Educação
Servidores do IFMT de Diamantino Sorriso, e da baixada cuiabana decretam estado de greve
Os trabalhadores do Instituto Federal de Mato Grosso seguem à deliberação da 172ª Plenária Nacional do Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica, Profissional e Tecnologica (Sinasefe) realizam assembleias locais e decretam estado de greve.
Até esta sexta-feira todos os campi da baixada cuiabana (Várzea Grande, Bela Vista e Octayde), e dos municípios de Sorriso e Diamantino aprovaram estado de greve e assembleia permanente em assembleia extraordinária.
Com o estado de greve, os trabalhadores dão início ao processo de mobilização da categoria, disse o diretor da seção sindical do Sinasefe em Cuiabá, Jelder Pompeo de Cerqueira.
“O estado de greve não significa o início da greve. É um período de negociações”, disse o sindicalista. A expectativa, segundo ele é que as negociações possam caminhar “sem a necessidade de uma paralisação por tempo indeterminado” destacou Jelder Pompeo.
Na próxima semana esses quatro campi realizam nova assembleia para avaliar o andamento das negociações. Podendo, caso não tenha tido avanço, acontecer a decretação da greve por tempo indeterminado.
Até lá, os servidores intensificam a mobilização nos outros campi. “Vamos intensificar a nossa campanha em busca do fortalecimento com a participação de outros campi” disse, Cerqueira.
Segundo os sindicalistas, ao longo destes meses várias informações sobre limitações temporais para a concessão de reajuste circularam. Existem regras específicas para os anos eleitorais, mas a alteração salarial com o objetivo de reparar a perda do poder aquisitivo pode (e deve!) acontecer, mesmo após o dia 05 de abril.
Educação
Articulação política de Rosa Neide foi decisiva para possível chegada da UFMT a Diamantino

A autorização do Ministério da Educação (MEC) para a criação de um campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em Diamantino representa um marco histórico para o município — e também o resultado de uma articulação política construída ao longo dos anos, com destaque para a atuação da ex-deputada federal Rosa Neide.
Reconhecida por sua defesa da educação pública, Rosa Neide foi uma das principais responsáveis por abrir caminhos em Brasília para a interiorização do ensino superior em Mato Grosso. Durante seu mandato, a ex-parlamentar atuou diretamente junto ao MEC e à UFMT para viabilizar projetos de expansão universitária no estado, incluindo a proposta que agora começa a se concretizar em Diamantino.
A confirmação mais recente desse avanço ocorreu na quarta-feira (18), quando o prefeito Chico Mendes esteve em Brasília acompanhado da reitora da UFMT, Marluce Souza e Silva, em reunião com o ministro da Educação, Camilo Santana. Na ocasião, o MEC autorizou oficialmente o início do processo de implantação do campus no município.

Embora a autorização represente um passo fundamental, a criação da unidade ainda seguirá etapas técnicas e institucionais. A UFMT realizará um estudo detalhado para identificar a demanda regional e definir quais cursos poderão ser ofertados, levando em consideração as necessidades da população, a vocação econômica local e a viabilidade acadêmica.
Após essa fase, o projeto será submetido aos órgãos colegiados da universidade, responsáveis pela análise e aprovação final, conforme os trâmites internos.
Para o prefeito Chico Mendes, a conquista tem impacto direto no desenvolvimento da cidade. “Este é um momento histórico para Diamantino. A implantação de um campus da UFMT representa mais oportunidades para a nossa população, especialmente para os nossos jovens, que poderão acessar o ensino superior público sem precisar sair do município”, afirmou.
A reitora Marluce Souza e Silva destacou que a expansão será conduzida com responsabilidade. Segundo ela, a universidade busca ampliar o acesso ao ensino superior sem comprometer a estrutura já existente. “A UFMT tem compromisso com a expansão do ensino superior público em Mato Grosso, especialmente em municípios estratégicos como Diamantino. No entanto, essa expansão precisa ocorrer com responsabilidade, assegurando recursos de servidores e de custeio”, explicou.
Apesar de ainda não haver definição sobre os cursos, a expectativa é que a futura unidade atenda demandas estratégicas da região.
Legado político e educacional
A consolidação do campus em Diamantino reforça o legado de Rosa Neide na defesa da educação pública e na interiorização do ensino superior. Sua atuação foi fundamental para colocar o município no radar das políticas educacionais federais, demonstrando como a articulação política pode transformar demandas locais em políticas públicas concretas.
Com a autorização do MEC, o projeto avança para uma nova fase — e Diamantino se aproxima de um futuro em que o acesso à universidade pública estará mais próximo da realidade de seus jovens.
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