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Eleições

Pivetta está entre os candidatos mais ricos do Brasil e declara R$ 575,6 milhões de patrimônio

Governador de Mato Grosso aparece na terceira colocação nacional em levantamento com dados da Justiça Eleitoral; Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente de José Medeiros, declarou R$ 359,7 milhões e ocupa o sétimo lugar
por Daniel Trindade

Com uma trajetória política iniciada há quase 30 anos, o governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), aparece entre os candidatos com os maiores patrimônios declarados nas eleições de 2026. Candidato à reeleição, ele informou à Justiça Eleitoral possuir R$ 575.680.870,95 em bens.

O valor coloca Pivetta na terceira posição nacional em levantamento elaborado a partir das declarações patrimoniais apresentadas pelos candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Mato Grosso também aparece na sétima colocação com o empresário Odílio Balbinotti Filho (PL), primeiro suplente de José Medeiros (PL) na disputa pelo Senado. Balbinotti declarou patrimônio de R$ 359.743.243,37.

Somados, os bens declarados pelos dois chegam a aproximadamente R$ 935,4 milhões.

No ranking, Pivetta fica atrás de Luiz Osvaldo Pastore (PL-TO), que declarou R$ 677,74 milhões, e de Antídio Lunelli (MDB-SC), com R$ 613,22 milhões.

A declaração patrimonial de Pivetta chama atenção também pelo crescimento nominal em relação à eleição anterior. Em 2022, ele havia informado aproximadamente R$ 378,9 milhões em bens. Agora, o valor declarado é cerca de R$ 197 milhões maior.

A comparação representa apenas a diferença nominal entre as declarações apresentadas nos dois pleitos e, por si só, não indica a origem do crescimento patrimonial.

Grande parte dos R$ 575,6 milhões informados neste ano está concentrada em investimentos e participações empresariais. Entre os ativos de maior valor aparece um fundo de investimento multimercado com aplicação no exterior, declarado em aproximadamente R$ 257,2 milhões.

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Pivetta construiu sua atividade empresarial principalmente no agronegócio antes e durante sua trajetória política. Produtor rural e empresário, chegou a Mato Grosso no início da década de 1980 e se estabeleceu em Lucas do Rio Verde.

A entrada na política eleitoral ocorreu em 1996, quando disputou pela primeira vez a Prefeitura de Lucas do Rio Verde. Eleito, assumiu o município em janeiro de 1997 e permaneceu por dois mandatos consecutivos, até o fim de 2004.

Depois, retornou à prefeitura para um terceiro mandato, entre 2013 e 2016.

Entre as passagens pelo Executivo municipal, Pivetta também ocupou espaço na política estadual. Foi secretário de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso em 2005 e, no ano seguinte, foi eleito deputado estadual para a legislatura de 2007 a 2010.

Em 2010, disputou a eleição estadual como candidato a vice-governador, mas a chapa não venceu.

O retorno ao Palácio Paiaguás ocorreu em 2018, quando foi eleito vice-governador na chapa de Mauro Mendes. Pivetta assumiu o cargo em janeiro de 2019 e, quatro anos depois, iniciou um segundo mandato após a reeleição da dupla em 2022.

Foram mais de sete anos na vice-governadoria até chegar definitivamente ao comando do Estado.

Em 31 de março de 2026, Pivetta assumiu o Governo de Mato Grosso após Mauro Mendes deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado. Desde então, passou a comandar o Executivo estadual e agora concorre nas urnas para permanecer no Palácio Paiaguás. A trajetória inclui três mandatos como prefeito, passagem pela Assembleia Legislativa, dois mandatos consecutivos como vice-governador e o atual período como governador.

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Em entrevista concedida neste ano, antes de assumir o governo, o próprio Pivetta falou sobre as três décadas de atuação política. Ao relembrar a trajetória, afirmou que decidiu entrar na política aos 36 anos e disputou sua primeira eleição em 1996.

Enquanto Pivetta aparece em terceiro lugar entre os maiores patrimônios declarados no país, Odílio Balbinotti Filho coloca Mato Grosso novamente entre os primeiros colocados do levantamento.

O primeiro suplente de José Medeiros declarou R$ 359,74 milhões.

A maior parcela do patrimônio informado por Balbinotti está concentrada em ações da Atto Participações S/A, avaliadas em aproximadamente R$ 266,2 milhões.

Ele também declarou cerca de R$ 45,6 milhões em ações da GOT Holding Limited, nas Ilhas Virgens Britânicas, um apartamento avaliado em R$ 16 milhões em Balneário Camboriú (SC) e aproximadamente R$ 13,8 milhões em saldo bancário.

As declarações entregues à Justiça Eleitoral representam os bens e direitos informados pelos próprios candidatos e não significam que todo o patrimônio esteja disponível em dinheiro. Os valores podem incluir imóveis, propriedades rurais, participações societárias, investimentos, aplicações financeiras e outros ativos.

Os dados também podem sofrer alterações caso os candidatos apresentem retificações à Justiça Eleitoral durante o processo eleitoral.

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Eleições

Primeiro debate é marcado por troca de ataques e pedido de impugnação

Os candidatos ao governo Otaviano Pivetta (Republicanos), Natasha Slhessarenko (PSD) e Wellington Fagundes (PL) participam do primeiro das eleições 2026 debate nesta quinta-feira (18) promovido pelo site Primeira Página.

Conforme a organização, o debate é dividido em três blocos, com perguntas feitas de candidato para candidato. As rodadas serão de temas determinados e de tema livre, além das considerações finais.

Cada confronto terá cinco minutos. O candidato que fizer a pergunta terá dois minutos e 30 segundos para administrar entre pergunta e réplica, enquanto o adversário terá o mesmo tempo para resposta e tréplica.

Os temas e a ordem de participação serão definidos por sorteio. No último bloco, cada candidato terá dois minutos e 30 segundos para as considerações finais.

PRIMEIRO BLOCO

O tema sorteado na fase de perguntas que encerrou o primeiro bloco foi rede de proteção às mulheres. Wellington Fagundes questionou Natasha Slhessarenko sobre as ações do governo atual para evitar que Mato Grosso registrasse índices elevados de assassinatos de mulheres.

Natasha criticou a atuação da atual gestão e afirmou que os esforços foram insuficientes. A candidata citou a morte de quatro mulheres na última semana e afirmou que “o feminicídio é o fim da linha”.

Além dos feminicídios, Natasha destacou os índices de estupro registrados em Mato Grosso. Entre as propostas apresentadas em seu plano de governo está a criação de uma Secretaria da Mulher.

A candidata também afirmou que pretende ampliar o número de policiais nas ruas, retirando cerca de 700 agentes que atualmente atuam em funções administrativas para reforçar o policiamento ostensivo. Segundo Natasha, a medida teria como objetivo “fazer a defesa das mulheres e do cidadão”.

Outra proposta apresentada foi a criação de casas de acolhimento para mulheres vítimas de violência.

Na réplica, Wellington afirmou que não concorda que mulheres tenham de esperar uma agressão acontecer para então procurar ajuda do governo. O candidato apresentou propostas em três frentes: criação de uma Secretaria da Mulher, implantação de delegacias 24 horas em todo o Estado e criação de mecanismos de autonomia econômica para mulheres vítimas de violência.

Wellington também defendeu auxílio financeiro emergencial para mulheres em situação de violência, com o objetivo de romper o ciclo de dependência econômica, além da implantação da Sala Lilás nos 142 municípios de Mato Grosso.

Na tréplica, Natasha lamentou o número de mortes de mulheres e afirmou que cerca de 60 mulheres foram assassinadas. A candidata voltou a defender a criação de casas de acolhimento.

Natasha também ampliou o discurso para a área da infância e afirmou que, se eleita, pretende ser a governadora que mais ampliou o número de crianças atendidas em creches.

