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Agro Notícias

UE suspende carne brasileira e medida acende alerta em Mato Grosso, maior produtor de bovinos do país

 

Restrição europeia entrou em vigor nesta quinta-feira (3) e atinge carne bovina, frango, suínos, mel, pescados e ovos; em Mato Grosso, atenção se volta para regiões pecuárias como Diamantino, onde a JBS mantém uma das maiores plantas frigoríficas do país

A decisão da União Europeia de suspender a entrada de produtos de origem animal do Brasil passou a valer nesta quinta-feira (3) e acendeu um sinal de alerta para a cadeia da proteína animal em todo o país, especialmente em estados fortemente dependentes da pecuária, como Mato Grosso.

A medida atinge carne bovina, de frango e suína, além de mel, pescados e ovos. O impacto potencial é estimado em cerca de US$ 1,8 bilhão a US$ 2 bilhões por ano em exportações brasileiras.

Para Mato Grosso, líder nacional na produção de bovinos, a discussão é particularmente importante. O estado encerrou 2025 com cerca de 31,6 milhões de cabeças de gado, mantendo a maior concentração de bovinos do país. Além disso, Mato Grosso também liderou o abate nacional de bovinos em 2025, respondendo por 17,1% de todo o volume brasileiro.

Suspensão não significa carne contaminada

Um ponto precisa ser esclarecido: a União Europeia não informou ter encontrado carne brasileira contaminada nem declarou que o produto brasileiro seja impróprio para consumo.

A restrição decorre de uma questão regulatória.

O bloco europeu entende que o Brasil ainda não apresentou garantias consideradas suficientes sobre o controle e a rastreabilidade do uso de determinados antimicrobianos na produção animal.

A legislação europeia proíbe, entre outras práticas, o uso de determinados antimicrobianos como promotores de crescimento e estabelece restrições para substâncias consideradas importantes para tratamentos em seres humanos.

O governo brasileiro contesta a decisão e sustenta que o país dispõe de normas de controle sanitário compatíveis com padrões internacionais. Os ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores afirmaram estar em negociação permanente com as autoridades europeias para tentar preservar o fluxo comercial.

Por que Mato Grosso deve acompanhar o caso de perto

Embora a União Europeia represente uma parcela relativamente pequena do volume total de carne bovina exportado pelo Brasil, trata-se de um mercado de alto valor agregado.

Isso significa que os europeus costumam adquirir cortes específicos e mais valorizados, o que torna mais difícil simplesmente direcionar toda essa produção para outros mercados.

A UE respondeu por cerca de 4,6% das exportações brasileiras de carne bovina, mas sua importância econômica vai além do volume justamente pela valorização dos produtos comercializados.

Para Mato Grosso, qualquer restrição adicional a mercados premium pode repercutir ao longo de toda a cadeia: frigoríficos, pecuaristas, confinamentos, transportadores, fornecedores de insumos e empresas de serviços.

JBS de Diamantino está no centro de uma das principais regiões pecuárias do estado

Na região médio-norte de Mato Grosso, Diamantino ocupa posição estratégica dentro da cadeia da carne.

É no município que funciona uma importante unidade da JBS, por meio da Friboi.

Após investimentos iniciados na retomada da planta, a empresa anunciou capacidade instalada projetada de até 3.600 bovinos processados por dia e estrutura para aproximadamente 3 mil trabalhadores em dois turnos.

A JBS informou que a unidade foi concebida para atender mercados internacionais exigentes e ampliar a produção de cortes de maior valor agregado e produtos porcionados. Na retomada das operações, o investimento inicial divulgado foi de R$ 300 milhões.

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Isso torna a discussão sobre rastreabilidade particularmente relevante para Diamantino.

Uma indústria com vocação exportadora depende não apenas de volume de animais, mas também da capacidade de comprovar a origem e todo o histórico produtivo do gado exigido pelos países compradores.

Região de Diamantino reúne pecuária de escala e qualidade

A importância da região vai além do frigorífico.

Diamantino está inserido em um corredor pecuário que recebe animais de diferentes municípios de Mato Grosso, inclusive de áreas de forte produção no médio-norte e oeste do estado.

Estimativas divulgadas em 2025 apontavam um rebanho municipal em torno de 124 mil bovinos em Diamantino. A força regional também ficou evidente no Circuito Nelore de Qualidade realizado no município em 2025, quando foram avaliadas 5.908 carcaças, oriundas de 26 pecuaristas de 20 municípios mato-grossenses.

Entre os produtores premiados naquele evento estavam propriedades de Nova Mutum, outro importante município agropecuário da região, demonstrando como a planta de Diamantino está integrada a uma área produtora que ultrapassa os limites do próprio município.

