Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Agro Notícias

Reinaldo Moraes vice-governador na chapa de Wellington afirma que possui compromissos com o meio ambiente e sustentabilidade

A entrada do empresário Reinaldo Morais, conhecido como “Rei do Porco”, na chapa de Wellington Fagundes (PL) para a disputa pelo Governo de Mato Grosso trouxe novamente ao debate público questões relacionadas ao histórico empresarial do candidato a vice-governador.

Entre elas está uma ação civil pública envolvendo a Suinobrás Alimentos Ltda., empresa ligada a Morais, que tramita na Justiça e apura supostos danos ambientais na região da Área de Proteção Ambiental (APA) Nascentes do Rio Paraguai, em Alto Paraguai, Mato Grosso.

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) aponta, no processo, possível lançamento irregular de efluentes e contaminação do solo associados à atividade da empresa. Uma avaliação utilizada pelo órgão ministerial estimou em aproximadamente R$ 2,86 bilhões os danos ambientais e os prejuízos aos serviços ecossistêmicos que estariam relacionados ao caso. O valor, entretanto, corresponde a uma estimativa apresentada no âmbito da ação e não a uma indenização já determinada pela Justiça.

A ação ainda está em discussão na Justiça

A Suinobrás e Leandro Cunha Candiotto figuram como réus na ação civil pública. O processo foi recebido pela Justiça em janeiro de 2024, quando os envolvidos foram citados para apresentar defesa.

A existência do processo, portanto, não significa que tenha havido condenação definitiva da empresa ou de Reinaldo Morais por crime ambiental.

Outro ponto importante é que a ação é de natureza civil e ambiental. Por isso, a expressão “crime ambiental”, utilizada em algumas manchetes sobre o episódio, pode dar ao leitor a impressão de que existe uma condenação criminal, o que não corresponde ao estágio processual informado nas reportagens consultadas.

O que diz o Ministério Público

Segundo os elementos apresentados pelo MPMT, o caso envolve problemas relacionados ao sistema de tratamento de efluentes da atividade de suinocultura.

A investigação considera um período de aproximadamente 1.084 dias, entre 2016 e 2019, e aponta lançamento de efluentes e possível contaminação do solo.

A perícia utilizada pelo Ministério Público estimou os impactos econômicos em R$ 2.860.404.800. O cálculo considera danos ao patrimônio ambiental e aos serviços ecossistêmicos.

Leia Também:  Nova sede do Comando Regional III de Sinop deve ser concluída em 90 dias

O próprio material técnico, porém, apresenta limitações. Entre elas está a impossibilidade de atribuir valor monetário a determinados prejuízos, como eventuais perdas de recursos pesqueiros, por falta de parâmetros técnicos suficientes para essa avaliação.

Contaminação na região teve diferentes fontes investigadas

Um aspecto que merece atenção na análise do caso é que os documentos relacionados à investigação ambiental não tratam a região como se houvesse necessariamente uma única fonte de contaminação.

Relatórios analisados pelo Ministério Público registraram diferentes possíveis focos de poluição na área das nascentes do Rio Paraguai. Um dos documentos, por exemplo, menciona um foco relacionado à Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Alto Paraguai, envolvendo a utilização de ascarel — substância que contém bifenilas policloradas (PCBs). O documento também registra que os relatórios ambientais foram utilizados em diferentes procedimentos relacionados à APA, além da ação contra a Suinobrás.

A documentação também registra investigações envolvendo agrotóxicos e um acidente com veículo que transportava produtos dessa natureza.

Essa distinção é relevante porque a existência de diferentes fontes potenciais de contaminação não permite atribuir automaticamente todos os impactos ambientais identificados na região à Suinobrás.

Empresa já apresentou contestação

A Suinobrás e Reinaldo Morais já apresentaram, em outras ocasiões, uma versão contestando acusações ambientais.

Em reportagem publicada em 2020, a assessoria de Morais afirmou que a empresa havia apresentado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) um projeto de fertirrigação para a granja e que buscava atender às exigências ambientais apontadas pelos órgãos de fiscalização.

Na ocasião, a defesa também afirmou que a empresa mantinha uma equipe técnica para tratar das questões ambientais e buscar soluções para a atividade produtiva.

A própria Suinobrás atualmente afirma, em seu site institucional, que possui compromissos relacionados ao meio ambiente, eficiência e sustentabilidade.

R$ 2,86 bilhões não representam uma condenação

O valor de R$ 2,86 bilhões é o elemento de maior impacto nas manchetes relacionadas ao caso, mas sua natureza precisa ser esclarecida.

