Educação
Estudante brasileira de 22 anos recebe reconhecimento da NASA por descoberta de 25 novos asteroides
Estudante de Medicina na Universidade de São Paulo, Verena Paccola buscava uma distração dos estudos durante a pandemia para “não bitolar”. Com 22 anos de idade, ela não fazia ideia que a inscrição despretensiosa em um treinamento on-line da Nasa sobre Astronomia garantiria a ela um reconhecimento que muita gente que trabalha com Ciência sonha em receber: o atestado da Agência Espacial Americana de que descobriu, por meio de suas pesquisas científicas, 25 novos asteroides no espaço.
O feito veio com a ajuda do programa Caça Asteroides, que disponibiliza mundo afora o software Astrometrica, da Nasa, para ajudar jovens cientistas – ou simpatizantes, como Verena – a aprimorar suas pesquisas espaciais.
No Brasil, a iniciativa tem o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e também levou a pequena Nicole Oliveira, de 8 anos, a identificar 7 novos asteroides no espaço, além de ganhar o título de pessoa mais nova do mundo a integrar o programa da Nasa de descobertas astronômicas.
Agora Verena espera a oficialização de sua descoberta para nomear os 25 novos asteroides que descobriu – um deles, inclusive, classificado pela Agência Espacial como “merecedor de atenção especial”, por ter características que indicam que, no futuro, poderia colidir com nosso planeta. Para, pelo menos, uma das descobertas, a jovem já tem reservado um nome especial: o de sua avó, que segundo ela é uma das maiores fãs de seu trabalho.
E por falar em trabalho… A estudante de Medicina fazia planos de se especializar em Neurocirurgia, mas a experiência com o software da Nasa foi tão marcante para ela que já considera misturar as duas paixões, aprimorando-se, por exemplo, em Medicina Espacial. Voa, Verena!
Educação
Articulação política de Rosa Neide foi decisiva para possível chegada da UFMT a Diamantino

A autorização do Ministério da Educação (MEC) para a criação de um campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em Diamantino representa um marco histórico para o município — e também o resultado de uma articulação política construída ao longo dos anos, com destaque para a atuação da ex-deputada federal Rosa Neide.
Reconhecida por sua defesa da educação pública, Rosa Neide foi uma das principais responsáveis por abrir caminhos em Brasília para a interiorização do ensino superior em Mato Grosso. Durante seu mandato, a ex-parlamentar atuou diretamente junto ao MEC e à UFMT para viabilizar projetos de expansão universitária no estado, incluindo a proposta que agora começa a se concretizar em Diamantino.
A confirmação mais recente desse avanço ocorreu na quarta-feira (18), quando o prefeito Chico Mendes esteve em Brasília acompanhado da reitora da UFMT, Marluce Souza e Silva, em reunião com o ministro da Educação, Camilo Santana. Na ocasião, o MEC autorizou oficialmente o início do processo de implantação do campus no município.

Embora a autorização represente um passo fundamental, a criação da unidade ainda seguirá etapas técnicas e institucionais. A UFMT realizará um estudo detalhado para identificar a demanda regional e definir quais cursos poderão ser ofertados, levando em consideração as necessidades da população, a vocação econômica local e a viabilidade acadêmica.
Após essa fase, o projeto será submetido aos órgãos colegiados da universidade, responsáveis pela análise e aprovação final, conforme os trâmites internos.
Para o prefeito Chico Mendes, a conquista tem impacto direto no desenvolvimento da cidade. “Este é um momento histórico para Diamantino. A implantação de um campus da UFMT representa mais oportunidades para a nossa população, especialmente para os nossos jovens, que poderão acessar o ensino superior público sem precisar sair do município”, afirmou.
A reitora Marluce Souza e Silva destacou que a expansão será conduzida com responsabilidade. Segundo ela, a universidade busca ampliar o acesso ao ensino superior sem comprometer a estrutura já existente. “A UFMT tem compromisso com a expansão do ensino superior público em Mato Grosso, especialmente em municípios estratégicos como Diamantino. No entanto, essa expansão precisa ocorrer com responsabilidade, assegurando recursos de servidores e de custeio”, explicou.
Apesar de ainda não haver definição sobre os cursos, a expectativa é que a futura unidade atenda demandas estratégicas da região.
Legado político e educacional
A consolidação do campus em Diamantino reforça o legado de Rosa Neide na defesa da educação pública e na interiorização do ensino superior. Sua atuação foi fundamental para colocar o município no radar das políticas educacionais federais, demonstrando como a articulação política pode transformar demandas locais em políticas públicas concretas.
Com a autorização do MEC, o projeto avança para uma nova fase — e Diamantino se aproxima de um futuro em que o acesso à universidade pública estará mais próximo da realidade de seus jovens.
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