O grande desafio será a rastreabilidade individual

Para a carne bovina, a questão mais delicada não está apenas dentro do frigorífico.

Está antes do abate.

A União Europeia quer garantias sobre toda a trajetória do animal, incluindo os medicamentos utilizados ao longo de sua criação.

O Brasil ainda trabalha majoritariamente com sistemas de controle por lotes e movimentações registradas por meio da Guia de Trânsito Animal. O país está avançando para ampliar a identificação individual dos bovinos, mas a implantação desse modelo em escala nacional demanda tempo.

Um frango leva aproximadamente 45 dias entre nascimento e abate. Já o bovino pode exigir 24 a 36 meses de acompanhamento até chegar ao frigorífico.

Para que um animal seja destinado futuramente ao mercado europeu sob as novas regras, será necessário comprovar durante todo esse período que ele respeitou os protocolos exigidos.

JBS e outros frigoríficos dependem da adequação também nas fazendas

Grandes frigoríficos como a JBS já possuem sistemas próprios de controle sobre fornecedores, além das exigências sanitárias oficiais.

Mas a nova barreira europeia mostra que o próximo estágio da competição internacional será cada vez mais baseado em rastreabilidade, documentação e comprovação da origem do animal.

Isso poderá exigir adequações não apenas da indústria, mas principalmente dos pecuaristas.

Na prática, propriedades interessadas em fornecer animais destinados a mercados exigentes poderão ter de ampliar:

  • identificação individual dos bovinos;
  • registros sanitários;
  • histórico de medicamentos utilizados;
  • controle da movimentação dos animais;
  • comprovação da propriedade de origem;
  • documentação ambiental e geográfica.

Essa tendência também se conecta a outras exigências europeias, principalmente as relacionadas ao combate ao desmatamento associado às cadeias produtivas.

Frango e mel podem ter solução mais rápida

Nesta sexta-feira (4), surgiu um sinal positivo para dois setores.

Informações preliminares da auditoria realizada por técnicos europeus indicaram avaliação favorável das cadeias brasileiras de carne de frango e mel.

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Caso essa avaliação seja confirmada no relatório definitivo, existe possibilidade de retomada dessas exportações ainda em 2026.

Para a carne bovina, porém, o processo deverá ser mais complexo justamente porque envolve o ciclo mais longo dos animais e a comprovação individual desde a criação.

Não há indicação de paralisação da JBS em Diamantino

É importante destacar que a suspensão europeia não significa que a JBS de Diamantino terá de interromper suas atividades.

A medida diz respeito ao acesso ao mercado da União Europeia e não impede a comercialização de carne bovina no Brasil nem para outros países que mantenham habilitação para comprar o produto brasileiro.

A própria unidade de Diamantino foi estruturada para atender diferentes mercados internacionais.

O Brasil possui ampla diversificação de compradores e continuará exportando para diversos destinos.

O principal risco está na necessidade de redirecionar cortes que antes tinham como destino específico consumidores europeus, eventualmente com impacto sobre margens, preços e planejamento industrial.

Europa é estratégica por comprar cortes de maior valor

Em 2025, o Brasil exportou mais de 108 mil toneladas de carne bovina para a União Europeia, segundo dados citados pela Associated Press, movimentando aproximadamente US$ 1 bilhão naquele mercado. Outras estimativas, considerando diferentes classificações e produtos bovinos, colocam o valor ainda mais alto.

A diferença em relação a mercados de grande volume, como a China, está no perfil das compras.

A União Europeia absorve cortes nobres e produtos de maior valor.

Por isso, perder temporariamente esse comprador pode provocar efeito econômico superior ao que a participação percentual no volume total de exportações sugere.

Brasil reage e não descarta reciprocidade

O governo brasileiro classificou a medida como preocupante e afirmou que poderá adotar medidas de reciprocidade caso as negociações não avancem.

Brasília sustenta que a restrição foi aplicada sem que houvesse comprovação de irregularidades sanitárias nos produtos brasileiros e tenta acelerar o reconhecimento das medidas adotadas pelo país.

Entidades do agronegócio também criticam o bloqueio e levantam questionamentos sobre eventual componente protecionista, principalmente porque a decisão ocorre em meio à implementação e às discussões comerciais envolvendo o acordo entre Mercosul e União Europeia.

A justificativa oficial europeia, no entanto, continua sendo regulatória e relacionada ao cumprimento das normas sobre antimicrobianos.

Para Mato Grosso, desafio é transformar exigência em vantagem

A nova barreira comercial demonstra uma mudança importante no mercado mundial de carne.