Leia Também:  Vazio sanitário em Mato Grosso começa neste sábado para quebrar ciclo de doenças da soja

Trata-se de uma estimativa de reparação apresentada no contexto da ação ambiental, e não de uma quantia que a Justiça já tenha determinado que Reinaldo Morais ou a Suinobrás devem pagar.

A responsabilização civil ainda depende da análise judicial das provas, das manifestações das partes e das conclusões produzidas no processo.

Há, inclusive, previsão de realização de perícia no local para aprofundar a análise técnica do caso.

O que está comprovado e o que ainda está em discussão

Até o momento, é possível separar os fatos em três grupos.

O que está confirmado: existe uma ação civil pública envolvendo a Suinobrás; o Ministério Público sustenta que houve danos ambientais; e existe uma estimativa de R$ 2,86 bilhões para a reparação pretendida.

O que depende da análise judicial: a extensão efetiva dos danos, a responsabilidade de cada réu, o nexo entre as atividades investigadas e todos os impactos ambientais apontados e eventual valor definitivo de reparação.

O que não deve ser afirmado como fato consumado: que Reinaldo Morais tenha sido condenado por crime ambiental ou que seja pessoalmente responsável por R$ 2,86 bilhões em danos. As informações disponíveis não sustentam essas afirmações como condenações definitivas.

Questão ganha dimensão eleitoral

Com Reinaldo Morais agora apresentado como candidato a vice-governador na chapa de Wellington Fagundes, o processo ambiental passa a ter também uma dimensão política.

O episódio poderá ser utilizado pelos adversários para questionar o histórico empresarial do candidato, enquanto Morais e sua empresa terão espaço para apresentar sua versão e os argumentos técnicos e jurídicos que considerarem pertinentes.

Em uma campanha eleitoral, contudo, a discussão deve distinguir acusação, investigação, perícia e condenação.

O processo envolvendo a Suinobrás é relevante pelo potencial impacto ambiental e pelo valor econômico estimado pelo Ministério Público. Ao mesmo tempo, permanece em análise pela Justiça, e a responsabilização definitiva dos envolvidos ainda não está estabelecida.

Assim, o caso das nascentes do Rio Paraguai deve ser tratado como uma questão ambiental e judicial em andamento — e não como uma condenação já definida contra Reinaldo Morais.

Propaganda

Agro Notícias

JBS abre mais de 100 vagas de emprego em Colíder e outras três cidades de MT

A JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, está com mais de 100 vagas abertas para contratação imediata em quatro municípios de Mato Grosso: Barra do Garças, Colíder, Diamantino e Pedra Preta. As oportunidades abrangem funções operacionais, que não exigem experiência prévia, além de cargos especializados, e incluem pessoas com deficiência.

Em Diamantino, são 49 vagas abertas para os cargos de operador de produção (20), jovem aprendiz (16), refilador (7), operador de máquinas e equipamentos (3), operador de armazenagem e expedição (2) e desossador (1). As entrevistas acontecem de segunda a sexta-feira, às 7h, na unidade da Friboi, localizada na Rodovia MT-240, km 3,5, s/n, na Zona Rural. Os interessados também podem enviar currículo para o e-mail: [email protected] ou entrar em contato pelo WhatsApp: (65) 3337-3512.

A unidade de Barra do Garças tem 31 vagas de emprego abertas para os cargos de operador de produção (15), desossador (13), faqueiro (1) e refilador (2). Os interessados devem enviar currículo para o e-mail: [email protected].

Leia Também:  Anistia Internacional recomenda revogação do decreto das armas

Na cidade de Pedra Preta há 20 vagas, distribuídas entre os cargos de operador de produção (10), desossador (05), supervisor de produção (01) e jovem aprendiz (04). O processo seletivo é presencial, de segunda a sexta-feira, das 7h às 8h da manhã, na unidade (BR-364, 173). Mais informações pelo WhatsApp: (66) 99202-6502 ou e-mail [email protected]

Já na unidade de Colíder são 12 vagas abertas para os cargos de desossador (10), eletricista de manutenção (1) e mecânico de manutenção (1). Os interessados devem enviar currículo para o WhatsApp (66) 3541-5819 ou comparecer presencialmente à unidade, localizada na Avenida Júlio Domingos Campos, 889 – Sete Norte, perímetro urbano.

Para participar do processo seletivo, em todas as vagas, é necessário ter idade mínima de 18 anos. As oportunidades são oferecidas por meio do regime de contratação CLT, incluindo todos os benefícios previstos pela categoria. Profissionais interessados em fazer parte do banco de talentos da JBS, em todo o Brasil, também podem se cadastrar pelo site: www.jbs.com.br/carreiras.

Leia Também:  Articulação de Dr.João resulta em convênio de R$ 3 milhões para município de Santo Afonso
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA