhões de reais para anúncios.

Recursos deixam de circular na economia local

O crescimento dos investimentos nas plataformas também gera um efeito econômico importante.

Uma parte significativa do dinheiro das campanhas deixa de circular entre empresas e profissionais locais e passa a ser concentrada em grandes grupos internacionais de tecnologia.

Em eleições anteriores, boa parte dos recursos destinados à comunicação era distribuída entre gráficas, emissoras de rádio, jornais, produtoras, agências de publicidade e outros prestadores de serviços.

Com o avanço das redes sociais, esse cenário mudou.

Agora, centenas de milhões de reais são destinados a plataformas controladas por grandes multinacionais.

Embora parte desses pagamentos seja processada por empresas que possuem operações no Brasil, os grupos econômicos responsáveis pelas plataformas são estrangeiros.

Na prática, isso significa que uma fatia cada vez maior dos recursos usados nas campanhas eleitorais brasileiras está ligada a empresas globais de tecnologia.

Impulsionamento não garante votos

Outro aspecto importante é que gastar mais em redes sociais não significa necessariamente receber mais votos.

O desempenho eleitoral depende de uma série de fatores, como presença territorial, força política, rejeição, alianças, estrutura partidária, tempo de campanha e capacidade de mobilização.

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A publicidade digital pode ampliar a exposição de um candidato, mas não consegue garantir automaticamente a conversão desse alcance em votos.

Há campanhas que investem valores elevados e não conseguem resultados eleitorais compatíveis com os gastos realizados.

Isso mostra que o impulsionamento precisa ser analisado como uma ferramenta de comunicação, e não como garantia de sucesso eleitoral.

Eleições cada vez mais caras

O avanço das redes também contribui para aumentar a pressão sobre os custos das campanhas.

Produção de vídeos, equipes digitais, monitoramento de redes, contratação de influenciadores, criação de conteúdo e impulsionamento passaram a integrar de forma permanente a estrutura eleitoral.

Com isso, campanhas precisam conciliar gastos tradicionais com uma nova camada de despesas digitais.

Quanto maior a disputa pela atenção do eleitor, maior tende a ser o investimento necessário para permanecer competitivo nas redes.

Esse modelo pode favorecer candidatos com maior capacidade financeira e estruturas partidárias mais robustas.

Big techs ganham espaço no processo eleitoral

Facebook, Instagram e outras plataformas deixaram de ser apenas ferramentas de comunicação.

Hoje, ocupam posição estratégica dentro das campanhas.

A publicidade eleitoral digital movimenta milhões de reais e transforma essas empresas em peças importantes na disputa política.

Esse cenário também amplia a responsabilidade sobre transparência, fiscalização, segmentação de anúncios e controle de conteúdos patrocinados.

À medida que mais dinheiro é investido, cresce também a necessidade de acompanhar como esses recursos são utilizados e quais públicos estão sendo alcançados.

Uma mudança estrutural nas campanhas

Mais de R$ 167 milhões direcionados à Meta em uma única eleição mostram que o fenômeno não é passageiro.

O impulsionamento se tornou parte estrutural das campanhas brasileiras.

A tendência é que candidatos continuem aumentando os investimentos digitais nos próximos pleitos, pressionando ainda mais os custos eleitorais.

O desafio será encontrar equilíbrio entre presença digital, comunicação tradicional e contato direto com o eleitor.

As eleições de 2026 deixam uma realidade cada vez mais evidente: para disputar espaço nas redes, os candidatos precisam pagar cada vez mais — e uma parcela crescente do dinheiro eleitoral termina concentrada nas grandes plataformas de tecnologia.

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