Wellington encerrou o bloco mencionando o apoio da esposa, Marielle Fagundes, para a construção das políticas voltadas às mulheres.

GARIMPOS ILEGAIS

O próximo tema foi garimpos ilegais. Otaviano Pivetta foi sorteado para questionar Wellington Fagundes e perguntou quais medidas o candidato pretende adotar para estimular a mineração em Mato Grosso.

Na resposta, Wellington citou uma investigação envolvendo o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) relacionada à suposta exploração irregular de garimpos e à contaminação de solos por iodo.

Em seguida, Fagundes afirmou que menos de 2% do potencial mineral de Mato Grosso é explorado. Para o candidato, o Estado precisa encontrar formas de aproveitar suas riquezas naturais, com investimentos em tecnologia.

Wellington voltou a citar o senador e astronauta Marcos Pontes como um possível parceiro para o desenvolvimento de tecnologias voltadas à exploração mineral.

Na réplica, Pivetta afirmou que sua gestão criou um Departamento de Mineração dentro da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Segundo o governador, o Estado está realizando o mapeamento e o inventário do potencial mineral de Mato Grosso.

Pivetta afirmou ainda que a intenção é estimular a formalização da atividade mineradora e ampliar a fiscalização, com participação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

O governador rebateu a afirmação de Wellington sobre o potencial mineral estar concentrado em poucas pessoas e afirmou que o objetivo é identificar as riquezas existentes em todo o território estadual.

Pivetta também destacou que a Sema atua na fiscalização para coibir atividades irregulares. Na tréplica, Wellington voltou a mencionar investigações da Polícia Federal envolvendo aliados de Pivetta.

Com isso, o primeiro bloco do debate foi encerrado.

RODOVIAS EM MT

O primeiro tema sorteado no debate foi obras em rodovias. Natasha Slhessarenko foi a primeira a perguntar e questionou o governador Otaviano Pivetta sobre o custo do quilômetro de rodovia em Mato Grosso, citando o que classificou como o “km mais caro do Centro-Oeste”.

Pivetta defendeu a atuação de sua gestão e afirmou que foram construídos cerca de 7 mil quilômetros de novas estradas. O governador admitiu que houve problemas em algumas obras, mas argumentou que as falhas são identificadas e solucionadas.

Na resposta, Pivetta destacou a BR-163 e lembrou que o Estado assumiu a concessão da rodovia .

Natasha rebateu apontando problemas na infraestrutura e voltou a questionar o custo do quilômetro rodoviário em Mato Grosso.

Pivetta reconheceu problemas na BR-163, mas defendeu a decisão de assumir a rodovia. Segundo ele, o Estado tomou um empréstimo de R$ 5,5 bilhões, com juros e correção, para viabilizar a operação.

O governador afirmou ainda que a iniciativa colocou fim a um problema que se arrastava havia 30 anos e que provocava acidentes e mortes na rodovia.

MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Na sequência, Wellington Fagundes questionou Natasha sobre as medidas para enfrentar as mudanças climáticas.

Natasha afirmou que Mato Grosso foi o único estado da Amazônia Legal a registrar aumento do desmatamento em 2025 e criticou o baixo orçamento destinado à área ambiental. Segundo ela, apenas 0,7% do orçamento é destinado ao setor.

A candidata defendeu uma política de sustentabilidade com preservação das matas ciliares e dos rios. Também destacou que Mato Grosso tem uma economia fortemente ligada ao agronegócio e depende diretamente das condições climáticas.

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Wellington citou a proposta de criação do Estatuto do Pantanal e mencionou o histórico de queimadas no bioma, destacando que cerca de 4 milhões de hectares foram atingidos pelo fogo em quatro anos.

O candidato também apresentou propostas que, segundo ele, seriam voltadas à prevenção e ao enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas: criação da chamada “Renda Verde”, com a formação de um mercado estadual de carbono; criação de um sistema para apoiar municípios em períodos de seca e estiagem severa; e estabelecimento de protocolos rápidos nos hospitais para prevenção e atendimento de idosos e crianças em situações provocadas por eventos climáticos.