Produzir muito já não é suficiente.

Para permanecer nos mercados mais valorizados, será cada vez mais necessário provar como, onde e em quais condições o animal foi produzido.

Mato Grosso possui escala para enfrentar esse desafio.

Com mais de 31 milhões de bovinos, liderança nacional nos abates e grandes plantas industriais como a JBS de Diamantino, o estado está diretamente inserido nessa transformação.

Para regiões como Diamantino, Nova Mutum e municípios vizinhos, onde pecuária, agricultura e agroindústria estão fortemente integradas, a discussão europeia está longe de ser apenas um problema diplomático.

Ela chega até a porteira da fazenda.

E, daqui para frente, rastreabilidade poderá valer tanto quanto produtividade para definir quem continuará vendendo carne aos mercados mais exigentes e rentáveis do mundo.

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Agro Notícias

Mato Grosso lidera competitividade do etanol enquanto Inpasa amplia produção em Nova Mutum

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Estado tem a melhor relação entre os preços do etanol e da gasolina no país; expansão de R$ 704 milhões da Inpasa elevará capacidade da unidade de Nova Mutum para 3 milhões de toneladas de grãos por ano e cerca de 1,4 bilhão de litros de etanol

O mercado brasileiro de etanol encerrou agosto com Mato Grosso ocupando posição de destaque no cenário nacional. Enquanto os preços apresentam movimentos distintos entre as usinas e os postos, o Centro-Oeste consolida-se como uma das regiões mais competitivas para o biocombustível, impulsionado principalmente pelo avanço da produção de etanol de milho.

Mato Grosso liderou em agosto o ranking nacional de competitividade do etanol em relação à gasolina. No Estado, o preço do biocombustível correspondeu a apenas 55,6% do valor da gasolina comum, muito abaixo do patamar de 70% tradicionalmente utilizado como referência para definir quando o abastecimento com etanol é economicamente vantajoso.

O resultado coloca Mato Grosso à frente de São Paulo, onde a relação ficou em 58,1%, Mato Grosso do Sul, com 61,8%, Goiás, com 61,9%, e Paraná, com 63,1%.

O desempenho ganha importância especialmente no Centro-Oeste, região que vem ampliando rapidamente sua capacidade de transformar a produção de milho em combustível, energia, proteína animal e outros produtos industrializados.

Em Mato Grosso, municípios como Nova Mutum e Sinop tornaram-se protagonistas dessa nova cadeia agroindustrial.

Nova Mutum ganha espaço no mapa nacional do etanol

Em Nova Mutum, um dos principais polos de produção de grãos de Mato Grosso, a presença da Inpasa transformou o município em um importante centro de industrialização do milho.

A empresa está executando uma nova expansão de sua biorrefinaria no município, com investimento anunciado de aproximadamente R$ 704 milhões.

Com a ampliação, a capacidade de processamento da unidade deverá crescer em mais 1 milhão de toneladas de grãos por ano, chegando a aproximadamente 3 milhões de toneladas anuais.

A expansão acrescentará cerca de 350 milhões de litros de etanol por ano à capacidade da planta. Quando a nova etapa estiver concluída, a unidade de Nova Mutum deverá alcançar aproximadamente 1,4 bilhão de litros de etanol por ano.

Além do combustível, o processamento do milho gera DDGS, produto rico em proteína utilizado principalmente na alimentação animal, além de óleo vegetal e energia renovável.

A previsão da companhia é de que as obras de expansão sejam concluídas até o final de 2026. Segundo a Inpasa, aproximadamente 800 postos de trabalho devem ser gerados durante essa nova etapa do empreendimento.

O tamanho da operação já pode ser observado pelos números recentes. Somente em 2025, a unidade de Nova Mutum processou aproximadamente 2,1 milhões de toneladas de milho, segundo relatório de sustentabilidade divulgado pela companhia.

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Milho deixa de ser apenas commodity e vira energia

A expansão das biorrefinarias muda a dinâmica do agronegócio mato-grossense.

Historicamente grande produtor e exportador de milho, Mato Grosso passa a consumir uma parcela cada vez maior de sua produção dentro do próprio Estado. Em vez de o grão deixar as regiões produtoras apenas como commodity, parte crescente da safra é processada localmente e transformada em produtos de maior valor agregado.

O etanol é um deles.

A mesma tonelada de milho utilizada pelas biorrefinarias permite produzir combustível renovável, ingredientes para nutrição animal, óleo e bioenergia, criando uma cadeia que conecta diretamente agricultura, pecuária, indústria, logística e mercado de combustíveis.

Para regiões produtoras como Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop, esse processo representa também a criação de uma demanda industrial permanente pelo milho produzido durante a segunda safra.