Na tréplica, Natasha defendeu a necessidade de prevenção e afirmou que Mato Grosso vive um período extremamente difícil em relação às queimadas. Segundo ela, é necessário assumir responsabilidade e compromisso com a preservação ambiental.

Wellington, por sua vez, citou programas de parceria para levar equipamentos ao Pantanal e afirmou que já houve ações para disponibilizar estruturas destinadas ao combate ao fogo.

ALUNOS COM DEFICIÊNCIA E NEURODIVERGÊNCIA

O terceiro tema sorteado foi o atendimento a alunos com deficiência e neurodivergentes.

Otaviano Pivetta questionou Wellington Fagundes sobre as propostas para atender crianças que necessitam de acompanhamento individualizado.

Wellington citou sua atuação no Congresso e afirmou ter votado, em 2021, um projeto relacionado à reforma do sistema de atendimento psicossocial. Também mencionou o Hospital Adauto Botelho, em Cuiabá, e criticou o que classificou como um desmonte do atendimento especializado.

Pivetta trouxe o tema para uma dimensão pessoal ao mencionar o neto Antônio, que tem autismo. O governador afirmou que a discussão não deve se limitar à saúde mental, mas também envolver a inclusão dessas crianças e das próximas gerações.

O governador apresentou uma proposta de estruturação das Apaes e de unidades especializadas para atender alunos neurodivergentes. A ideia, segundo ele, é garantir profissionais e estrutura para o atendimento e, conforme as crianças sejam identificadas e estejam preparadas, promover a transferência para a rede regular.

Wellington afirmou que o atual governo reduziu os recursos destinados às Apaes. Disse ainda que seu compromisso será ampliar os repasses às instituições e fortalecer o suporte oferecido às famílias dos pacientes.

Na tréplica, Pivetta afirmou que o governo reformou o Hospital Adauto Botelho e que trabalha na estruturação do atendimento. A fala ficou interrompida no material enviado.

SEGUNDO BLOCO

No segundo bloco, os candidatos discutiram temas livres, com cinco minutos destinados a cada assunto. Wellington Fagundes, Natasha Slhessarenko e Otaviano Pivetta trocaram propostas e críticas em rodadas sobre violência contra a mulher, obras rodoviárias e atendimento especializado na saúde.

A primeira rodada foi aberta por Wellington Fagundes, que questionou Natasha Slhessarenko sobre homens que agridem mulheres.

Natasha classificou a violência como “horrorosa, inadmissível e inaceitável” e afirmou que, caso seja eleita, não haverá espaço em seu governo para homens que agridem mulheres. A candidata defendeu a educação como uma das principais ferramentas para combater a violência e também propôs ampliar o contingente policial.

Na réplica, Wellington afirmou que conhece casos de famílias em que homens agrediram mulheres e argumentou que não basta apenas prender o agressor. Segundo ele, é necessário impedir que a violência provoque mortes e sequelas.

O candidato voltou a defender a criação da Secretaria da Mulher e a ampliação do atendimento especializado em diferentes regiões do Estado, incluindo Araguaia, Sudeste, Oeste e Nortão. Wellington também citou a implantação da Sala Lilás, mecanismos emergenciais e linhas de crédito para mulheres como formas de romper o ciclo de violência.

Natasha respondeu que, além da Secretaria da Mulher, pretende ampliar o orçamento destinado às políticas públicas voltadas às mulheres. Ao encerrar a rodada, afirmou que Mato Grosso possui cerca de 500 órfãos do feminicídio.

OBRAS E ATAQUES

Na segunda rodada, Otaviano Pivetta direcionou a pergunta a Wellington Fagundes. O governador destacou que, em sete anos e meio de gestão, foram construídos cerca de 7 mil quilômetros de rodovias e associou Wellington à gestão do ex-governador Silval Barbosa, período em que o candidato ocupou a Secretaria de Obras.

Pivetta também citou o ex-chefe de gabinete Sinésio, mencionado em investigações relacionadas a corrupção, e questionou se Wellington pretendia “voltar à cena do crime” ao pedir votos para governar Mato Grosso.

Wellington defendeu Sinésio e afirmou que ele não foi condenado. O candidato também citou recursos que, segundo ele, conseguiu atrair para Mato Grosso, incluindo R$ 3 bilhões por meio de uma legislação aprovada durante sua atuação política, além de emendas de bancada.

Fagundes também mencionou a duplicação da BR-163 e afirmou que a obra posteriormente foi viabilizada por meio de concessão.

Na réplica, Pivetta classificou Wellington como “especialista do Dnit” e afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro o teria “expulsado” da pasta. O governador também criticou o modelo de concessão da rodovia e fez referência ao pagamento por meio de pedágio.

SAÚDE

Na terceira rodada, Natasha questionou Pivetta sobre o atendimento especializado na rede pública de saúde. A candidata destacou a existência de filas para consultas e procedimentos especializados em Mato Grosso.

Pivetta respondeu que sua gestão criou novos hospitais e oito centros de diagnóstico. Também citou medidas de apoio aos municípios e afirmou ter destinado R$ 400 milhões para universalizar a atenção básica.

Na réplica, Natasha defendeu a distribuição de médicos especialistas também para o interior, e não apenas para Cuiabá. Ela citou a telemedicina como uma das propostas de seu plano de governo e questionou como os hospitais do interior serão equipados e contarão com profissionais especializados.

Pivetta afirmou que a estrutura precisa ser acompanhada de equipamentos e citou o Hospital Central, em Cuiabá. O governador também mencionou a realização de cerca de 300 mil procedimentos por meio do programa Fila Zero.

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DIREITO DE RESPOSTA

Ao final do bloco, Wellington Fagundes obteve direito de resposta e voltou a fazer críticas a Pivetta.

O candidato lembrou que o atual governador foi coordenador da campanha do ex-governador Pedro Taques (PSB) e questionou a permanência do então secretário de Fazenda, Rogério Gallo, na gestão.

Fagundes também mencionou a quebra de seu sigilo bancário e desafiou Pivetta a apresentar provas das acusações feitas durante o debate.

O terceiro bloco do debate teve como temas assistência social, saúde mental e descentralização do atendimento especializado em saúde, com os candidatos apresentando propostas e trocando críticas sobre pobreza, investimentos públicos e atendimento no interior. No encerramento do debate, Wellington Fagundes afirmou que o PL ingressou com pedido de impugnação contra a candidatura de Otaviano Pivetta.

TERCEIRO BLOCO

Natasha Slhessarenko foi sorteada para perguntar sobre o fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e direcionou a pergunta a Otaviano Pivetta.

A candidata afirmou que Mato Grosso ainda possui cerca de 600 mil pessoas abaixo da linha da pobreza e citou a chamada “fila do ossinho” para questionar os resultados da atual gestão após sete anos e meio.

Pivetta respondeu que a pobreza é um problema nacional, mas destacou que, segundo ele, 309 mil pessoas saíram da pobreza em Mato Grosso durante o período.

O governador afirmou que o desenvolvimento econômico foi o “norte” da gestão e citou ações nas áreas de saúde, geração de empregos e infraestrutura. Entre os exemplos, mencionou a implantação de centros de diagnóstico, o aumento da oferta de empregos e um programa trifásico para levar energia aos produtores rurais.

Na réplica, Natasha retomou a questão da pobreza e afirmou que ainda há mato-grossenses esperando na “fila do ossinho”. A candidata também criticou o ex-governador Mauro Mendes por ter sido visto consumindo carne com ouro enquanto parte da população enfrenta dificuldades.