A própria Inpasa está ampliando fortemente sua presença em Mato Grosso. Além de Nova Mutum e Sinop, a companhia anunciou uma nova biorrefinaria em Rondonópolis, dentro de um pacote que soma R$ 3,48 bilhões em investimentos no Estado.

Mato Grosso tem segundo etanol mais barato do Brasil

A força da produção regional também aparece diretamente nas bombas.

Em agosto, Mato Grosso registrou o segundo menor preço médio do etanol do país, de R$ 3,772 por litro, ficando atrás apenas de São Paulo, onde a média foi de R$ 3,735.

Mato Grosso do Sul apareceu logo depois, com R$ 4,078.

Os números reforçam o protagonismo do Centro-Oeste.

Dos cinco estados brasileiros onde o etanol apresentou as melhores relações de preço frente à gasolina, três estão na região: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Essa vantagem ganha ainda mais relevância porque a produção regional possui características diferentes da tradicional indústria sucroenergética paulista. Enquanto São Paulo tem sua matriz predominantemente baseada na cana-de-açúcar, Mato Grosso avançou principalmente utilizando o milho como matéria-prima.

Isso permite que a cadeia de biocombustíveis esteja diretamente ligada à expansão da produção agrícola estadual.

Etanol ganha espaço no bolso do consumidor

No Brasil, o preço médio do etanol hidratado terminou agosto em R$ 4,050 por litro, queda de 2,7% em relação ao mês anterior, segundo o Monitor de Preços de Combustíveis elaborado pela Veloe com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

O desempenho fez do etanol o combustível com maior redução entre os seis produtos acompanhados.

No acumulado de 2026, a queda chega a 9,5% nos postos. Em 12 meses, a retração é de 5,1%.

A gasolina seguiu direção diferente. A gasolina comum acumula alta de 6% no ano e encerrou agosto com preço médio nacional de R$ 6,654 por litro.

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Esse movimento ampliou significativamente a vantagem econômica do etanol.

Na média nacional, o preço do biocombustível passou a representar 65,6% do preço da gasolina, o menor percentual desde o início da série histórica em 2017.

Mato Grosso está ainda mais distante desse limite, com seus 55,6%.

Na prática, significa que o proprietário de um veículo flex no Estado encontra atualmente uma das maiores vantagens econômicas do Brasil ao optar pelo etanol.

Centro-Oeste fortalece posição estratégica

A expansão do etanol de milho coloca o Centro-Oeste em posição cada vez mais estratégica dentro da matriz energética brasileira.

Mato Grosso possui uma combinação difícil de ser encontrada em outras regiões: produção gigantesca de milho, disponibilidade de matéria-prima próxima às indústrias e investimentos bilionários em novas plantas de processamento.

Nova Mutum tornou-se um retrato dessa transformação.

A ampliação da Inpasa acrescentará capacidade industrial para absorver mais um milhão de toneladas de grãos anualmente dentro do próprio município. A empresa projeta que a planta chegará a aproximadamente 3 milhões de toneladas processadas por ano e 1,4 bilhão de litros de etanol.

É uma industrialização que cria uma nova relação entre o campo e a cidade: o milho produzido nas propriedades da região deixa de percorrer milhares de quilômetros exclusivamente em direção aos portos e passa a abastecer uma indústria instalada próxima das lavouras.

Mercado acompanha preços e expansão da produção

Apesar dos preços mais baixos encontrados atualmente nos postos, o mercado produtor começou a apresentar sinais de valorização.

Em São Paulo, os preços do etanol hidratado e anidro tiveram em agosto a primeira alta mensal da safra 2026/27 nas usinas.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), entre os fatores que sustentaram o movimento estão a possibilidade de chuvas no Centro-Sul, que podem interromper temporariamente a moagem da cana, a maior demanda das distribuidoras e o comportamento internacional dos preços do açúcar.

No Centro-Oeste, entretanto, outro elemento ganha cada vez mais importância: a disponibilidade e o preço do milho.

À medida que Mato Grosso amplia sua capacidade industrial, a relação entre produção agrícola e demanda das biorrefinarias tende a exercer influência crescente sobre o mercado regional.

Para setembro, consumidores continuam encontrando um cenário amplamente favorável ao etanol, especialmente em Mato Grosso.

Ao mesmo tempo, os investimentos em Nova Mutum, Sinop, Rondonópolis e outras regiões mostram que a discussão deixou de estar restrita ao preço na bomba.

O Centro-Oeste está construindo uma nova indústria de energia a partir de uma matéria-prima que conhece bem: o milho produzido dentro de suas próprias fronteiras.

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