Natasha defendeu mais investimentos na agricultura familiar e citou a chegada da Embrapa. Também abordou o aumento dos preços dos aluguéis no Estado e afirmou que pretende criar um programa habitacional em parceria com o governo federal.

A candidata questionou Pivetta sobre os investimentos destinados à agricultura familiar.

Na tréplica, Pivetta afirmou que foram construídas cerca de 40 mil casas ao longo dos sete anos e meio de gestão. Sobre a agricultura familiar, destacou o empenho de R$ 800 milhões em máquinas, tecnologia e capacitação.

Ao encerrar a rodada, Natasha direcionou uma crítica a Wellington Fagundes. A candidata recomendou que o senador “fique no Senado” para evitar que Mauro Carvalho, ex-secretário-chefe da Casa Civil, assuma o mandato em Brasília. Ela citou o fato de Carvalho ter sido alvo da Operação Heritage, que investiga irregularidades relacionadas ao caso envolvendo a Oi.

SAÚDE MENTAL

O segundo tema sorteado foi saúde mental. Otaviano Pivetta foi escolhido para questionar Wellington Fagundes.

Pivetta apresentou como proposta o aumento dos repasses aos municípios para permitir o acompanhamento individualizado de pacientes da atenção básica de saúde.

Wellington, porém, iniciou a resposta com críticas à trajetória política de Pivetta. O candidato afirmou que o governador concentrou sua atuação em Lucas do Rio Verde, onde foi prefeito por três mandatos, e em Nova Mutum.

Fagundes relacionou os problemas de saúde mental ao desequilíbrio financeiro das famílias e afirmou que pretende pagar a Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores.

O candidato também voltou a citar os R$ 3 bilhões que, segundo ele, conseguiu viabilizar por meio de uma lei aprovada durante sua atuação no Senado, afirmando que os recursos poderiam contribuir para solucionar dificuldades na área da saúde.

Na réplica, Pivetta afirmou que Wellington utilizou o tempo para abordar outros assuntos e sugeriu que isso poderia ocorrer por falta de propostas específicas para a saúde mental.

O governador destacou que os investimentos em saúde e educação foram ampliados em 30% e citou ações como o atendimento à atenção básica e o programa para zerar filas.

Wellington mencionou que Pivetta já admitiu ter enfrentado depressão e afirmou que sua proposta prioriza a prevenção em saúde mental. O candidato voltou a relacionar as dificuldades financeiras das famílias ao agravamento de problemas psicológicos.

Pivetta encerrou afirmando que a atual gestão mantém os salários dos servidores em dia desde que assumiu o governo, há sete anos.

SAÚDE NO INTERIOR

Na terceira rodada, Wellington Fagundes foi sorteado para questionar Natasha sobre a oferta de especialistas e profissionais de saúde no interior de Mato Grosso.

Fagundes perguntou como a candidata pretende descentralizar o atendimento especializado.

Natasha afirmou que pretende promover uma “verdadeira revolução” na saúde, levando médicos especialistas para o interior. Nos casos em que não for possível deslocar profissionais, propôs o uso da telesaúde.

Para reduzir as filas de espera, a candidata defendeu a realização de concursos públicos e a ampliação do número de profissionais. Ela também citou a CPI da Saúde realizada pela Assembleia Legislativa.

Wellington destacou sua formação como médico veterinário e mencionou a esposa, Mariele Fagundes, que é médica, como parceira na construção de soluções para a saúde.

Para o interior, o candidato defendeu o fortalecimento dos consórcios de saúde e o aumento dos investimentos. Também citou recursos destinados ao Hospital Júlio Müller e afirmou que participa de uma articulação relacionada ao primeiro hospital de inteligência artificial que será construído em São Paulo.

Fagundes defendeu ainda medidas para fixar médicos no interior de Mato Grosso e mencionou a criação de cursos públicos de medicina.

Na resposta final, Natasha reforçou a proposta de ampliar o número de especialistas nas unidades de saúde, citando, entre os profissionais necessários, ginecologistas. (HNT)

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